
Convenhamos, caros amgs, o Twitter está saturando. Está ficando chato. Cada dia que passa fica mais fácil não entrar lá todo o santo dia. Eu acredito que daqui a um bom tempo, o site do passarinho azul vá fazer companhia ao IRC, ao Fotolog, ao ICQ, Coisas que eram “WOW! OMG!” e hoje quase ninguém dá muita atenção.
As pessoas são mais ou menos assim com rede social (e outras coisas também): descobrem uma coisa, começam a usar, se apaixonam, contam para os amgs, os amgs se apaixonam também, todo mundo acha a maior loucura, aquela sua prima Zuleika fica sabendo e vira usuária também. O problema da prima Zuleika é que ela é uó e tem uma galera igual a ela. Esse povo começa usar a rede social e os primeiros usuários abandonam a rede.
E para onde vai a atenção dessa gente novidadeira da rede internacional de computadores, a tal da Internet?
Eu tenho notado um certo crescimento na movimentação do site Facebook. Muita bicha sem camisa oriunda do Orkut. Grupos como “só mais 5 minutinhos” emulando as exitosas comunidades congêneres do resistente Orkut. Mas o Facebook não é exatamente uma novidade. Ele está aí desde sempre (mentira, desde 2006 – para o mundo). Então o Facebook (ou feice, para os íntimos) não é uma alternativa aos galerosos ávidos por novidade.
Aí que entra o Instagram.
O Instagram tem suas peculiaridades. Ele só roda em iPhone e companhia. Não tem versão para outros smartphones. Ele foi lançado a pouco mais de um mês. Para ser exato dia 06 de outubro de 2010.
Não tem nem verbete na Wikipédia, galerosos. Eu estou realmente sendo obrigado a pesquisar esses dados em vez de dar command+c command+v.
E nesse curto espaço de tempo, ele já está bombando. Eu, por exemplo, já tenho uns 90 followers. Isso no Twitter levou uma eternidade para conseguir. E todo dia está entrando gente nova.
O Instagram lembra o Fotolog. Você registra seu cotidiano através de fotos e pode deixar comentários nas imagens alheias. O Instagram lembra o Twitter. Você tem um limite de caracteres para se expressar e pode favoritar os posts dos seus followed. O Instagram lembra (e usa) o Foursquare, você pode geotaguear suas imagens.

Mas o Instagram tem uma coisa que não é de rede social. Ele hipsteriza suas fotos. Ele vem com uma serie de filtros que deixam sua foto cagada de celular com todo o hip discreto das polaroides, lomos e fotos antigas. Sério. Qualquer foto tosca melhora com os filtros fotográficos do app. E de graça. DE GRAÇA, amgs. Outras apps hipsterizadoras de imagem, como Hipstamatic e ShakeIt, são pagas e não vêm com a rede social embutida. E mais, o Instagram é perfeitamente integrado ao Facebook, ao Twitter, ao Flickr, ao Tumblr & ao Foursquare. Você tira a foto, aplica um efeito e espalha por toda suas presenças online.
E além disso, como uma rede social bebê, o Insta (já fiquei íntimo) ainda não tem seus vícios. Todo mundo é gentil. Todo mundo confraterniza. Não tem follow-que-te-follow, não tem like-que-eu-te-like. Não tem Jhonhathan com 8 h no nome, fazendo biquinho e tesourinha na frente do espelho. Não tem script, não tem ranking, não tem ação social, não tem nada de nada.
Sobram almoços bacanas, cachorros fofos, céus dramáticos, luzes abstratas e uma monte de fotos bonitas de gente bonita.
Por enquanto.
Porque você sabe o que vai acontecer. Logo a app vai ter suas versões para outros sistemas operacionais, para a web, vão aparecer celebridades residentes, add-ons, plug-ins e, o pior de tudo, a prima Zuleika vai descobrir o Instagram.
E aí fodeu.
Vamos todos de novo atrás da next next big thing.