por LUISA CLASEN | 13 junho 2012

AGORA OS TRENDING TOPICS SÃO SOB MEDIDA PRA VOCÊ

O Twitter anunciou ontem no blog deles que a partir de agora os temas que aparecem no Trending Topics serão selecionados pra terem mais a ver com o seu perfil. O que muda é que os TTs vão aparecer filtrados pela sua região e também pelas pessoas que você segue.

Óbvio que isso dividiu opiniões: por um lado, é bom estar antenado em assuntos do nosso interesse, que têm a ver com a gente. Assuntos esses que talvez passassem batidos por serem esmagados por hashtags forçadas. Por outro, isso é se fechar numa bolha e não ver nem ouvir opiniões contrárias ou fora do nosso universo. É a arrogância de achar que ninguém fora do seu círculo pode ter ideias interessantes ou relevantes.

Mas eles garantem que você ainda pode ver os TTs da forma antiga, com a relevância geral, caso se interesse pelo que as pessoas estão falando no mundo.

Esse anúncio tem tudo a ver com a tendência crescente de personalização da web. Outras empresas da internet têm feito isso: O Google e o Bing criaram camadas sociais pra personalizar os resultados de buscas e o Facebook já usa um algoritmo faz tempo pra mostrar na sua TL os assuntos mais relevantes pra você. O problema é como eles decidem isso, né? Será que a gente não é capaz de aturar algumas hashtags de fanboy pra conseguir estar em contato com a informação pura e neutra?

Via Daily Dot

por LUISA CLASEN | 6 maio 2012

COMO O FACEBOOK NOS TORNA SOLITÁRIOS E EGOÍSTAS

Você se acha uma pessoa narcisista? Se você tem um perfil no Facebook, é muito provável que você seja um. É porque narcisismo não é exatamente isso que a gente imagina, da pessoa que se ama e se acha linda. É também aquela vontade de aparecer, de mostrar pra todo mundo como a gente é feliz, como tudo na nossa vida é incrível!

9,8 entre 10 pessoas só posta no Facebook coisas que vão chamar atenção das outras (não adianta negar). Ninguém posta nada no Facebook sem a intenção de conseguir algum tipo de feedback. As opções são:

  1. propagandear nossa felicidade e então ganhar elogios (curtir) postando coisas que mostram como a gente e nossa vida são incríveis – os amigos, os netos, a viagem, as notícias lidas, os links compartilhados, etc
  2. mostrar nossa frustração (#mimimi) ou  tristezas, no intuito de conseguir empatia, conselhos, pena e conexão alheias.

Esse pode não ser um processo consciente, mas, de uma maneira ou de outra, buscando lá no fundinho do seu ser… você vai perceber o quanto te satisfaz receber um like, um comentário ou até (eca) um cutucão e o quanto te massacra não conseguir nada disso.

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por COLUNISTAS | 17 abril 2012

A GUERRA DO ABORTO E OS GUETOS NA INTERNET

por Rafael Rodrigues

Ontem, ao abrir meu twitter pela manhã, fui surpreendido por uma timeline recheada de tuites sobre o mesmo tema: aborto. Fui analisar o debate e pude perceber a existência de três trincheiras nesse campo de batalha: os pró-aborto, os contra e, obviamente, os trolls que sempre estão ali para tirar sarro de qualquer discussão existente na internet. Lendo os tuites fui percebendo algo que há tempos tenho visto na minha geração: uma proliferação em grande escala dos guetos nas comunidades virtuais.

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por COLUNISTAS | 13 setembro 2011

NÓS VAMOS INVADIR SUA BOLHA

por Kaluan Bernardo Início dos anos 80, pós-ditadura brasileira. As várias rivalidades políticas, culturais e sociais estavam à flor da pele no Brasil. Nesse meio surgia o Ultraje a Rigor lançandoNós vamos invadir sua praia”, uma crítica não só à rivalidade das bandas cariocas e paulistas, mas também uma série de provocações explícitas nas letras.

“Daqui do morro dá pra ver tão legal o que acontece aí no seu litoral. Nós gostamos de tudo, nós queremos é mais, do alto da cidade até a beira do cais”.

Na música-título do álbum, o Ultraje brinca com o pensamento “anti-farofeiro” dos cariocas quando diziam que os paulistas iam sujar suas praias. Na canção, o que a banda diz é que é melhor aprenderem a dividir a praia, porque não necessariamente os paulistas vão lá pra sujar tudo.

“Nós tamo entrando sem óleo nem creme, precisando a gente se espreme. Trazendo a farofa e a galinha, levando também a vitrolinha”

E isso me lembrou do que, quase 30 anos depois, nós vemos na internet. Se você parar pra pensar, esse discurso todo não é muito diferente de quando alguém fala em orkutização ou algo parecido. Orkutização é só mais um dos termos usados dentro de algumas bolhas wébicas.

Existe uma galera de fóruns bem famosos aqui no Brasil, que odeia quando pessoas novas chegam em sua praia. Mas, parte desse pessoal fica ainda mais irritado quando alguém de fora “usa as piadas daquele fórum” em outros lugares, como no Twitter ou em blogs. Esses “caiçaras de fórum” costumam chamar os “caipiras wébicos” pelo carinhoso nome de “inclusões”. E isso não é exclusivo de praias brasileiras. No 4Chan a coisa também funciona assim, só que lá o nome é “newfag. Clique pra continuar lendo

por GABI MOTTA | 25 fevereiro 2010

QUER VIVER NUMA BOLHA?

Que tal ter uma unidade móvel de sobrevivência? Tá, existem os trailers e tal, mas vai, esse aqui é bem mais legal! hehe A empresa belga dmvA criou o ‘blob VB3′ pra ser uma extensão da casa funcionando como quarto de hóspedes, escritório ou o que você achar melhor. Ele tem banheiro, cama, cozinha, vários nichos pra você organizar suas coisas e ainda é portátil! Bacana, não? Saiba mais aqui.

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