Por que deixar de ir pra Cannes pra ir na VidCon é a melhor decisão para publicitários
Por que deixar de ir pra Cannes pra ir na VidCon é a melhor decisão para publicitários
Apesar de concordarmos que a VidCon, neste momento, pode ser uma experiência mais rica para quem trabalha com comunicação do que Cannes, quem fez essa afirmação foi Joshua Lowcock, Chief Digital Officer da UM/IPG, em um artigo pra AdWeek que traduzimos abaixo.

A indústria da propaganda se orgulha de sua habilidade de entender e expressar a cultura popular. Agências, marcas e anunciantes inteligentes fazem de tudo para pesquisar, participar e se apropriar de momentos e movimentos culturais; é o que nos possibilita encontrar insights frescos pra produzir o tipo de trabalho que transcende o que é publicidade e de fato move a cultura pra frente.
Por esse motivo, é seguro dizer que nós, enquanto indústria, estamos no nosso melhor quando buscamos inspiração do lado de fora da nossa bolha, não dentro.
Em resumo, é por isso que eu argumento que você pode deixar de ir pra Cannes esse ano para ir na VidCon. É muito mais provável que você encontre os novos talentos e o futuro do storytelling nos palcos de Anaheim do que numa praia do sul da França.
Para quem não conhece, a VidCon é o maior evento sobre vídeo do mundo. É uma celebração do conteúdo e da cultura, ao lado de 26 mil fãs e os youtubers que eles idolatram. É o termômetro não só do futuro do vídeo online, mas também do storytelling.
Então, se você quiser ser autor da próxima campanha que vai ganhar prêmio ou criar a próxima mensagem inovadora que realmente vai ressoar, é melhor você passar mais tempo com a próxima geração de storytellers, se aproximando de criadores ao invés de criativos.
Eu fui a VidCon pela primeira vez em 2016. Me deixou uma impressão tão forte, que acabei me tornando membro do board. Em 2017, convidei clientes do IPG para participarem dessa experiência.
Aqui vão os motivos:
1_ Transforme porcentagens e dados em PESSOAS
É muito fácil a gente olhar aqueles números gigantescos de plataformas como Youtube e ficarmos anestesiados em relação ao que aqueles views e inscritos realmente significam. Mas se você olhar de perto, vendo os fãs rodeando um creator, não tem erro: aqueles 26 mil fãs na VidCon são realmente apaixonados pelos seus creators favoritos. Pra maior parte deles, a VidCon é a
única chance de conhecer essas estrelas na vida real, após anos e anos assistindo seus canais.
Mesmo que os fãs não consigam conhece-los, o relacionamento entre eles é real. Muitos millennials se enxergam como amigos dos creators, não só fãs. Isso cria não só uma conexão mais forte, mas também uma admiração entre os criadores e suas audiências, algo que não deve ser subestimado.
Pensa numa celebridade tradicional que vai aparecer no próximo filme do verão. Você é exposto aquela celebridade em anúncios OOH, trailers, licenciamentos, aparições em TV e afins. Agora olha pra esses youtubers. Muitos tem ZERO budget de marketing e tendem a ser subrepresentados na mídia tradicional. Mesmo assim, millennials acham que eles são maiores formadores de opinião do que as celebridades tradicionais.
Essa é uma mudança cultural importante na natureza do que consideramos é ser uma celebridade, autenticidade e comunidade — três tópicos que estão intimamente ligados à nossos interesses enquanto publicitários.
2_ Aprenda com criadores que estão moldando a cultura
Falando em comunidade, tem tempo que nossa indústria tem falado muito sobre a necessidade das marcas de serem mais autênticas e transparentes.
Creators fazem isso melhor do que ninguém.
A VidCon é a chance de passar um tempo ao lado deles, conversar com eles sobre suas prioridades e entender como eles podem trabalhar com marcas. De #publis para ações integradas, conversar com eles e entender porque autenticidade é importante, como se conectar de verdade com uma audiência e o que eles consideram apropriado nessa jornada é compensador.
3_Descubra os top creators de amanhã… HOJE!
Você provavelmente já ouviu falar de Casey Neistat ou na Lilly Singh, mas existe uma lista gigante de youtubers e creators fazendo conteúdo excelente.
Ano passado eu conheci a Jackie Aina na VidCon. O canal dela tem 1.3 milhões de inscritos e 82 milhões de views. Depois de servir o exército, ela começou a fazer vídeos sobre beleza para mulheres negras. Nas palavras dela, ela “está mudando o padrão de beleza, um vídeo por vez”.
Eu também conheci o Kurt Hugo Schneider, cujo canal tem 8.6 milhões de inscritos e mais de 2.5 milhões de vi
ews por vídeo. Kurt é um compositor, músico e videomaker multitalentoso, com uma longa lista de trabalhos com marcas.
Se os publicitários querem continuar se vendo como culturalmente relevantes em um cenário que só muda, nós precisamos conhecer esses nomes e os muitos, muitos outros nomes que tem influência e alcance.
4_ No IPG, nós estamos apostando alto em creators e youtubers.
Aqui vai uma dica: a melhor maneira das marcas se apropriarem do bom conteúdo do Youtube e chegarem nos seus fãs apaixonados não é, necessariamente, fazendo uma parceria com algum creator. Conteúdo no Youtube é mídia, igual TV.
Publicitários sempre quiseram colocar as marcas ao lado de conteúdo de qualidade e que atrai audiência, porque sabemos que esse tipo de conteúdo ajuda a mover a agulha da marca. Anúncios no Youtube podem aparecer antes e depois do conteúdo do creator, e esse tipo de anúncio funciona.
Ano passado, nós apostamos alto, e nos comprometemos com um investimento de 250 milhões de dólares no Google Preferred. E isso trouxe retorno pros nosso clientes: pesquisas confirmaram que 94% das nossas campanhas trouxeram um aumento de awareness e 80% de aumento na intenção de compra.
É por isso que esse ano estou levando todos os meus clientes pra VidCon, onde eles vão encontrar o futuro do entretenimento, do storytelling e da criatividade.
Nos vemos em Anaheim.