APP.TITE #01 – PATH, QUANDO MAIS É MENOS

por FABIO REX | 14 dezembro 2011

“E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho. Como eu sou feliz, eu quero ver feliz quem andar comigo.” Lispector, Clarice

 

Path foi lançado em novembro do ano passado e lá pelo dia 18 meu amigo early adopter trend hunter Marcus “Marky” Cardoso me apresentou o aplicativo. Ele também tinha me mostrado o Instagram, que bombou em 2011 e foi eleito o app do ano. É, o Marky é desses.

 

Vou te dizer, achei o Path uma bela bosta. A ideia era pra ser um anti-Twitter, limitando seus contatos a 50 pessoas. Bem, para isso é só fazer uma lista e voilá, você tem um Twitter de 50 pessoas que importam.

 

Mas o ano passou e as coisas mudam, especialmente opiniões. Comecei a ficar com ressaca de Social Media. Não da coisa em si, mas do excesso de informação (essa coisa linda que foi batizada de infobesidade). Mesmo usando o Echofon para dar mute em todo mundo cuja vida não me interessa (mas se eu der unfollow vai ter mimimi) a coisa não tá funcionando. No Facebook a mesma coisa acontece, toda hora eu “cancelo a assinatura” do feed de alguém.

 

Então comecei a me perguntar (e aos outros também): depois desse inchaço todo das listas de contato espalhadas pelas redes de relacionamento a tendência agora é oposto? Pouco é o novo muito? Is small the next big thing?

 

Aí que entra o Path. Esse mês ele sofreu uma bela garibada. Parece que o Instagram e o Facebook tiveram uma noite louca de amor e depois de uma gravidez de 12 meses nasceu o novo Path.

 

Path, para quem matou as aulas de inglês, quer dizer caminho. E a premissa dele é essa. Tá, a citação lá em cima não é da Clarice, mas tem tudo a ver com o conceito do Path. Você compartilha o seu Path com quem compartilha a sua vida. Essa é a premissa do aplicativo.

 

Mas a lindeza da coisa não reside aí. Path é um tudo-em-um. Como o Instagram, ele só existe mobile. Não sei vocês sabem mas o clichê que corre por aí é “O futuro é mobile”. Ao contrário do Instagram, Path é disponível para IOS e Android. Mas a característica mais instagrâmica de todas são os filtros hipsters já embutidos. Vem um set básico e alguns são pagos (como no Camera+).

Do outro pai, o Facebook, ele herdou alguns elementos de design, como o banner e a bandeja lateral de navegação. Só que o Path é muito mais bonito que o pai. Tem também atualização de  status, música que você está ouvindo, seu estado de espírito e tals.

 

Mas o Path não é o único nadando contra a corrente. Existe ainda o Touch, que não usei mas a minha filha nº 8 curtiu muito. E tem o Arrived, uma espécie de Foursquare discreto que você só compartilha com quem quer. Mas esse aí eu não curti não. Database pesado que não combina com 3G cagado.

 

E agora, honestamente, eu curti o Path. Veio de encontro a algo que tô buscando: uma network de qualidade e consistente. Só amgs. Minhas pessoais regras para essa nova rede social:

  1. Eu tenho que gostar de você.
  2. Eu já fui a sua casa ou você a minha (de preferência as duas coisas).

 

E você: já instalou, vai instalar ou nem? Qual sua opinião sobre essa tendência minimalista que surge na rede-mundial-de-computadores, a Internet? 

Comments (2)

  1. Instalei no meu Android, gostei.
    É bem simples de usar, e já encontrei alguns amigos por lá.

    Mas vou usando enquanto o instagram não chega ao android.

    abrs!

  2. Gostei, cara, vou baixar pra experimentar




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