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O conteúdo a seguir é a recapitulação da palestra: A equação da mídia paga com Creators: Como a L’ORÉAL tornou a influência mensurável, que aconteceu em Cannes 2026. O resumo foi gerado pelo ChatGPT.


Palestrante:

Ajaa Long; Vasileios Kourakis.


Tá sem tempo? Leia só isso:

As marcas não escalam porque viralizam. Elas viralizam quando existe uma estratégia sólida por trás. O painel mostrou que o social continua sendo fundamental, mas não funciona sozinho. As campanhas mais eficazes combinam creators, mídia, ativações físicas, comunidades e plataformas proprietárias para transformar conversas em crescimento de marca.


O que rolou:

A conversa começou com Rica Facundo apresentando os principais aprendizados da nova pesquisa da WARC sobre efetividade em social media e creator marketing. A primeira provocação foi direta: “fazer viralizar” não pode ser um briefing. Segundo ela, viralidade depende de fatores imprevisíveis como algoritmo, timing e contexto cultural. O papel da estratégia é criar as condições para que uma campanha tenha impacto no negócio, independentemente de ela se tornar viral ou não.

Na sequência, a WARC mostrou que muitas marcas ainda tratam o social como estratégia, quando ele deveria ser apenas um dos elementos da estratégia. Os dados apresentados reforçaram que campanhas realmente efetivas combinam diferentes canais para cumprir objetivos distintos. Enquanto o social acelera conversas e amplia distribuição, outras mídias ajudam a construir memória, emoção e diferenciação de marca no longo prazo.

A Mastercard trouxe então o case do Cabin 2025, campeonato de esports patrocinado pela marca. Em vez de criar uma campanha centrada apenas nos jogadores, a estratégia foi homenagear as pessoas que sustentam esses atletas no dia a dia. Creators passaram a contar quem eram seus próprios “pit stops” pessoais, gerando uma onda de histórias espontâneas muito mais emocionais do que conteúdos tradicionais de patrocínio.

O projeto não ficou restrito ao ambiente digital. Em Singapura, a Mastercard expandiu a campanha para toda a cidade, transformando motoristas de aplicativo em “pit stops”, criando experiências presenciais e utilizando mídia contextual em aeroportos, ruas e pontos de contato da jornada. O objetivo era fazer a marca existir tanto nas conversas online quanto nas experiências vividas pelas pessoas.

O segundo case apresentou a Mastercard Lifestyle Navigator, plataforma permanente de recomendações de viagem alimentada por creators locais. Em vez de lançar mais uma campanha temporária, a empresa criou um serviço contínuo de curadoria, entendendo que o problema do consumidor já não é falta de informação, mas excesso dela. Nesse modelo, creators deixam de ser apenas produtores de conteúdo e passam a compor a infraestrutura da experiência oferecida pela marca.


Bom insight:

Social pode iniciar uma conversa. Mas são estratégia, comunidade e experiência que transformam essa conversa em crescimento de marca.


Outros pontos importantes:

  • A WARC reforçou que viralidade é consequência, nunca ponto de partida para uma campanha.
  • Alinhar objetivos, público e canais desde o início pode aumentar a efetividade das campanhas em até 78%.
  • O social é excelente para gerar conversas e participação, mas possui limitações para construir memória emocional de longo prazo quando utilizado de forma isolada.
  • O case do Cabin mostrou que comunidades geram muito mais escala do que campanhas criadas artificialmente para “bombar” nas redes.
  • Em vez de celebrar apenas os jogadores, a Mastercard colocou os fãs e suas redes de apoio no centro da narrativa, tornando a campanha mais humana e compartilhável.
  • A expansão da ação para Singapura demonstrou que experiências físicas potencializam aquilo que nasce no ambiente digital, aumentando lembrança e conexão com a marca.
  • A campanha mobilizou milhares de motoristas de aplicativo como parte da experiência, mostrando como o contexto pode ampliar uma narrativa muito além dos feeds.
  • A Mastercard Lifestyle Navigator representa uma mudança importante: creators deixam de participar apenas de campanhas e passam a alimentar plataformas permanentes de conteúdo e utilidade.
  • O painel reforçou que o verdadeiro desafio do marketing atual não é lidar com falta de informação, mas oferecer recomendações confiáveis em um cenário de excesso de conteúdo.
  • Para os palestrantes, o futuro do creator marketing passa por sistemas contínuos de criação de valor, e não apenas por ativações pontuais.

Pra fechar:

Talvez a maior mensagem do painel seja que o social-first precisa evoluir para o strategy-first. Creators continuam sendo fundamentais, mas seu papel cresce quando deixam de atuar apenas como mídia e passam a construir comunidades, plataformas e experiências capazes de gerar valor permanente para consumidores e marcas. As campanhas mais eficientes do futuro não serão as que viralizam mais rápido, mas as que conseguem transformar atenção em relacionamento duradouro.