Para onde rema o barco brasileiro cheio de blogueiros no mar das transformações e adaptações da blogosfera? É um barco só, bem grande e preparado (não pode faltar comida e cerveja!) pra aguentar o peso de todos os blogueiros, ou são vários barquinhos, cada um do seu jeito, remando por conta própria da maneira que bem entendem?
Faço essas perguntas porque o Nick Denton − craque dos blogs e dono de uma rede invejável de blogs/sites capaz de render milhões de dólares em um mês chamada Gawker Media − anunciou o fim da blogosfera nos Estados Unidos.

A blogosfera terá um fim? Acho que primeiro temos de analisar friamente o que é um blog: é somente um site capaz de organizar cronologicamente o conteúdo de que você gosta, de uma forma bem rápida e fácil para que todos tenham acesso. Só isso… Não é uma instituição cheia de regras, não é um modelo de negócios, não é nada mais além de outro site.
Já a blogosfera foi só um nome carinhoso, coisa de ser humano, para suprir nossa necessidade de fazer parte de um grupo. O blog vai sempre, SEMPRE existir, seja lá como for, desde todo rosa, cheio de purpurina pra falar da filha da sua amiga que acabou de nascer, ou laranja, todo bem configurado e recheado de piadas ácidas, com é o Kibeloco, que vive e ganha muito dinheiro desse mesmo formato de site, chamado blog.
Mas e os blogueiros? São jornalistas? São publicitários? São redatores? São pessoas. Uns são engraçados, outros são polêmicos… E por aí vai. E, se o formato “blog” não tem data pra acabar, por que a blogosfera haveria de ter?
Flavio Lamenza, 28 anos, é editor do Chongas.com.br, publicitário e internet evangelist (palavra da moda). Corta o cabelo bem curtinho pra fingir que é careca.





