GAROTAS DE PROGRAMA NO TWITTER

por GIOVANA PENATTI | 1 setembro 2011

Há pouco mais de um ano, a presença de garotas de programa nas redes sociais, especificamente no Twitter, começou a ficar mais expressiva no Brasil. Prova disso é o resultado do último Melhores da Twittosfera, em que @ViviDantasGP levou todos os prêmios aos quais foi indicada – o que deixou muito puritano horrorizado xingando muito no Twitter e nos fez pensar sobre essa questão.

Segundo @ViviDantasGP, são poucos os followers que mandam replies desrespeitosos (“uns 5%”) – e, aliás, esses levam block na hora. Com uma aceitação do tipo ame ou odeie, ela entrou no Twitter há um ano e um mês e, desde então, só três clientes a conheceram pelo site. “O Twitter pra mim é uma grande diversão, um outro mundo, e as pessoas ficam me conhecendo melhor, claro”, conta.

De olho na polêmica de GPs na rede, pedimos para quatro pessoas de garbo, elegância e opinião contarem o que acham da presença e atuação delas no Twitter. Veja o que eles falaram e deixe sua opinião nos comentários também. :)

Thiago Borbolla@borbs
Editor do JUDAO.com.br

Rede social é tipo casamento. Mesmo que não queira, você acaba dando satisfação de onde está, onde foi, com quem e o que fez — até precisa tomar um certo cuidado pra quando quiser esconder algo. O caso do Twitter é um pouco pior, pois além de tudo isso, ainda força a convivência 24h dia. E irrita PRA CARALHO.

Eu não sei quem é que tem preconceito com as putas na internet, mas eu – que sou o rei de comparar coisas bizarras -  pergunto qual é a diferença entre uma pessoa que procura um estágio em qualquer área, pedindo RT no Twitter, e participa de Lingerie Day, pra uma puta que tá online arranjando cliente, ou simplesmente tendo uma conta numa rede social e servindo de eye-candy pra quem gosta.

“Lingerie Day é libertação das mulheres em relação ao seu corpo” my ass. Todo mundo que participa o faz por puro exibicionismo – que eu não critico, MUITO pelo contrário. A puta também se exibe, mas aproveita pra ganhar uma grana. De verdade, QUAL É O PROBLEMA? Objetificação (existe essa palavra?) do corpo, fazendo as feministas arrancarem na mão os pêlos do sovaco? Pecado? Paunocuzisse?

É tudo culpa dessa tal de rede social. Faltou eu citar mais um fato do casamento, aliás: a questão de sempre querer agradar, às vezes fazendo média, com tudo e todo mundo. Vocês criaram a Bruna Surfistinha e agora reclamam de puta no Twitter. Mas tomar no cu, ninguém quer.

Samantha Shiraishi@samegui
Dona do A Vida Como A Vida Quer

Não tenho nenhuma restrição a uma pessoa adulta que decide trabalhar com sexo. Mas me preocupa ver como a superexposição da vida privada nas redes sociais afeta a forma como os jovens buscam “aparecer”.

Não tem sentido criminalizar o Twitter ou outra rede social se nós encaramos passivamente o papel de espectador quando, com a web 2.0, podemos escolher e nos posicionar. E se você não quer participar de conversas públicas sobre sexo, futebol ou fotos de grávidas, convenhamos, até um dummie faz um mute de termos ou pessoas e resolve tudo! Liberdade com postura é o caminho!

Alessandro Martins@alessandro_m
Ex-jornalista, dono dos blogs Livros e AfinsIniciante na BolsaCracatoa

A presença dessas meninas no Twitter é a afirmação natural de uma realidade e uma boa oportunidade de exercitar o poder de escolha, colocando as dificuldades propostas pelo exercício da Ética acima da unanimidade de uma moralidade fácil. Há a liberdade para se exercer qualquer atividade e há a liberdade para aprovar ou não essa atividade e as consequências mais sérias ou menos sérias disso. Os relacionamentos entre as pessoas se dão com essa dinâmica. Quanto menos amarras colocamos nesse processo, maior a chance de ficarmos mais inteligentes para os momentos em que temos de fazer nossas próprias escolhas. Quanto mais restrições impomos ou deixamos impor, mais deixamos que aquelas decisões que seriam nossas fiquem nas mãos de terceiros e menos preparados para tomar nossas decisões ficamos. Resumindo: seguir ou não seguir é uma escolha de cada um e assim deveria permanecer.

Lola Aronovich@lolaescreva
Autora do Escreva Lola Escreva

Eu não sigo nenhuma prostituta no Twitter, mal entro no Orkut, e estou resistindo (por falta de tempo) a aderir ao Facebook. Mas prostitutas são pessoas como quaisquer outras, e elas têm tanto direito de estar numa rede social quanto eu e você. A internet é um meio de comunicação, e é ótimo que prostitutas a usem tanto para conquistar novos clientes como para manter contato com amigos e conhecidos. Posso ser contra a prostituição, que reconheço como um sistema de exploração patriarcal, mas jamais seria contra alguma prostituta em particular. Pelo contrário, prostitutas merecem todo o nosso respeito e leis que protejam a profissão. Quem se sentir incomodado com prostitutas nas redes sociais não precisa fazer nenhum grande esforço: basta não entrar em contato com elas. Viver e deixar viver não é difícil.

Georgia Maria@gemaria_ser
Editora do site SeR – Sexo e Relacionamentos

Passamos por uma glamourização da sacanagem na internet. O que mais faz sucesso são sites de sexo explícito e de piadas, ou seja, o ser humano curte sacanagem.

A prostituição não é crime e, como qualquer empresa, achou sua maneira de chegar até seu consumidor final sem ter que ficar na rua, debaixo de sol, chuva, correndo riscos desnecessários.

Se ela existe (a prostituta), é porque existe quem a queira. Se você pode oferecer qualquer tipo de serviço pela internet, não seria a prostituição que se excluiria, ainda mais para uma população sedenta por sexo, em todos os sentidos.

Imagine que, a algumas décadas atrás, para chegar numa GP tinha que achar um telefone na seção de “diversos”, ler seus “atributos” físicos e, antes de chegar até ela, teria que confiar em sua voz. Quantos adolescentes não passavam trotes em prostitutas, como numa vã oportunidade de por seus hormônios pra fora…

Hoje, basta você entrar no Twitter ou Facebook de uma dessas profissionais, entrar em algum link onde pode conferir ao vivo ou gravado essas mulheres vendendo seu “peixe”. Muitos só de olhar para esses vídeos nem precisam mais dos serviços dessas moças, já resolvem seu problema ali mesmo. Acho que elas deveriam cobrar pra serem vistas, afinal, não é um negócio?

Porque elas viram ícones? Porque se expor de qualquer maneira virou sinônimo de SER POP, nem que seja fazendo m*rda. E seguir essas pessoas traz um certo status para quem não tem muito a oferecer. Acho que vivemos uma época de falta de maturidade ou imaturidade tardia, como achar melhor.

Comments (13)

  1. wendeu carvalho disse: 30 de novembro de 2011 às 13:06

    Cadee vcs mulheres

  2. wendeu carvalho disse: 30 de novembro de 2011 às 13:04

    enii tudo ee como agete espera

  3. Eu tenho o twitter do meu site e adoro interagir com as pessoas! Suoer apoiado GP no twitter, vai ficar tudo mais gostoso rs

  4. Jymes Baster douglas disse: 22 de setembro de 2011 às 20:36

    tudo boyola

  5. É isso aí, Ramon, mas eu acho que elas deveriam cobrar pra mostrar os peitos, tão perdendo grana! hahahahahaha Eu me divirto com esses temas!

  6. Tipo, antes de ser prostituitas tais são humanas e o twitter foi feito para pessoas, no geral, seja quem elas forem. Quem não concorda com o que tais postam ou o modo de vida delas que não chegue perto de tais twitters. A internet é livre e tem de tudo para tudo que é pessoa. Se há twitters de puritanos, por que não há também de prostitutas? E que tal que elas sejam respeitadas como os puritanos.

  7. Tipo, antes de ser prostituitas tais são humanas e o twitter foi feito para pessoas normais. Quem não concorda com o que tais postam ou o modo de vida delas que não chegue perto de tais twitter. A internet é livre e tem de tudo para tudo que é pessoa. Se há twitters de puritanos, por que não há também de prostitutas e que tal que elas sejam respeitadas como os puritanos.

  8. Alessandro Martins disse: 2 de setembro de 2011 às 11:00

    O problema dos sites dedicados ao público de mídias sociais, evidentemente, não são as garotas de programas.

    • É verdade, Alessandro, quando a gente vê os comentários para um post que pode render uma boa discussão começando com "pior post blá blá blá", você percebe que o errado não é a garota de programa no Twitter e, sim, o usuário médio que vai com a onda e faz revolução de sofá…

  9. "…quatro pessoas de garbo, elegância e opinião forte…"

    >> Borbs

    parei de ler aqui.

  10. Alessandro Martins disse: 1 de setembro de 2011 às 19:47

    Publiquei um texto mais longo sobre o tema no Cracatoa Simplesmente Sumiu: http://www.cracatoa.com.br/putas-no-twitter/

  11. Abrindo espaço para falar sobre prostituição pra que? Só para gerar polêmica e mais alguns hits? Achei este post totalmente desnecessário.

  12. Sinceramente? O pior post do Youpix. Não sei como ainda abrem espaço para este tipo de coisa.




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