É exatamente isso que você leu aí acima. A fadiga do Facebook parece ser uma coisa tão massiva agora que acabaram de inventar um aplicativo assassino/suicida que só pode ser resultado desse cansaço geral que a mais popular rede social do mundo vem causando nas pessoas (e pesquisas indicam que essas pessoas são justamente a faixa mais jovem da população facebookiana).
O app se chama Social Roulette e faz exatamente aquilo que a roleta russa da vida “analógica” faz: coloca a sua própria vida à disposição da sorte. Segundo a página do aplicativo, toda vez que você brincar com ele, há uma chance em seis de você ver sua página do Facebook sumir do mapa da web.
Na verdade, o que o joguinho faz não é exatamente apagar sua página do ~feice~, mas é quase isso.
Qual o perfil do usuário médio do Facebook de acordo com a matemática? Foi com essa pergunta que o cientista Stephen Wolfram conseguiu criar um cálculo para identificar os padrões mais comuns de quem acessa com frequência à rede social do menino Mark. E o resultado foi uma pesquisa gigante em que Wolfram aponta alguns dados interessantes (e outros meio óbvios).
Só para sublinhar que essa pesquisa num foi trabalho pequeno não: mais de um milhão de pessoas que moram nos Estados Unidos responderam à enquete colocada no ar por Wolfram.
Veja se você se parece com esse facebookiano padrão…
A especulação vai acabar em algumas horas! Nesse momento o nosso querido amigo Mark está liberando todas as infos de como vai funcionar o “Facebook Phone”. Sendo uma revolução ou não, imagina se as outras redes sociais seguissem os passos do Marquinho e decidissem criar um telefone móvel?
Como poderia ser um telefone do Twitter? Do Tumblr? Do Myspace? O Mashable fez uma brincadeira caso isso acontecesse:
Se os terapeutas do mundo inteiro tivessem acesso ao Facebook de seus respectivos pacientes, é bem possível que eles fossem rever completamente o exercício da conversa durante suas consultas. E que as sessões de terapia (freudianas, junguianas, lacanianas, gestalt…) criassem novos desafios e, quem sabe, paradigmas.
Naturalmente, estamos supondo que quase todo mundo com acesso a sessões de análise hoje tem uma conta no Facebook e que lá, elas façam exatamente aquilo que a maioria das pessoas faz na rede do menino-Mark: projetam uma versão melhorada de si mesmo criando, sobretudo, uma identidade moldada de acordo com o que querem representar para os outros. Enfim, é tudo aquilo que, nas entrelinhas, você faz em uma sessão de terapia, só que sem aquela coceirinha necessária da auto-reflexão.
TROCAS x DECLARAÇÕES
Em uma coluna publicada esta semana no medium.com, a diretora de Marketing Callie Schweitzer analisa que o compartilhar no Facebook costumava ser sobre “trocas” e hoje esses compartilhamentos viraram “declarações”. E em lugar de “amigos”, o que se tem hoje no Facebook é uma “audiência”.
Ou seja, mais do que aquilo que você “curte” no ~feice~, o que você compartilha para sua audiência diz muito sobre quem você… quer ser (e não exatamente que você é).
Tá, tudo isso parece estar chovendo no molhado, mas existe uma mudança de comportamento importante aí. A diferença entre “troca” e “declarações” é simples:
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Deu no Wall Street Journal. Muito em breve, mas ainda não se sabe a data, o Facebook começará a ativar o uso de #hashtags como um mecanismo para reunir assuntos. Ou seja, a partir de determinado momento, essas hashtags serão clicáveis no ~feice~, tal como já acontece no Twitter, Instagram, Tumblr e, enfim, todo lugar que se preze na interwebz.
Essa notícia, junto ao anúncio do novo layout do Face todo cheio das imagens grandes, só aquece a ideia de que, cada vez mais, o site do Mark tá virando um grande portal de conteúdo, um feed como nenhum outro.
FADIGA DO FACE?
As mudanças do Facebook que, neste primeiro semestre do ano, estão surgindo como filhotes de coelho, apontam para uma nova fase na vida dessa gigante rede social. O menino Zuckerberg parece cada vez mais preocupado em monetizar tudo dentro do site, o que viria afastando algumas pessoas (principalmente as mais jovens) e criando uma certa fadiga entre alguns de seus usuários.
Segundo pesquisas recentes, 61% dos usuários atuais já se afastaram do Facebook pelo menos por algumas semanas. E entre a faixa etária de 18 a 29 anos, 42% das pessoas afirmaram que passam menos tempo hoje usando o site do que um ano atrás.
#EmOutrasPalavras, a partir de 2013, #NadaSeráComoAntes no #feice. #QuemViverVerá.
O Facebook deve vir em breve com uma novidade que provavelmente (sim ou com certeza?) vai irritar muito usuário da rede social mais popular do mundo: vídeos de anunciantes que vão aparecer e rodar automaticamente no seu feed, com duração de 15 segundos. Se o povo já tem pavor daqueles anúncios que surgem obrigatoriamente antes dos vídeos do Youtube, imagina só isso.
Segundo o Mashable, essa novidade deve ser introduzida ainda neste primeiro semestre de 2013 e vem em nado sincronizado com outras mudanças da rede social do seu Zuckerberg. Mas recapitulemos as últimas notícias relacionadas ao ~feice~.
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Lembra quando o Facebook apresentou a Linha do Tempo e a galera fez o maior mimimi dizendo que aquilo era uma bagunça? Então, temos boas noticias: O Facebook fez a lição de casa e deixou tudo arrumadinho. Ou como eles mesmos explicam:
Mas e o que fizeram com toda bagunça?
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Diretamente, eles ganham (muito, muito mesmo) dinheiro com empresas. Indiretamente, ganham muito mais com as pessoas – afinal de contas, somos nós os clientes potenciais de todos os que lá anunciam, né verdade? Mas agora parece que Mark Zuckerberg tá fazendo cosplay de monstrinho do PacMan e quer abocanhar mais e mais e… um pouco mais ainda :/
É gente, o Facebook agora poderá cobrar de você, usuário, caso decida retirar de sua página algum anúncio e personalizar sua Timeline com uma estética publicidade-free. A notícia foi dada pelo DailyDot.
Isso porque foi registrada uma patente por eles chamada Paid Profile Personalization (PPP) – “Perfil Personalizado e Pago” – que poderá em breve ser, ou não, acionada. E aí, se você quiser retirar anúncios naquela barra da direita de sua página, terá que pagar por isso (hoje, é possível simplesmente ocultar o anúncio e pedir para que as demais propagandas daquela empresa não apareçam mais no seu perfil).
Ficam algumas questões.
Primeiro, as práticas:
Segundo, as existenciais:
Bem, fato é que o Facebook ainda não anunciou quando essa cobrança vai começar (e se ela vai começar) a acontecer. Mas já é um sinal dos tempos.
Quando o telefone de Vera Lúcia tocou na noite do último dia 27 de janeiro e o DDD apontava que a ligação vinha de Manaus, ela sabia que, naquele momento, se fechavam simultaneamente sua grande busca e sua maior cicatriz. Depois de 30 anos procurando a filha mais velha via todos os meios de comunicação possíveis, foi graças ao Facebook (olha isso Mark!) que Vera achou, no começo deste ano, Cristiane Melo Correa.
A história desse reencontro é, em vários aspectos, semelhante a tantos outros entre parentes separados que volta e meia surgem com o adicional da trilha sonora de piano ao fundo e close da câmera de TV nas lágrimas de todos os envolvidos. O curioso é que, neste caso, as redes sociais tiveram um papel fundamental e até mesmo irônico no processo. Clique pra continuar lendo
Imagine que você precisa se mudar pra São Paulo e começa a procurar um apartamento. Ao saber disso um amigo oferece o dele emprestado enquanto estará fora fazendo intercâmbio. “Que aluguel que nada, você é irmão, basta chegar”. Opa, de graça, o melhor preço que existe! Mas, bem, o apartamento não está exatamente do jeito que você gostaria e você resolve reformar algumas coisas, gasta uns 30 mil e deixa ele exatamente como quer. Aí seu amigo volta, pede o apartamento e você vai embora, de mãos abanando, deixando seu investimento pra trás.
“Ah, Eden, mas o cara foi muito burro investindo tanto dinheiro em algo que não era dele e que podia ser posto pra fora a qualquer hora”. É, verdade, igualzinho ao que algumas pessoas fazem com o Facebook.
“Reservamo-nos o direito de rejeitar ou remover páginas por qualquer motivo. Estes termos estão sujeitos a alteração a qualquer momento.” Diz o Facebook.
Antes de criar uma fanpage ou investir uma bela grana em mídia para fazer tal fanpage crescer você já passou o olho nos termos de uso da plataforma? Aposto que não. Não conheço ninguém que tenha feito. Como investir dinheiro em uma plataforma que pode amanhã mudar as próprias regras e inviabilizar o seu projeto? Costumo dizer que o Facebook é a Casa dos Artistas das plataformas sociais e que o Mark é o Sílvio Santos. Por que?
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