por ADRIANA OSHIRO | 19 junho 2012

COMO OS MEMES E A CULTURA VIRAL MUDARAM O MUNDO DA ARTE?

A Pop Art surgiu no final da década de 50 e incorporou muitos fatores da cultura popular, como histórias em quadrinhos, publicidade e elementos da televisão e do cinema. Isso ocorreu porque o movimento artístico foi criado por pessoas que defendiam uma arte que se comunicasse diretamente com a vida cotidiana. Se naquela época a inspiração vinha da TV e daqueles outros meios, caso ela surgisse hoje, não precisa nem dizer que a internet seria a principal fonte de ideias.

A verdade é que essa incorporação dos memes e da cultura viral  já está rolando há um tempo. Mas será que isso é bom ou ruim para o mundo das ~arte~?

Pra alguns, os memes não podem ser considerados arte de maneira alguma. Pra outros, os memes estão sim redefinindo a indústria da imagem. As opiniões podem ser diferentes na aceitação, mas é inegável o fato de que os memes estão cada vez mais sendo incorporados no nosso cotidiano.

A arte, inclusive, não poderia ficar fora dessa. A galeria 1988, por exemplo, fez uma exposição com 100 artistas para representar memes populares. O espaço é conhecido por realizar mostras da produção contemporânea, como a Pop Art ;) Veja algumas obras expostas:

Os artistas plásticos suiços Comenius Roethlisberger e Admir Jahic criaram o projeto Whithout You Baby no qual fizeram quadros desenhando memes que ficaram famosos no YouTube. A dupla expôs as obras em Paris e, após o sucesso,  criaram camisetas com as mesmas ilustrações.

O autor Kyle Chayka, editor assistente do Artinfo.com, escreveu um texto para o The Creators Project falando como a viralização tem mudado o mundo da arte. Para ele,  a velocidade da informação propagada na websfera faz com que os artistas alcancem um público muito mais amplo. Mas é aí que morre o perigo, nem tudo que faz sucesso na rede é necessariamente bom.

Para exemplificar isso, o cara cita o projeto colaborativo Phone Arts, nos qual artistas mandam desenhos digitais, que se tornou um verdadeiro viral. Ao mesmo tempo, outro projeto artístico chamado Hypergeography, também desenvolvido para a webzzz, não teve um alcance tão grande . Dessa forma, será mesmo que o sucesso ocorreu porque um era melhor do que o outro? Não tem como afirmar.

Segundo Chayka, a única conclusão que podemos chegar com essa história toda é que o mundo da arte ficou muito mais amplo com os memes e a cultura viral, pois ela consegue se propagar de forma  rápida e atingir um público cada vez maior. Mas seria isso uma aquisição boa ou ruim pras obras artísticas? Well, #REFLITÃO.

 

Que tal debater todas essas ideias com a gente?

No youPIX festival, teremos um atividade sobre todo esse lance dos memes, no dia 5 de julho. Inscreva-se aqui!! #VemGente

20h30 – 21h30 | MEME, O NOVO ROCK N’ ROLL Sim, os memes fazem parte de uma subcultura que muitos julgam ser coisa de desocupados online. Mas, a cada dia que passa, eles ganham mais e mais relevância fora da rede, se misturam com a cultura popular e provam que são a materialização exata dos conceitos de colaboração e liberdade de expressão que só a internet conseguiu trazer em grande escala pro mundo. Como competir com esse cenário sexy em que o jovem é agente ativo na criação de uma nova cultura? O meme é o novo rock n’ roll? De onde eles vem? O que significam? Por que você deve começar a prestar atenção neles? Com Fernando Fontanella (professor da UNICAP, doutorando pela UFPE e pesquisador de mídias sociais), André Machado (editor do Pânico na TV, um dos maiores lançadores de memes), Alessandra Laurenza (especialista em Sociologia e Cultura Digital na Universidade Federico Secondo di Napoli na Itália), Pedro Burgos (editor da F451 que publica o Gizmodo, Kotaku e outros) e mediação de Rosana Hermann, física, jornalista, escritora, Gerente de inovação no R7, professora na FAAP e blogueira no Querido Leitor.

Quem escreveu:

ADRIANA OSHIRO / @adriana1288

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