A ANOMIA NOSSA DE CADA DIA

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 17 agosto 2011

Anomia é um termo cunhado pelo pai da sociologia moderna, Émile Durkheim. O filósofo o pensou no contexto de “estado de anomia”, ou seja, quando uma sociedade se encontra em um estado em que seus padrões normativos de conduta e crença estão enfraquecidos ou desaparecidos. Uma sociedade sem regras claras (ou seja, “em estado de anomia”), sem valores e sem limites, leva o ser humano ao desespero. Pode parecer uma visão um tanto conservadora do mundo, mas Durkheim partia do princípio de que o ser humano precisa, sobretudo, sentir-se protegido, amparado, seguro.

Explicado o que é anomia, será que podemos vê-la acontecendo à nossa volta? Eu diria que sim. Os dias não estão fáceis, para nenhum de nós. Todas as nossas certezas, ou tudo aquilo que acreditávamos ser certeza, hoje nos escapam. As coisas se transformam, mudam e se rompem na nossa frente. Sendo espectadores ou agentes dessa transformação, temos que enfrentar essa turbulência. Com tantas mudanças, o momento pede que pensemos além das coisas que sabemos – acredito que seja hora de recriar a realidade, com novos termos, novas práticas, novos valores.

Porém, dois artigos que circularam em links pelo Facebook e Twitter nos trazem uma outra denúncia desse estado de anomia. Falo sobre o artigo do Daily Mail que denuncia a frivolidade e a obsessão por atenção dessa geração de pessoas altamente engajadas no Twitter e no Facebook. Em algum ponto desse texto um tanto vazio, alguém, em algum momento, afirma que a exposição repetida em sites de redes sociais deixa os usuários com uma “crise de identidade”, tornando-os infantilizados. Tem também uma explicação de que o cérebro se reprograma, e por isso se infantiliza. Ok. Daí, surge um artigo da Lúcia Guimarães no Estadão, chamado “Malemolência”, onde, além de falar subjetivamente sobre o calor do Arizona, ela termina chegando ao ponto: uma entrevista com Gary Shteyngart, autor do livro Absurdistão.

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…FINALMENTE, IMPERFEITO!

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 17 agosto 2011

Pra ouvir ao som de Amy Winehouse:

 

Estamos evoluindo.

Isto é, está evoluindo quem consegue se adaptar a este mundo que funciona na velocidade do tempo real. Quem não consegue, sai de cena, entra em processo de extinção, seja um político poderoso, um executivo importante ou uma empresa, pequena, média ou grande.

Tempo real significa ausência de tempo entre o fato e o conhecimento do fato, o que elimina os bastidores e instala a transparência como característica do cenário de nossas relações.

Assim, a velha e bissexta transparência, que era valor opcional até final do século XX, virou cenário dado na sociedade em rede do século XXI. Sem moralismo nem virtude, bobeou, dançou.

A transparência é fato novo demais para se conhecer todo o impacto que terá sobre o estilo de vida que teve sucesso nas penumbras e nos bastidores da controlável, previsível e lenta sociedade industrial.

Mas sem dúvida o maior golpe é na valorização da perfeição asséptica e ilusória que tem destruído a saúde mental, emocional e social dos humanos.


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TARÔ DA WEBSFERA

por youPIX | 17 agosto 2011

Cada carta do tarô pode ter diversas interpretações e dizer muita coisa sobre quem a tira. Partindo disso, pegamos algumas delas e criamos o tarô da websfera, com alguns dos nomes mais conhecidos da internet! As ilustrações são da Latte Design. Olha o resultado:

O LOUCO

Uma mente ~cheia de ideias~, com criatividade sem limites, juntando texto, vídeo, áudio, informação e reflexão tudo aqui, agora e ao mesmo tempo.
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NO PAÍS DAS MARAVILHAS

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 16 agosto 2011

Quando o caderno Link deu capa para o 4chan, cria de Christopher “Moot” Poole, estava para estrear no Brasil o filme Alice no País das Maravilhas, e usamos essa deixa como gancho para ilustrarmos a capa. O País das Maravilhas imaginado por Lewis Caroll parecia ser uma boa analogia para essa internet superficial, bizarra e anônima, que se movimenta longe das redes sociais e do Vale do Silício. “Moot” era o coelho que nos conduzia por uma nação de freaks e geeks que se metamorfoseavam em deuses e demônios, uns mais barras-pesadas, outros muito inofensivos.

O 4chan é uma boa metáfora para esse entendimento da internet que vai além da versão utilitária e social que nos acostumamos a frequentar diariamente. Há um lado que é tanto sombrio quanto hilário, pretensioso e ingênuo, infantil e rebelde, que permeia a cultura digital para além de smartphones e videogames. É uma cultura de internet, uma enorme piada interna (a “cosmic joke” de Robert Anton Wilson), que fica cada vez mais divertida à medida que você se enfia ainda mais nela.

Celebramos essa cultura diariamente na redação do Link e na própria internet, trazendo outros pontos desse ambiente bizarro, subversivo e sedutor que é a web. Parafraseando o gato da obra de Lewis Carroll, aqui nós somos todos loucos – e você também deve ser, ou não estaria aqui.

Alexandre Matias é editor do Link Estadão.

A ANGÚSTIA DE DRUMMOND E O INFINITO PERDIDO DA INTERNET

por ALEXANDRE INAGAKI | 16 agosto 2011

Você já passou pela angústia paralisante de abrir o navegador, entrar no Twitter ou outra rede social e, em questão de alguns cliques, se ver perdido em meio à barafunda de informações que pulam no monitor, a ponto de você esquecer o que ia fazer, emaranhado na biblioteca de Babel da internet? Pois saiba que essa sensação não é novidade.

Em 1944, Carlos Drummond de Andrade escreveu: “A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas, basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido”.

Eu, que tenho 11 livros do Drummond, só vim tomar conhecimento desse texto por causa de um post do Felipe Savone. Aliás, li seu blog graças a um item compartilhado no Google Reader por uma das pessoas que sigo por lá, fazendo um fundamental trabalho de curadoria em meio a 48 horas de vídeos enviados a cada minuto no YouTube, 200 milhões de tweets publicados diariamente e 30 bilhões de conteúdos compartilhados por mês no Facebook.

Como não endoidecer nem sucumbir à sensação frustrante de que você pode estar perdendo algo incrível, sensacional, maravilhoso? Agregadores de feeds e sites como o favstar.fm, que destacam os tweets mais favoritados do momento, ajudam. Mas o segredo fundamental é zenbudizar a internet. Ou seja: pratique o desapego. As informações realmente imperdíveis acabarão por chegar às suas mãos, do mesmo modo que a crônica de Drummond me surgiu quando eu matutava sobre o assunto. Faça isso, ou você ficará com a canção dos pôneis malditos na cabeça! #FoiRaquer

Alexandre Inagaki é recordista mundial de abas abertas simultaneamente no Firefox, e acha estranho sentir saudades de sites que mal visitou ou evitava clicar.

O HYPE DE HOJE É O LIXO DE AMANHÃ

por COLUNISTAS CONVIDADOS | 16 agosto 2011

O lixo eletrônico ou tecnológico é composto dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos: geladeiras, fitas cassete, disquetes, minigames, celulares, pilhas, lâmpadas fluorescentes e frias, computadores, televisores, brinquedos eletrônicos, fios, toca-fitas, transformadores, roteadores, aparelhos de DVD, notebooks, netbooks e smartphones, entre muitos outros. São produtos cujo descarte nunca foi uma preocupação para os consumidores − nem para os produtores, diga-se de passagem.

Os equipamentos eletroeletrônicos são constituídos por diversos tipos de materiais e substâncias, alguns preciosos e de alto valor comercial e, muitos deles, poluentes. Metais pesados e polímeros retardantes de chamas estão entre os mais tóxicos encontrados nos eletrônicos, e podem contaminar solos e recursos hídricos e prejudicar diversas formas de vida, inclusive a humana.

É por isso que esses resíduos não podem ser jogados no lixo comum, doméstico. E qual o destino adequado? Não há uma solução única, já que ainda não temos um sistema unificado ou institucionalizado de coleta seletiva de eletrônicos. O primeiro passo é ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante do equipamento e perguntar como descartar corretamente. Agumas empresas têm programas de coleta de lixo eletrônico. Se isso não resolver, vale procurar cooperativas de reciclagem especializadas ou empresas de reciclagem de eletrônicos. Projetos que promovem a reutilização de componentes e recondicionamento de computadores, como a MetaReciclagem, são um bom destino para equipamentos eletroeletrônicos, desde que garantam também a reciclagem dos resíduos e produtos provenientes de suas atividades.

Felipe Andueza é analista ambiental e um dos fundadores do coletivo Lixoeletrônico.org

O FIM DA BLOGOSFERA. AH VÁ, É MESMO?

por FLAVIO LAMENZA | 16 agosto 2011

Para onde rema o barco brasileiro cheio de blogueiros no mar das transformações e adaptações da blogosfera? É um barco só, bem grande e preparado (não pode faltar comida e cerveja!) pra aguentar o peso de todos os blogueiros, ou são vários barquinhos, cada um do seu jeito, remando por conta própria da maneira que bem entendem?

Faço essas perguntas porque o Nick Denton − craque dos blogs e dono de uma rede invejável de blogs/sites capaz de render milhões de dólares em um mês chamada Gawker Media − anunciou o fim da blogosfera nos Estados Unidos.

A blogosfera terá um fim? Acho que primeiro temos de analisar friamente o que é um blog: é somente um site capaz de organizar cronologicamente o conteúdo de que você gosta, de uma forma bem rápida e fácil para que todos tenham acesso. Só isso… Não é uma instituição cheia de regras, não é um modelo de negócios, não é nada mais além de outro site.

Já a blogosfera foi só um nome carinhoso, coisa de ser humano, para suprir nossa necessidade de fazer parte de um grupo. O blog vai sempre, SEMPRE existir, seja lá como for, desde todo rosa, cheio de purpurina pra falar da filha da sua amiga que acabou de nascer, ou laranja, todo bem configurado e recheado de piadas ácidas, com é o Kibeloco, que vive e ganha muito dinheiro desse mesmo formato de site, chamado blog.

Mas e os blogueiros? São jornalistas? São publicitários? São redatores? São pessoas. Uns são engraçados, outros são polêmicos… E por aí vai. E, se o formato “blog” não tem data pra acabar, por que a blogosfera haveria de ter?

Flavio Lamenza, 28 anos, é editor do Chongas.com.br, publicitário e internet evangelist (palavra da moda). Corta o cabelo bem curtinho pra fingir que é careca.

 

LOUCOS 2.0

por youPIX | 2 maio 2011

* Por Kaluan Bernardo e Carol Alves

A INTERNET ESTÁ TE DEIXANDO LOUCO? VEJA QUAIS SÃO OS TIPOS DE LOUCURA MAIS COMUNS DE QUEM VIVE CONECTADO

A sociedade é louca, a web mais ainda. Uma vez online, você pode fazer absolutamente tudo o que tiver vontade. É com tamanha liberdade que a loucura pode nascer e crescer nas nossas queridas cabecinhas humanoides. Alguns pesquisadores já associam a maneira como a gente se comporta nas redes sociais à loucura, e outros apontam que o comportamento online nos leva a apresentar uma performance social pouquíssimo verdadeira. Aos poucos, percebemos que estamos ficando cada vez mais viciados e dependentes disso tudo. Sherry Turkle, especialista em comportamentos sociais na era da tecnologia, explica em Alone Together (Juntos Sozinhos) que, apesar de criarmos tecnologias muito inspiradoras, constantemente permitimos que elas nos diminuam como humanos. TODOS CHORA! Com esse pensamento, buscamos os problemas psicológicos (diagnosticados por nós mesmos) mais recorrentes nas redes sociais para tentar entender as loucuras dos tempos digitais. Veja se você se identifica com algumas ou todas elas…
Disclaimer: a marca Prozac é patenteada e pertence à empresa que a registrou. Em tempo: não estamos incentivando ninguém a tomar Prozac, PELAMOR!

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TODOS BEBEM… A INTERNET!

por youPIX | 2 maio 2011

Navegar na web é para os fracos… já tentou bebê-la? Junior Dr. Drinks (mixologista e editor de coquetéis do Papo de Homem) criou receitas exclusivas baseadas nas características  de sites famosos do Brasil. As receitas foram lindamente infograficadas pelo ilustrador Fabio Rex (flickr.com/fabiorex) e podem ser degustadas sem moderação (por maiores de idade!).

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youPIX (É NÓIS!)
www.youpix.com.br

“Champanhe pra comemorar os 5 anos dessa entidade wébica. A manga representa a doçura e a leveza com que o youPIX nos diverte e informa ao mesmo tempo.”
INGREDIENTES: 1 taça de champanhe demi-sec e 1 colher de sopa de purê de manga (bata uma manga Tommy no liquidificador com 1 colher de sopa de suco de limão, 2 de açúcar de confeiteiro e 1 de água).
PREPARO: Sirva o purê na taça e complete com champanhe.

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GOOGLE, FACEBOOK, APPLE, GOOGLE, FACEBOOK, YAAWN

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 2 maio 2011

Reparou que agora é assim? Só se fala dessas 3 empresas na mídia especializada sobre tecnologia. Aliás, em qualquer notícia  sobre tecnologia, é só do que se fala. Tem outra coisa pra falar?

Ah, sim. Tem o Twitter. E tem os problemas da Microsoft. Que a RIM (Blackberry) está perdendo mercado, que a Nokia não é mais a mesma, mas que a Motorola lançou um tablet. Fala-se de outras coisas por uns instantes e depois a notícia volta a ser sobre Google, Facebook, Apple, Google… Por quê?

Porque a gente está caminhando para um mundo cada vez mais de plataformas. Cada vez menos tem internet e cada vez mais tem propriedades, reparou? Google, Facebook e Apple são as 3 principais propriedades do mundo digital existentes atualmente, onde gastamos provavelmente 80% (ou mais!) do nosso tempo digital. É que na verdade essas 3 são mais do que propriedades, são ecossistemas.

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