por SANSEVERINI | 8 maio 2012

COMO NÃO CAIR EM HOAX NA INTERNET

A hashtag #RIPSeuBarriga acaba de subir ao topo dos Trending Topics. O que você faz?
  1. Tuita imediatamente que sentirá saudade
  2. Manda o tuite clássico perguntando se ele morreu mesmo
  3. PÁRA, pensa, verifica a informação e tenta não pagar de idiota caindo em mais um hoax da internet?
Pois é! A maioria das pessoas se joga na primeira opção sem parar pra pensar. Tá super normal a gente reagir a alguma coisa na internet na mesma velocidade com que ela chega pra gente.  Porém, caro manolo, temos que aprender a pensar um pouco antes de sair reproduzindo, opinando ou compartilhando vídeos de 30 minutos sem nem saber do que se trata.


Se você tá numas de não cair mais em ~cilada~ na web, aqui vão algumas diquinhas beeeem práticas que vão te ajudar a descobrir a autenticidade e veracidade das informações nas redes sociais. Se liga:

  
1A - Um arroba tuitou uma notícia bombástica? Calma! Dá uma olhada em quando a conta foi criada. Se for novinha, altas chances de ter sido oportunamente criada pra ocasião.

 

1B - Uma celebridade tuitou algo muito polêmico demais pra ser verdade? Verifique se a grafia do nome dela tá certinho. Tem um montão de arrobas fakes que troca a letra I  (i) pela l (“ele”) e vice-versa, o zero pelo O ou que abre contas com o nome da celebridade escrito meio errado (Dieckman tem um ou dois emes no final?).

 

2 - Apesar de não ser 100% seguro, como já provado por Mr. Manson, Fábio Flores e Não Salvo aqui, aqui e aqui, os sites de notícias mais confiáveis tanto nacionais quanto internacionais (CNN, Reuters, G1, R7, Folha, Estadão etc) podem te dar uma ajuda na hora de saber se a história é pegadinha ou vdd vddr. Mas ainda assim desconfie, dê uma pesquisada mais a fundo!

 

3 - Sites/Arrobas que com certeza vão te trollar: G17, Sensacionalista, Não Salvo (sorry, CID!), The i-Piauí Herald.

 

4 - Nas eleições, principalmente, todo cuidado é pouco. Muitos partidos tentam, de uma maneira infeliz, derrubar candidatos adversários com notícias, vídeos e imagens que muitas vezes não são reais ou são sensacionalistas demais. Na dúvida, busque as infos com os próprios partidos envolvidos.

 

5 - Quando uma notícia bombar em uma rede verifique em todas as outras se as pessoas estão comentando a respeito. O Twitter é o lugar ideal pra se lançar hoax, já que o povo aperta o botão do RT sem ler ou pensar. Faça essa coleta de informações e veja o que bate. Lembre-se que não é 100% de certeza que você vai chegar na verdade, mas é uma maneira de começar.

 

6 - Para desmistificar imagens use o TinEye. Ele pega a imagem e busca na internet pela origem dela, possíveis outras versões, alterações e tamanhos. Você pode fazer essa pesquisa tanto pelo link ou upando a imagem diretamente.

 

7 - Se você tem bom olho, dê uma analisada na imagem em busca de repetição de trechos dela (criadas pela ferramenta de CARIMBO – clone stamp), por curvas ou sombras esquisitas e outras alterações que não parecem tão naturais. Exemplos aqui.

 

8 - Sabe quando a notícia é boa (ou ruim) demais pra ser verdade? Então, pare por um segundo e pense na possibilidade dela realmente ter acontecido. Ainda na dúvida? Verifique a fonte e busque referências.

 

9 - Procure grupos de discussão sobre o assunto. O Facebook tá aí pra também te ajudar nisso. Em todo caso, um Google em fóruns sobre o assunto também pode te ajudar.

 

10 - Às vezes uma informação pode não estar completamente errada. Lembra da brincadeira do telefone sem fio? Agora imagina isso na rede mundial de computadores como sairia uma notícia simples? O Storyful é um web app gringo que pega todas as informações, notícias e assuntos mais quentes do momento e busca a fonte inicial de tudo pra confirmar a veracidade da história. Existe ainda uma versão Pro deles.

11 – Bom, se todas essas ferramentas não ajudarem. Vale usar uma outra que é bem boa e já vem com você: o cérebro! Bom senso, interpretação de texto e noção da realidade são essenciais na luta contra o hoax. Use e abuse! :)

 

PS – Várias dessas dicas são um resumo desse artigo aqui, feito por um centro de  estudos de jornalismo. O artigo original está em inglês e é mais voltado pra jornalistas de “vdd”, mas, se você quiser se aprofundar no tema, vale o clique.

Quem escreveu:

LETÍCIA SANSEVERINI / @sanseverini

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