Nunca se ouviu tanta música como hoje em dia.
Isso é um dado consolidado, reconhecido por pesquisas feitas no mundo todo ano após ano. Mas, mesmo assim, muita gente reclama: as gravadoras reclamam que não ganham mais dinheiro, as lojas de música reclamam que não vendem mais CDs, as pessoas reclamam que não existe música boa.

Tá todo mundo olhando pro lado errado… Vamos lá explicar:
1– As gravadoras? Elas realmente não ganham, ou não sabem mais como ganhar dinheiro nesse novo mercado digital, onde todo mundo compartilha tudo com todos, onde o alcance da música feita em casa é igual ou maior que o alcance das músicas feitas em grandes estúdios. De repente, uma boa ideia está, assim como estava na época da bossa-nova, num banquinho e num violão. Todo mundo está tecnologicamente nivelado. Só falta a boa ideia.
2– As lojas? Se formos olhar, o CD é um simples meio de transporte da música da loja para sua casa. Quando podemos comprar e baixar direto, para que precisamos do CD?
3– Não existe música boa? As pessoas ainda procuram nos lugares errados. Tá tudo disponível, só falta procurar e se informar.
O que temos de entender é o seguinte: o mundo muda. E nada vai acabar. O rádio não acabou quando surgiram os discos e fitas K7, e a música vai continuar existindo de qualquer forma.
O mercado com certeza vai mudar, como já mudou. Mas a Música, essa com letra maiúscula, não vai acabar nunca. Nem se as gravadoras, as lojas ou o povo que pensa como antigamente quiserem.
Tudo de bom,
Billy.
Maestro Billy é produtor musical, DJ, podcaster e diretor de Criação no Estúdio Mellancia.
.quem escreveu
- COLUNISTAS CONVIDADOS @youpix Pensamentos, crônicas, desabafos e textos de vários dos principais fazedores/pensadores da web brasileira. veja + posts do autor




[...] essa música toda [...]
Desculpe mas esse texto está datadíssimo! Vamos atualizar…
1) GRAVADORA – Estão começando a se encontrar e entender que nunca conseguirão competir com a pirataria digital. Demorou, mas começam a entender que o negócio GRAVADORA não existe mais. Só sobrou o nome. Estão virando empresas de marketing e shows.
2) O CD ainda continuará existindo, assim como o LP está voltando. Precisar, realmente não precisa. Mas para edições de luxo para fãs e colecionadores só eles resolvem.
3) Realmente estamos passando por um momento de “baixa criatividade” na música pop. Hits efêmeros que dificilmente irão perdurar como os dos anos 70/80. Com a inserção das classes mais baixas no mercado de consumo, deu-se a explosão de artistas de “fácil assimilação” (sertanejo, gospel, etc). E os “alternativos” estão cada vez menos criativos e pouco originais.
A única coisa que concordo é que realmente nunca se ouviu tanta músicas. Mas também nunca se ouviu tanto flashback ou novas versões de músicas antigas.
Hoje em dia nem um produtor musical cria mais nada, copia musicas antigas e lançam com o hits da moda “musica eletrônica”
Claro que é gratificante ganhar um disco de ouro, vender não sei quantas mil cópias, mas quem amam o que faz, não vai parar por causa disso. Nada vai substitui um showzaço ao vivo!