Um dos ~fenômenos~ recentes do Twitter é a criação de hashtags feitas para bombar – a tal forçação de hashtag. Talvez você já tenha contribuído para que uma delas chegasse aos TTs e nem saiba: #tuiteumsonho, #Tuite1mentira, #Fortalezadasantigas, #diadoorgulhoBabaca, #Juazeiro100anos e #CarapuçaDay são algumas das que foram forçadas e alcançaram a glória.
Todas elas foram criadas pelo Emerson Damasceno, o @emersonanomia.”Nos últimos dois meses, num exercício de ‘laboratório’ mesmo, consegui criar cerca de 20 TTs, dos quais três foram mundiais e todos ao menos TT BR”, conta.

Mas o próprio conceito de ~hashtag forçada~ não é um consenso. Rafael R, o @justplay, acredita que toda hashtag é forçada, ”já que é uma forma de centralizar todos os comentários a respeito de um tema, acontecimento ou situação e a utilização ‘forçada’ serve para unir tudo isso”. Emerson acha que o termo dá a entender que qualquer tendência pode ser forçada, e isso não é verdade.
COMO FAZ?
Que todo mundo quer ter seus 15 bytes de fama, a gente já sabe. Criar uma hashtag que ganhe o mundo virtual pode fazer parte dessa escalada parar a fama wébica, mas talvez não muito efetiva, afinal, nem todo mundo vai saber quem a criou. Tomando o exemplo anterior: você sabia quem tinha feito o #diadoorgulhobabaca antes de ler este post?
Para Rafael, o que vale é saber que algo que você criou ganhou o mundo, “mas existem diversas outras motivações, provavelmente”. Marcel, do Byte Que Eu Gosto, cita algumas delas: além da massagem de ego, há publicidade e tentativas de chamar atenção para opiniões e causas com esse recurso, comentários sobre música e televisão (aliás, a TV aberta contribui muito para os TTs) e as piadinhas e trollagens, como #Twitter3 e #GooglePlusInvitation, mais obras do @emersonanomia. “Os usuários de mídias sociais, acima de tudo, são um bando de brincalhões e embarcam na brincadeira rapidinho. A platéia se diverte com a trollada que ajudou a criar”, comenta. “As pessoas entram naturalmente e replicam a hashtag pra se sentirem inseridas dentro de um contexto“, completa Marcel.
Mas, para emplacar uma hashtag, é preciso ter mais do que criatividade. Sem entender como o Twitter e as mídias sociais em geral funcionam, dificilmente sua hashtag forçada vai virar um TT. “Outra coisa que influencia muito numa tag ir ou não parar nos TTs é o horário em que é disseminada”, lembra Marcel. Então, se quiser criar um TT, fica a dica: entenda a mecânica da rede, saiba o horário certo e cative seu público ;)

PRAZO DE VALIDADE
Como nada dura para sempre, as hashtags também caem no ostracismo virtual. Assim que a febre passa, o TT cai e é esquecido, não importa se foi forçado ou não. ”Um belo exemplo de tag que não foi forçada e ficou dias nos TTs foi a dos Pôneis Malditos. Era publicidade, mas viralizou naturalmente por conta de uma propaganda bem-feita”, Marcel cita. No geral, piadas, trollagens e assuntos do cotidiano saem logo; hashtags de proporções globais, como desastres naturais ou fatos econômicos costumam ficar por mais tempo.
Forçadas ou não, fica a dica de não apenas bater o olho nas hashtags que estão nos TTs, mas prestar atenção nelas e dar uma refletida sobre o motivo pelo qual elas estão lá. Com o tempo, dá pra entender melhor como elas funcionam e, quem sabe, conseguir seu pedacinho volátil de glória wébica por emplacar uma hashtag ;)
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