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O conteúdo a seguir é a recapitulação da palestra: A Psicologia do Shopper e a Ascensão do Agentic Commerce, que aconteceu em Cannes 2026. O resumo foi gerado pelo ChatGPT.


Palestrante:

Bethenny Frankel; Charlotte Maines; Elav Horwitz.


Tá sem tempo? Leia só isso:

A ascensão do Agentic Commerce está mudando a jornada de compra: consumidores passam a delegar parte das decisões para agentes de IA, que pesquisam, comparam e recomendam produtos. Mas, apesar dessa transformação tecnológica, o painel reforçou que confiança, autenticidade e reputação continuam sendo os principais fatores que influenciam tanto as pessoas quanto os próprios algoritmos na hora da decisão.


O que rolou:

A conversa começou mostrando como a IA está remodelando o processo de compra. Em vez de pesquisar manualmente, consumidores passam a pedir recomendações para agentes inteligentes, que verificam informações em diversas fontes antes de indicar um produto. Nesse novo cenário, reviews, páginas de produto e conteúdos produzidos por terceiros passam a ter muito mais peso do que os próprios canais oficiais das marcas.

Na sequência, o debate trouxe um contraponto importante: embora a IA ganhe espaço em tarefas operacionais e na personalização das experiências, ela não substitui a confiança construída entre pessoas. A relação entre creator e audiência continua sendo o principal ativo das marcas, especialmente em categorias que exigem credibilidade.

Outro ponto discutido foi o comportamento do consumidor diante da automação. Os painelistas defenderam que comprar não é apenas resolver um problema, mas também viver uma experiência. O prazer da descoberta, do “garimpo” e da recomendação continua fazendo parte da jornada e não deve ser eliminado pela tecnologia.

Por fim, o painel abordou como as marcas precisam se adaptar à velocidade das mudanças trazidas pela IA. Mais do que criar planejamentos rígidos, será necessário atuar de forma flexível, produzindo conteúdos relevantes, fortalecendo sua reputação digital e entendendo que, na economia dos agentes, qualquer conteúdo publicado pode influenciar futuras recomendações feitas pela IA.


Bom insight:

Na economia dos agentes de IA, confiança deixa de ser apenas um diferencial competitivo e passa a ser o principal dado que alimenta as recomendações das máquinas.


Outros pontos importantes:

  • Apenas cerca de 5% das informações utilizadas pelos agentes de IA vêm dos canais oficiais das marcas; a maior parte é formada por reviews, páginas de produto e conteúdos produzidos por terceiros.
  • A nova jornada de compra passa por cinco etapas: inspiração, delegação para a IA, verificação das informações, compra e feedback, que alimenta futuras recomendações.
  • A IA deve ser utilizada para potencializar a confiança já construída pelas marcas, e não para substituir autenticidade ou relacionamento.
  • O conteúdo produzido por creators ganha ainda mais valor, já que passa a servir como fonte para os modelos de IA recomendarem produtos e serviços.
  • A velocidade das mudanças exige que marcas atuem como “organismos vivos”, adaptando constantemente formatos, narrativas e estratégias.
  • O comportamento de compra continua sendo movido por emoção. Automatizar completamente a jornada pode eliminar parte da experiência que gera conexão com consumidores.
  • Ecossistemas com dados proprietários, como o da Amazon, tendem a oferecer recomendações mais relevantes por combinarem histórico de compras, avaliações e comportamento dos usuários.
  • O futuro não será apenas sobre aparecer para consumidores, mas também sobre ser encontrado e considerado confiável pelos agentes de IA que tomarão decisões em nome deles.

Pra fechar:

A IA deve transformar profundamente a forma como produtos são descobertos e comprados, mas não elimina o papel das pessoas na construção de confiança. Para creators, isso significa produzir conteúdos cada vez mais relevantes e confiáveis. Para as marcas, o desafio deixa de ser apenas otimizar SEO ou investir em mídia: será preciso construir reputação em todo o ecossistema digital para ser recomendado tanto por consumidores quanto pelos agentes de IA.