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SXSW 2025: A obsolescência das competências

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Participar do SXSW 2025 tem sido uma oportunidade única para 

refletir sobre como a rápida evolução da inteligência artificial está 

transformando profundamente o mercado B2B. Em um painel 

especialmente provocador, Ian Beacraftfuturista-chefe da Signal & 

Cipher, apresentou o conceito de “skill flux” (fluxo contínuo de 

habilidades), destacando claramente um dos grandes desafios atuais:

a obsolescência das competências técnicas.

Essa ideia ilustra que habilidades técnicas, antes relevantes por

décadas, hoje têm uma vida útil média de pouco mais de dois anos –

e essa tendência só deve se intensificar. O impacto disso é direto:

profissionais e organizações precisam se adaptar a um ritmo jamais

visto. Não se trata mais de acumular conhecimento, mas sim de

como adquirir novas habilidades em curtos períodos e aplicá-las

imediatamente em contextos diversos e dinâmicos.

No mercado B2B, tradicionalmente valorizamos a profundidade 

técnica e especialização. No entanto, diante dessa nova realidade, 

precisamos repensar urgentemente nossa abordagem. Não basta 

mais sermos especialistas profundos em uma única área técnica; 

precisamos evoluir para um modelo mais ágil e flexível, onde o valor 

esteja na capacidade de adaptação rápida às mudanças tecnológicas 

e de mercado.

Para enfrentar esse cenário, Ian Beacraft apresentou outro conceito 

igualmente relevante: o de “generalistas criativos”. Trata-se de 

profissionais híbridos que combinam diferentes áreas de 

conhecimento e têm uma capacidade excepcional para adquirir 

rapidamente novas competências e aplicá-las de maneira criativa e 

estratégica. Esse perfil profissional será determinante para as 

empresas que buscam não apenas acompanhar o mercado, mas 

liderá-lo. Os generalistas criativos conseguem cruzar conhecimentos 

diversos e criar soluções inovadoras com velocidade, aproveitando 

todo o potencial oferecido pela IA.

Além disso, outro conceito fundamental apresentado foi o “surge 

skilling” (capacitação acelerada). Essa abordagem propõe uma 

mudança radical na forma como tradicionalmente pensamos em 

treinamentos e capacitação. Em vez de treinamentos longos e 

espaçados, o surge skilling sugere ciclos curtos, frequentes e focados

em competências imediatamente relevantes e aplicáveis. Isso não só 

acelera o aprendizado, mas também garante que as novas 

habilidades sejam rapidamente incorporadas às rotinas das equipes.

Na prática, isso implica ações concretas e mudanças profundas nas 

empresas, tais como:

  • Implementar ciclos curtos e regulares de aprendizado, permitindo que equipes adquiram e dominem rapidamente novas ferramentas e metodologias.
  • Estimular ativamente a interação e colaboração entre áreas diferentes da empresa, criando equipes multifuncionais que conseguem responder rapidamente aos desafios emergentes.
  • Criar uma cultura organizacional que valoriza a experimentação constante, onde erros são aceitos e encarados como parte essencial do processo de aprendizado e inovação.
  • Utilizar ferramentas avançadas de inteligência artificial para facilitar e acelerar o aprendizado, permitindo que profissionais se adaptem rapidamente às novas demandas técnicas e estratégicas.

É essencial reconhecer que o futuro do trabalho não será dominado 

apenas por especialistas profundos ou pela automação total das 

tarefas. Na realidade, ele será moldado por profissionais híbridos, 

capazes de utilizar a IA como aliada para potencializar suas 

competências humanas – criatividade, análise crítica e tomada de 

decisões estratégicas.

Por fim, cabe refletir com sinceridade: estamos realmente 

preparados para esse cenário acelerado e em constante mudança? 

Estamos investindo adequadamente tempo e recursos para formar e 

atualizar equipes com a agilidade necessária? Afinal, como reforça 

Ian Beacraft, em um contexto onde a única constante é a mudança, a

habilidade mais valiosa que podemos ter é justamente aprender 

rapidamente aquilo que ainda não sabemos.

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Escrito por: Vinícius Ghise,
Sócio e CEO da Global AD | Presidente da Abradi-RS

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