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OOH Brasil lança IA pra otimizar planos de mídia

A OOH Brasil lança o OOH BrAIn, IA de mídia que reduz em até 90% o tempo de propostas. O que isso revela sobre repertório vs. ferramenta?

A OOH Brasil acaba de lançar o OOH BrAIn, plataforma proprietária de inteligência artificial desenvolvida internamente pela área de marketing da empresa. A ferramenta funciona como um consultor comercial virtual. Ele cruza décadas de repertório estratégico, dados de performance, benchmarks setoriais e estudos de neurociência da própria companhia pra acelerar a construção de planos de mídia em OOH.

Na prática, o sistema recebe variáveis como concorrência, sazonalidade e fluxo urbano e devolve recomendações prontas em linguagem de negócio. É o tipo de trabalho que antes levava horas de compilação manual. Segundo estimativas internas da OOH Brasil, o tempo de produção de uma proposta caiu até 90%.

Felipe Davis, CEO da empresa, resume o raciocínio por trás do lançamento:

“O mercado fala muito sobre inteligência artificial, mas a verdadeira transformação acontece quando ela passa a organizar conhecimento e acelerar decisões de negócio. Por ter democratizado a tecnologia, o diferencial competitivo da IA deixou de ser quem tem acesso e passou a ser quem consegue ensinar essa inteligência a pensar como o seu negócio. O verdadeiro ativo não é o algoritmo, mas o conhecimento que se consegue colocar dentro dele. O OOH BrAIn representa exatamente esse movimento. Estamos transformando quase três décadas de experiência da OOH Brasil em uma plataforma capaz de ampliar nossa inteligência comercial e tornar o OOH cada vez mais estratégico para anunciantes e agências”.

Por enquanto, o OOH BrAIn é de uso interno. Já roda na rotina de cerca de 30 profissionais de marketing e vendas em praças como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza, com integração total ao CRM da companhia. Rodrigo Rodrigues, CMO da OOH Brasil, projeta abrir esse acesso pra agências e anunciantes num segundo momento. Sendo assim, a ideia é construir propostas junto com o cliente, em cima da mesma base de dados e histórico.

Análise YOUPIX

A frase de efeito ficou por conta do próprio CEO, mas o raciocínio é velho conhecido nosso: o ativo nunca foi a ferramenta, foi o repertório que alguém teve paciência de acumular antes dela existir. A OOH Brasil não ganhou inteligência comercial da noite pro dia com o lançamento do BrAIn. Ela só encontrou um jeito mais rápido de colocar pra trabalhar quase três décadas de histórico que já tinha guardado.

É o mesmo mecanismo que separa quem usa IA pra escalar posicionamento de quem usa IA esperando que ela invente um do zero. Prompt bom não fabrica critério, autoridade ou repertório de mercado, só distribui mais rápido o que a pessoa (ou a empresa) já carregava antes de abrir o chat.

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