ASSINANDO A INTERNET

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 14 maio 2012

Por Juliana Cunha, repórter da Folha que ainda se sente em 2002 por ter um blog pessoal.

Minha geração dizimou gravadoras, transformou locadoras em casas de tias solterias que visitamos por pena e fez Clarice Lispector psicografar memes que nossas mães compartilham no Facebook, mas você não entendeu nada da internet se acha que somos coletivistas contrários aos créditos e direitos autorais.

Somos os loucos do crédito, queremos crédito por tudo que não fizemos. Abro meu Photoshop pirata, faço uma montagem podre com fotos de um filme e acho que tenho alguma espécie de direito místico sobre aquilo ali. Se um blog encontra a imagem no Google e decide usá-la sem colocar um “via”, um creditozinho, eu esperneio. Esperneio se alguém “copia” meu Tumblr. Como diabos alguém pode copiar um Tumblr, deus do céu? Compartilhando o que você compartilhou antes? Não foi exatamente para isso que o site foi feito?

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COMO O FACEBOOK NOS TORNA SOLITÁRIOS E EGOÍSTAS

por LUISA CLASEN | 6 maio 2012

Você se acha uma pessoa narcisista? Se você tem um perfil no Facebook, é muito provável que você seja um. É porque narcisismo não é exatamente isso que a gente imagina, da pessoa que se ama e se acha linda. É também aquela vontade de aparecer, de mostrar pra todo mundo como a gente é feliz, como tudo na nossa vida é incrível!

9,8 entre 10 pessoas só posta no Facebook coisas que vão chamar atenção das outras (não adianta negar). Ninguém posta nada no Facebook sem a intenção de conseguir algum tipo de feedback. As opções são:

  1. propagandear nossa felicidade e então ganhar elogios (curtir) postando coisas que mostram como a gente e nossa vida são incríveis – os amigos, os netos, a viagem, as notícias lidas, os links compartilhados, etc
  2. mostrar nossa frustração (#mimimi) ou  tristezas, no intuito de conseguir empatia, conselhos, pena e conexão alheias.

Esse pode não ser um processo consciente, mas, de uma maneira ou de outra, buscando lá no fundinho do seu ser… você vai perceber o quanto te satisfaz receber um like, um comentário ou até (eca) um cutucão e o quanto te massacra não conseguir nada disso.

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SOBRE A INTOLERÂNCIA VIRTUAL…

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 17 abril 2012

por Ari Meneghini, historiador e Diretor Executivo da IAB Brasil

Hoje pela manhã li um texto no YouPix – muito bom – sobre a questão dos guetos de opiniões na internet e gostaria de dar aqui a minha contribuição.

Existe no Brasil uma disseminação de que conceitos, opiniões e ideias são isentas de conteúdo ideológico, portanto neutras. Os manuais de redação de publicações sempre afirmam que a notícia, para ser isenta, deve ser isolada e contar somente o fato, que para se ter uma visão geral de um problema é necessário dar às partes o mesmo espaço, o mesmo peso.

Na prática, não vemos essa realidade.

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A GUERRA DO ABORTO E OS GUETOS NA INTERNET

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 17 abril 2012

por Rafael Rodrigues

Ontem, ao abrir meu twitter pela manhã, fui surpreendido por uma timeline recheada de tuites sobre o mesmo tema: aborto. Fui analisar o debate e pude perceber a existência de três trincheiras nesse campo de batalha: os pró-aborto, os contra e, obviamente, os trolls que sempre estão ali para tirar sarro de qualquer discussão existente na internet. Lendo os tuites fui percebendo algo que há tempos tenho visto na minha geração: uma proliferação em grande escala dos guetos nas comunidades virtuais.

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COMO GANHAR VINTE MIL REAIS NA INTERNET

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 11 abril 2012

Admita. Você já perdeu horas e horas na internet assistindo a vídeos no Youtube. Antes podia ser apenas para ver videoclipes, programas de TV, séries que não estão mais no ar ou relembrar algo do passado. Mas o mundo mudou, e o YouTube também. E que mudança foi essa?

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VERGONHA DA VERGONHA ALHEIA

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 10 abril 2012

por Carol Mattos (publicitária, redatora, webwriter e sofredora de bullying)

Tu viu o vídeo do PARA NOOOOSSA ALEGRIA e rachou o bico, né? Tu viu a dancinha do Vitinho Sou Foda e achou toscamente engraçada, certo? Tu ouviu o interminável ~It’s Friday, Friday~ da Rebecca Black e twittou em alguma sexta-feira aleatória o refrãozinho da música, não é mesmo? E tu xinga Justin Bieber, reclama do BBB e fala que Jeremias Muito Louco é coisa de desocupado que não tem o que fazer, right?

Bem vindo ao mundo.

A gente está vivendo na era do tosco. O que não é, necessariamente, algo tosco. A gente sabe que o humor wébico é diferente do humor da telona, e quem é ligadinho e leva o celular com uma 3G do demônio até pro banheiro tem facilidade de achar graça em um humor muito específico, que a gente acostumou a ver online.

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PELO DIREITO DE USAR O “CORRÃO”

por BIA GRANJA | 29 março 2012

Outro dia, dando uma palestra sobre memes e cultura de internet – e porque eu acho isso tudo algo absolutamente importante e ZERO superficial, uma pessoa me perguntou: “Muito interessante isso tudo o que você está mostrando… mas… você já leu os grandes clássicos?“.

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APP.TITE #4 – IN(APP)ETÊNCIA OU A FALTA QUE OS APPS FAZEM

por FABIO REX | 19 março 2012

Bom dia, amigos da rede youPIX! (Ou boa tarde, sei lá que horas vocês vão ler isso). Faz alguns dias que perdi meu ~iPhone~ e essa é a razão pela qual não ando escrevendo por aqui.

Mas andei pensando… em vez de apps, que tal falar da falta que eles nos fazem?

Somos dependentes dela? Ou não? Hoje no Globo Rep… err. :P

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KONY2012 E AS (POLÊMICAS) REVOLUÇÕES DE SOFÁ

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 13 março 2012

por Elis Monteiro

Compartilhar é só começar. E tem gente que leva isso a sério MESMO. Para alguns, é quase obrigatório dividir  tudo o que recebe com a timeline inteira. De LolCats a correntes de Powerpoint, aquelas que sumiram do nosso email, está tudo lá. O tal botãozinho é tão sem vergonha de simples que basta clicar nele, escrever alguma coisa que chame a atenção de outros e mandar ver. Sem pensar. Afinal, todo mundo é antenado, ligado a causas sociais e está disposto a fazer parte da revolução provocada pelas redes sociais.

Mas tem um limite. E ele é muito tênue. Porque compartilhar não é apenas passar adiante – e todo mundo precisa ter consciência disso. É assinar embaixo, avaliar, indicar. E quando um amigo ou conhecido nos indica algo, deve ser bom. E assim nascem as “revoluções de sofá”, movimentos sorrateiros que muitas vezes dão certo – para o bem ou para o mal. E aqui é que mora o perigo – nem sempre as causas são honestas, do bem, provenientes de ideologias puras e simples. Na maioria vezes, ao compartilhar alguma coisa estamos simplesmente servindo de boi de piranha para interesses escusos que quase sempre vão além de nossa compreensão.

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ME ABRAÇA, ME BEIJA, ME DÁ UM BADGE!

por ROSANA HERMANN | 2 março 2012

O 4square é um sucesso. Você faz checkins e ele dá badges pra você. Você vai juntando tudo como se fosse uma coleção de selos, ou pedras numa cartela de bingo. Você se sente premiado pelo seu esforço de ter ido a todos aqueles lugares. É lindo de ver aquela coleção de medalhinhas, insígnias e troféus que nem existem de verdade, mas aquecem o coração carente do futuro prefeito do ‘bar, boteco e pebolim do Seu Mané Joaquim’.

O Klout é um sucesso. Você dá e ganha klout dos outros. Ninguém sabe muito bem o que é, nem pra que serve, mas se você for um ser social atuante, papai do Klout vai dar nota alta pra você. E, cada vez que você acessa o site eles dão mais um brinde. Você se sente O Vipão da pulseirinha nobre, com acesso a tudo, Yay!

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