A internet oferece uma falsa sensação de liberdade. Afinal, qualquer um, de qualquer idade ou classe social, do conforto de sua casa, pode ser o que quiser escondido atrás de um “apelido”. Dá pra criticar ferozmente uma notícia, reclamar no Twitter, convidar todos os amigos para uma determinada festa (normalmente chata) pelo Facebook e bombardear seus amigos com mensagens (99% desnecessárias) no Orkut.
Basta entrar em qualquer grande portal de notícias e ler os comentários. Basta ler as respostas que as grandes celebridades (ou *webstars*, vide @felipeneto) recebem no Twitter. Basta escrever um post em seu blog sobre, por exemplo, política (assunto “tranquilo” de tratar na web). Basta jogar FarmVille ou MafiaWars (chatos!) pelo Facebook ou Orkut e enviar desagradáveis convites a seus “amigos”. Ou seja, basta aparecer na internet que você estará exposto a tomar um soco na cara e não saber nem de onde veio.
Essa “brisa no rosto” libertária na web acontece porque você não precisa dizer quem é, não precisa se identificar com CPF/RG antes de publicar um comentário. (E desconfio que, mesmo se fosse assim, as coisas não seriam tão diferentes.). Você está em sua casa, defendido pelo anonimato, é um bundalelê só…
Até que chegamos à censura!
Mas ela veio de forma tão bonita que ninguém percebeu. Foi algo tão positivo que ninguém reclamou. Exemplo: alguém te incomoda no Twitter. Qual é a primeira reação? Dar um block. Pronto, a pessoa (chata!!) não pode mais ler suas tuitadas ou falar com você. Outro exemplo? Você começa a receber centenas de convites daquele seu “amigo” no Facebook. O que faz? Existe um botão chamado “Ocultar” que oculta (rá) as chatices as mensagens dele. Ele não fica sabendo de nada e você continua amigo do mala.
É claro que os chatos continuarão a existir na internet, mas é um sonho tê-los fora da SUA navegação, não te perturbando. Por que ler o que não quer se na internet é você que decide para onde vai?!
No mundo real a censura nos fez andar para trás. Mas a internet é um mundo tão louco que parece que a censura nos fará andar pra frente.
Flavio Lamenza é editor do Chongas.com.br, publicitário e internet evangelist (palavra chique e da moda), e corta o cabelo bem curtinho pra fingir que é careca.
.quem escreveu
- FLAVIO LAMENZA @flavio_chongas veja + posts do autor





Nossa, bem bom o artigo.
É para o ENEM?
“Your comment is awaiting moderation.” – Isso é censura kkkkk
Discordo de você. A censura de verdade que ocorreu durante a ditadura era justamente o contrário dos seus exemplo. Seus exemplos nos mostram que temos a escolha de que determinada informação nos atinja ou não, já a censura “das trevas” apenas decidia por nós o que podia ou não sabermos.
Essa censura na internet, a qual vc se refere, tem outra natureza se comparada à censura a qual estamos acostumados “no mundo real”. É uma censura descentralizada. É equivalente a deixar de comprar um jornal porque não concorda com o conteúdo. Mudar de canal de TV porque não aprecia o programa. E colocar um disco no tocador do carro porque não se interessa pela música ou notícia. Essa censura “no mundo real” é bem aceita pela sociedade e nos faz avançar. Assim como na internet.
Agora, a censura que é perniciosa, é a censura centralizada e controlada por uma parcela minoritária da sociedade. Isso é ruim em qualquer mundo. Seja ele real, aquático, espacial, espiritual e até virtual!
Que lixo de artigo