Ah, a vida e seus dilemas pós-modernos. Agora que o Twitter é a ferramenta hypada do momento, pautando matérias em jornais e revistas, há certas questões que ganharam maior dimensão. Por exemplo, aquilo que @flaviadurante descreveu como a “mágoa do unfollow”: o pescotapa dolorido que o ego, esse bicho besta e orgulhoso, sofre quando você descobre que alguém que você admira deixou de seguir seus posts no Twitter. Pode parecer algo fútil (e é) e inspirou uma tira ótima no blog Joy of Tech, mas o fato é que conheço gente que brigou feio por causa desse dodói geek.

Em um post sugestivamente intitulado “Se você segue 10 mil pessoas no Twitter você está enganando 10 mil pessoas”, @crisdias refuta a tese de que é preciso tornar-se “follower” de todos que seguem você, por questões de gentileza e reciprocidade (embora haja quem siga tudo quanto é perfil só para aumentar seu número de seguidores). Afirma Cris: “Você não está se relacionando com nenhuma delas, você só está recebendo ruído”.
Em compensação, há quem reclame de um suposto estrelismo de algumas personalidades no Twitter. @cristalk desabafa: “Faz sentido uma pessoa seguida por 3.201 seguir apenas 16? No meu mundo não faz. Onde fica a conversação?”. E complementa: “O bom da internet é a relação horizontalizada entre os usuários. Se não tem isso não tem graça. É melhor voltar a ver TV”.
Alexandre Inagaki escreve em PENSAR ENLOUQUECE e admite: foi masoquista o suficiente para inscrever-se no Qwitter. #prontofalei









