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20 anos da YPX: quem lembra de quando criar conteúdo não tinha modelo de negócio?

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A YOUPIX acompanhou cada virada de chave do nosso ecossistema e ajudou o Brasil a virar uma potência na Creator Economy global

Na virada do milênio, cada vez mais brasileiros passaram a ter acesso à internet, ainda que não dentro de casa. Havia aula de computação nas escolas, as lan houses bombavam e os amigos com computador em casa chamavam o resto da galera pra ver a tecnologia nascer. 

O textão da YPX News #28 foi sobre a Sonia do Iutubiu, um dos primeiros memes da internet brasileira. Na época, era comum a gente se reunir em torno do PC e mostrar vídeos engraçados, ou músicas, no YouTube. Faz tempo né? Esse é o ponto de partida da nossa linha do tempo da Creator Economy brasileira.

1ª Era: Websfera (1990 – 2000 e tanto)

Todo mundo virou criador de conteúdo. Parece estranho falar desse cenário há 20 anos, quando a sensação é que HOJE todo mundo é creator. Do influencer à pessoa que vende docinhos na internet, passando por você que postou um story de xícara de café pra 57 pessoas hoje cedo, todo mundo tá criando algum tipo de conteúdo – ainda que não ligue pra atenção que pode receber. 

Mas, lá atrás, surgiram os blogs, Orkut, Fotolog e afins. Estávamos felizes em publicar e ter pessoas lendo a gente. Talvez o sentimento mais nostálgico dessa época era o de “se desligar” da internet por completo. Quando desligava o PC – ou ele travava do nada e nem com chute resolvia… – a gente ia fazer qualquer outra coisa. Que, ok, podia ser ver TV. O tempo de tela já era um probleminha. Mas você não carregava a internet com você pra qualquer lugar, como a gente naturalmente se acostumou a fazer hoje. 

Isso sem contar que, apesar dos poucos views, a internet ainda era bastante inacessível pra maioria da população. Nada comparado ao que é hoje. Por isso mesmo, esses cantinhos virtuais dos blogs eram tão especiais e geravam uma conexão sólida entre audiência e autor. 

2ª Era: Influencers (2014 – 2020)

Aqui foi onde os YouTubers brilharam: nasceu o Digital Influencer, com pessoas acumulando audiência e ganhando dinheiro com as marcas, AdSense, etc. Queríamos ser notados pelas marcas. 

Foi a grande virada de chave do amador para o profissional. Tanto é que a gente permanece muito mais tempo na primeira Era, do que nesta segunda. Os avanços começaram a acontecer numa velocidade exponencial, cada vez maior. Com a consolidação do YouTube, Instagram e Facebook, nasceu essa figura do digital influencer

Pela primeira vez, pessoas comuns começaram a acumular audiências comparáveis (muito modestamente, mas imagina só o trampo que dava) às de canais de TV e a entender que dava pra ganhar dinheiro com isso. Todo mundo queria ser “notado pela marca” e provar que audiência digital gerava valor real.

“Tem 20 milhões de creators no Instagram, mas vai ter um que chama a atenção. Por quê? Porque ele não é a cópia de ninguém, ele não é uma tentativa de ser uma versão melhorada, piorada ou diferente de alguma coisa.”

Essa foi a primeira de algumas canetadas da Rafa Lotto, CEO da YOUPIX, que vão aparecer ao longo desse textão pra ajudar a gente a entender melhor, na prática, as transformações da Creator Economy ao longo das últimas duas décadas.

Canetadas da Rafa

“Se a gente olha o sucesso das marcas, dos creators, todo mundo que fez algo relevante foi porque foi único. E tudo o que vem depois é cópia. Quem ousou não seguir a regra, e fazer diferente, ser autêntico, resistiu à moda, à trend, até à plataforma. 

Por isso que tem tanto case legal que a gente não esperava ver, né? A marca que chega no meme depois que todo mundo já foi não soma nada além de “estar na trend”. Enquanto os creators e marcas que ousam e tem a coragem de ser de verdade, duram no tempo.”

3ª Era: Empreendedores (2021 – 2023)

A pandemia trouxe milhares de pessoas pra era digital, na expectativa de monetizar suas paixões, ou se reinventar no trabalho. O impacto dessa era curtíssima é gigantesco, justamente porque todo o mundo estava conectado nesse período de isolamento social. Foi também a época em que a Gen Z chegou ao mercado de trabalho – mas não pra trabalhar em empresas, mas sim, pra se tornar um creator e viver do seu conteúdo.

75% dos Millenials e Gen Z no Brasil sonham 
em se tornar creators/influencers.

Fonte: Inflr.

Esse dado mostra que, diferente do sonho vendido para os Millenials, de que um curso superior garantiria oportunidades e uma carreira estável, a Gen Z não cai mais nesse conto e já viu que a criação de conteúdo representa um atalho muito rentável – mas quantos são os que chegam a viver só com a renda de creator?

A pesquisa Creators & Negócios 2025 mostrou que mais da metade dos creators (53%) precisam de um trampo CLT pra compor renda com a criação de conteúdo.

Foi por aí que o termo influencer começou a soar curto demais pro tamanho do negócio. E a YOUPIX sempre destacou a importância do termo creator e, mais importante, para estudar e colocar em prática uma estratégia deempreendedor na criação de conteúdo. Depender exclusivamente de publis (alô #publidependência) e do algoritmo é um risco alto demais. 

Dessa dor, surgiu a demanda pra diversificar receita e criar marcas próprias, produtos físicos, digitais, cursos, plataformas de assinaturas e ecossistemas de negócios que rodam independentes das plataformas, como os links de afiliados. Tudo movido pela força das comunidades, lógico. Nossa herança da era dos blogs <3

4ª Era: Startups

A gente já discutiu em um outro YOUPIX Summit se a Creator Economy tinha chegado na sua fase de maturidade. 

Finalmente, nosso mercado tem seu nome reconhecido como oficial e passa a atrair investidores de peso. Tanto é que, ano após ano, as pesquisas da YOUPIX mostram que cada vez mais empresas estão investindo mais no marketing de influência – a grande barreira continua sendo a mensuração, porque há muito anseio em soltar logo uma campanha com um creator, achando que o engajamento vai cair do céu; mas pouco interesse, ou ferramentas disponíveis pra medir, por vários ângulos, o quanto aquela campanha impactou. 

Tem mais gente operando no mercado, vindas das dores dos creators ou da observação do nosso mercado, as startups estão consolidando um ecossistema ainda maior de empresas na Creator Economy. 

Tem muito mais gente operando nesse ecossistema, e a partir das dores diárias dos creators ou da observação atenta da indústria, surgiram startups dedicadas a consolidar esse ambiente. Fintechs pra creators, plataformas de gestão, inteligência de dados, curadoria e agências estruturadas.

Canetadas da Rafa

“Pra durar no tempo você tem que ser de verdade com consistência, né?

É muito fácil as marcas e os creators acharem que o que dá certo é “a fórmula”. Quando a gente vê esses creators que atravessaram mais de uma Era na Creator Economy, eles aprenderam a mudar mantendo a própria essência: muda de plataforma, de formato, de frequência, a linguagem, mas o que não muda é o que eles são de verdade e o que a comunidade deles espera. 

Consistência é ser de verdade com consistência.”

A YOUPIX como farol da Creator Economy

Atravessar todas essas eras não foi simples, nem passou rápido. Exige até hoje dos players desse mercado profissionalização, aprendendo com os erros, testando modelos e estratégias que nem sempre vão funcionar, fazer gestão de crise e manter um esforço contínuo pra provar que criar conteúdo é trabalho sério. Se a gente esteve ao lado de creators, vendo eles nascerem; guiando as marcas pelas transformações do marketing de influência e apoiando agências durante cada um desses passos, nada mais justo do que reunirmos toda essa galera pra celebrar essa trajetória de 20 anos.

No dia 29 de setembro, vem aí mais um YOUPIX Summit, uma edição histórica que celebra os nossos 20 anos como o grande ponto de encontro da Creator Economy no Brasil. Será um dia inteiro de trocas intensas, dados inéditos, debates sem filtro e encontros com as mentes que ajudaram a construir essa história — e com quem está projetando os próximos 20 anos. Garanta seu lugar e venha comemorar essa jornada com a gente!

Pode se preparar pra uma programação recheada de palestras que mergulham na cultura digital, com as vozes que estão transformando o nosso mercado. É aqui que você encontra conexões estratégicas que podem aparecer nas horas mais inesperadas (já teve gente que conseguiu proposta de emprego na fila do banheiro!) e ativações de marcas com prêmios incríveis. 

Isso sem falar no mais importante: uma diversidade enorme de creators, marcas e agências vivendo a potência da Creator Economy juntos.

No ano passado – o maior YPX Summit de todos os tempos – foram 3 mil participantes, mais de 170 palestrantes que ofereceram 30 horas de conteúdo. Quer saber como foi? Relaxa, tá tudo registrado. E não vai ficar de fora desse ano, né? Clica aí no botão e garante logo seu ingresso enquanto ainda tá no segundo lote! Nos vemos mês que vem:


Esse texto foi originalmente publicado na YPX News. Para se inscrever, clique aqui!

Gabriel Paes é jornalista e creator. Cobre a inseparável mistura entre esporte e política n’O Contra-Ataque, de vez em nunca dá uns pitacos no podcast Fervedouro e assina a newsletter semanal da YOUPIX, onde fala sobre cultura, sociedade e Creator Economy.

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