O conteúdo a seguir é a recapitulação da palestra: Brunch da META com creators e marcas, que aconteceu em Cannes 2026. O resumo foi gerado pelo ChatGPT.
Maren Lau; Gus Borrmann; Rafaela Lotto; Paulo Aguiar; Javier Garcia Paz; Juan Ignacio Etchanique.
O WhatsApp deixou de ser um canal de atendimento para se tornar uma plataforma criativa. O painel mostrou que o futuro do marketing não está em interromper pessoas com anúncios, mas em participar de conversas que elas já têm. Com IA, creators e marcas conseguem escalar interações pessoais sem perder autenticidade e transformar comunidades em ativos permanentes, muito além de campanhas pontuais.
A abertura ficou por conta da Meta, que apresentou uma mudança importante de perspectiva: WhatsApp não deve ser tratado como um canal de mensagens, mas como um ambiente criativo. Diferente do feed, onde marcas e creators performam para uma audiência, nas conversas o objetivo é construir intimidade. É nesse espaço que as pessoas organizam suas vidas, compartilham histórias e tomam decisões, e é ali que as marcas precisam aprender a existir.
Na sequência, a Meta apresentou o case da Knorr México com o cantor El Malilla. A campanha levava usuários do feed para uma conversa no WhatsApp, onde uma IA generativa reproduzia a voz do artista, chamava cada pessoa pelo nome, sugeria receitas a partir dos ingredientes disponíveis na geladeira e criava uma experiência totalmente personalizada. O resultado foi um salto expressivo em lembrança de campanha e reconhecimento de marca, mostrando que tecnologia gera valor quando aproxima pessoas, e não quando apenas automatiza processos.
O segundo grande case foi o da Lay’s para a Copa do Mundo. Em vez de produzir apenas anúncios, a marca criou um grupo fictício de WhatsApp onde personalidades como Lionel Messi, David Beckham, Steve Carell e outros organizavam uma watch party para acompanhar os jogos. O público podia acompanhar toda a conversa como se estivesse dentro do grupo. A campanha transformou um momento publicitário em um espaço vivo de entretenimento, criando um canal próprio que rapidamente superou o alcance das redes sociais da marca.
Ao longo do debate, Rafa Lotto reforçou que creators já dominam esse “músculo conversacional” porque constroem relacionamento diariamente com suas comunidades. O desafio das marcas é parar de pensar em campanhas isoladas e começar a criar espaços permanentes de conversa. Para isso, é preciso confiar mais nos creators, aceitar menos controle sobre o conteúdo e entender que o verdadeiro ativo não é a campanha, mas a comunidade construída ao longo do tempo.
O futuro do marketing não é interromper conversas. É construir marcas que mereçam participar delas.
Talvez o maior aprendizado do painel seja que as plataformas mudam, mas o comportamento humano continua o mesmo: pessoas querem conversar, compartilhar histórias e sentir que fazem parte de algo. As marcas que entenderem isso vão parar de disputar atenção no feed e começar a construir espaços onde consumidores realmente queiram estar. Para isso, creators deixam de ser apenas veículos de mídia e passam a ser parceiros na construção dessas comunidades.
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