“E esse trânsito, heim?” / “E essa fila que não anda?” / “Você viu que absurdo essa notícia?”
Sempre que algum desconhecido quer puxar papo, ele vem com uma frase dessas. Quem nunca passou por isso, que atire o primeiro pixel.

É incrível, mas, se você prestar atenção, as pessoas normalmente tentam começar uma conversa reclamando de algo. A maioria iria estranhar se alguém chegasse puxando assunto com “que dia bonito, né?”.
Isso é natural do ser humano. Infelizmente, a maior parte das pessoas se acostumou a reclamar. Na internet isso funciona que é uma beleza. Basta você abrir agora a sua timeline e ver quantas pessoas estão xingando muito no Twitter resmungando nesse exato momento.
Se a web serve pra gente compartilhar tudo o que pensamos, isso serve tanto para o que amamos, quanto o que odiamos.
Você pode se tornar amigo de alguém quando vocês gostam da mesma coisa, mas também quando ambos detestam a mesma coisa. O ódio também une as pessoas. Basta lembrar que, no Orkut, uma das comunidades mais populares era a “Eu odeio acordar cedo”.
As pessoas também dão muita audiência para o que elas não gostam. Por muito tempo, vídeos do Justin Bieber e da Rebecca Black foram os mais assistidos do YouTube, ao mesmo tempo em que eram os campeões de dislike. É no mínimo irônico ver que algo que tanta gente odeia ganha tanta audiência dos próprios odiadores.

POR QUE COMPARTILHAMOS AS RECLAMAÇÕES?
Uma das coisas que mais se discute em social media são a ~teorias do compartilhamento~. Os especialistas bolam e debatem várias teorias pra saber o que faz alguém curtir um status no Facebook, compartilhar um link no Twitter, etc.
As respostas não são claras, mas dá pra ver facilmente que as pessoas não compartilham só o que elas gostam. Qualquer coisa que faça alguém ficar revoltz, indignado, etc, faz com que ela compartilhe. Se isso acontece a nível consciente ou inconsciente, não sabemos. #Fikdik pra alguém que queira fazer TCC de psicologia aí :P
Não é por acaso que a maioria das pessoas vem pedindo o botão Dislike do Facebook há um tempão (até tem um botão ~clandestino~, este aqui!) Afinal de contas, você não é obrigado a curtir tudo. A galeres quer manifestar seu descontentamento com as coisas também!
Obs: Essa imagen é do Beto Janz, um designer brasileiro fodão, que vale a pena conhecer!
OS NÚMEROS SÃO DE AMOR <3
Você pode até se lembrar daquelas propagandas que dizem que na web existe mais resultados do amor do que pro ódio. E eles estão certos.
No Google, a procura por “odeio” vem caindo, enquanto “amo” vem crescendo e fica bem na frente.
No Facebook, idem. Lá existem 628 páginas com a palavra “Amo” contra 444 com “Odeio”. As páginas que amam também têm bem mais curtir. Até no Twitter, o maior lugar de reclamões por pixel quadrado, “amo” dá um pau em “odeio”. Olha só:
Ainda bem que a galera mostra mais o que elas amam! Afinal de contas, o princípio de uma rede social é compartilhar gostos.
Mas o fato é que, assim como aquele velhinho que senta do seu lado no ônibus ou o motorista do táxi puxam assunto com reclamações, alguém vai fazer isso na internet. Além disso, também não dá pra ignorar o poder do relacionamento criado quando duas pessoas odeiam alguma coisa.
Então, apesar de todo esse amor em redes sociais, Haters gonna hate forever!11!!
Mas, afinal de contas, por que as pessoas puxam assunto reclamando? Por que elas compartilham as coisas que as deixam indignasas ou revoltadas? Alguém arrisca um palpite? ;-)
.quem escreveu
- KALUAN BERNARDO @kaluan_ Eu era rico e famoso.... até conhecer a internet veja + posts do autor




acho q o dulcelino aqui em cima começou a entender: mta gente propaga o odio com a esperança q ele vá se dissipar ou q pelo menos vc não esteja sozinho nisso. enquanto o amor se basta (q vc não precisa q mta gente ame o mesmo q vc, e mtas vezes vc prefere q ninguém mais ame aquilo além de vc, vide todos os hipsters e etc), qd vc odeia algo vc quer validação, tipo um “não estou certo, gente? isso não é pessimo mesmo?” como consolo. aquilo te tira do sério mas pelo menos vc não está sozinho. mas acontecem outras formas de disseminação do q é ruim tb: sabem aqueles spam conhecidos de “repasse q essa criança vai receber x centavos” sem especificar como e quem vai fazer essa doação? ele só existe e se propaga na base da disseminação do ruim. vou explicar.
isso é pura propagação de sentimentos de culpa, com um certo alívio por trás. (“coitado dele, e eu ainda reclamo, tenho q dar graças a deus q não nasci assim” e pensamentos do genero). no fundo as pessoas se sentem melhores com elas mesmas mas em detrimento do sofrimento do outro e sabem q isso é meio bizarro (preciso ver pessoas na merda pra me sentir minimamente tranquilo comigo). e elas não querem sentir isso sozinhas. e repassam esse tipo de email/foto/etc pra que seja difundido e alivie a culpa delas, pq alguem vai sentir isso q elas sentiram tb e isso vai motivar elas a passar a diante. e a culpa delas vai ser diluida pelo coletivo.
é na solidariedade com o nosso pior lado que nos sentimos mais unidos. isso diz um bocado sobre a nossa natureza, o caminho mais fácil é o do ódio, da reclamação, do negativo. fazer algo de fato, realizar um feito, ajudar o outro dá trabalho. amar dá trabalho. mas, felizmente, compensa :)
Creio que toda emoção desencadeia uma série de acontecimentos, mas o ódio
ele nos leva além daquilo que se imaginava.
acho que é isso!!!
Instalei o di.sli.ke no meu Chrome agora surgiram suspeitas de ser um vírus!! será que é???
Eu uso aqui e nunca deu nada! :)
Na boa, não respondeu a pergunta do título, né? Ou o título foi mais uma forma de chamar a atenção pra pouco clicável vitória do amor contra o ódio?
E existe uma resposta certa pro título? A ideia é só levantar a discussão ;)
Só uma cosita! A imagem “hate” postada aí é do Beto Janz, um designer brasileiro fudido. Acho que ele ia ficar feliz se rolasse um creditozinho. Abs!
Creditado! :-)
O ódio move o mundo!
“Amo” vem na frente de “odeio” até mesmo pelo fato da ironia. Raramento vemos uma pessoa no Twitter dizendo “Nossa, como eu odeio essa música alta do vizinho”, geralmente é “ah, como eu amo essa música alta do vizinho”, mas, claro, no sentido irônico.
Observação mto pertinente! Pelo menos nas métricas eu acho difícil ainda ser levado em conta as citações de sarcasmo/ironia mas ja deve ter mecanismos pra isso
Odeio esse tipo de post, só estou comentando para ver se alguém clica no meu blog.
http://nolicedul.blogspot.com/
Comentários com objetivo descrito acima são odiosos, maaaaaaas (com sete ás) acredito que as pessoas puxam assuntos com a temática do odeio para saber se ela está sozinha nisso ou se tem algum companheiro. É coisa de maluco, você tem suas maluquices e se sente melhor quando descobre que tem outra pessoa fazendo igual. Acho que isso também serve para o ódio e também o compartilhamento do amor =)