O conteúdo a seguir é a recapitulação da palestra: A evolução da criatividade, que aconteceu em Cannes 2026. O resumo foi gerado pelo ChatGPT.
Tessa Lyons; Daniel Arsham.
A tecnologia nunca matou a criatividade, apenas mudou quem pode criar. O painel mostrou que IA, redes sociais e novas ferramentas ampliam o acesso à produção e à distribuição de conteúdo, mas também criam um novo desafio: em um mundo onde qualquer pessoa pode produzir, a autenticidade se torna o recurso mais escasso e valioso.
Tessa Lyons abriu a conversa fazendo um paralelo entre diferentes momentos da história da arte para mostrar que toda grande inovação tecnológica costuma ser recebida com medo antes de transformar a criatividade. Ela relembrou como o Salão de Paris controlava quais artistas poderiam ser vistos pelo público, até que nomes como Monet, Renoir e Cézanne romperam esse sistema criando seus próprios espaços de exposição. Para ela, o smartphone e as redes sociais representam uma ruptura semelhante: nunca foi tão fácil criar e encontrar uma audiência.
Ela também usou exemplos históricos para mostrar que novas ferramentas não substituem artistas, mas ampliam suas possibilidades. Assim como o tubo portátil de tinta permitiu o nascimento do Impressionismo e a música gravada abriu caminho para gêneros como o hip-hop, a IA representa mais uma expansão dos meios de produção, e não o fim da criatividade humana.
Na sequência, Daniel Arsham trouxe sua experiência como artista que transita entre museus e grandes marcas. Ele explicou que as colaborações comerciais nunca foram um desvio da sua carreira, mas uma forma de levar sua arte para públicos que jamais visitariam uma galeria. Para isso funcionar, porém, a parceria precisa respeitar a identidade do artista e fazer sentido dentro do universo da marca.
Os dois também discutiram o papel da IA no processo criativo. Arsham contou que utiliza inteligência artificial para testar rapidamente projetos arquitetônicos e visualizar exposições antes da montagem física. Ao mesmo tempo, acredita que esse ganho de eficiência aumenta o valor das imperfeições humanas, como desenhos feitos à mão e processos artesanais, justamente porque carregam características impossíveis de reproduzir perfeitamente.
O painel terminou com um conselho para artistas e creators iniciantes: errar faz parte do processo. Segundo Arsham, não existe um momento em que o sucesso elimina os fracassos. Pelo contrário, são os projetos que não dão certo que refinam a identidade criativa e abrem espaço para novas oportunidades.
Na era em que produzir virou commodity, autenticidade virou vantagem competitiva.
O painel deixou uma mensagem otimista sobre o futuro da criatividade. As ferramentas vão continuar evoluindo, a IA vai reduzir barreiras e democratizar ainda mais a produção de conteúdo, mas aquilo que realmente diferencia um creator continuará sendo essencialmente humano. Ideias originais, repertório, processo criativo e autenticidade permanecem como ativos que nenhuma tecnologia consegue substituir.
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