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Barômetro da Lusofonia: estudo mostra que o digital virou o principal caminho para se informar no Brasil

O Barômetro da Lusofonia analisa como as pessoas se informam em países de língua portuguesa e mostra por que, no Brasil, o digital virou o principal caminho de acesso à informação.

Um estudo inédito lançado em janeiro de 2026 ajuda a colocar em números algo que o mercado brasileiro já sente no dia a dia. No Brasil, se informar é, em grande parte, uma experiência digital. E isso não se repete em outros países de língua portuguesa – pelo menos, não na mesma intensidade.

Nesse sentido, o Barômetro da Lusofonia, pesquisa bienal conduzida pelo Ipespe, ouviu 5.688 pessoas em oito países onde o Português é o idioma predominante pra entender valores, percepções e hábitos ligados à cultura, sociedade e instituições. Entre vários recortes, o consumo de mídia ajuda a entender como a informação circula nos diferentes países.

Na média geral dos países pesquisados pelo Barômetro da Lusofonia, televisão e redes sociais aparecem praticamente empatadas como principais fontes de informação. TV tem 58% das menções, redes sociais 59%. Quando entram sites, portais e blogs, o digital passa a concentrar 80% das referências. O cenário aponta pra uma presença forte do digital, mas a história muda bastante quando a gente olha país por país. E no Brasil, muda mais ainda – não é à toa que somos famosos pelos nossos memes.

Segundo o Barômetro da Lusofonia, a gente realmente respira o digital

Por aqui, as redes sociais lideram como principal fonte de informação, com 50% das menções. Logo atrás vêm sites, portais e blogs, com 44%. A televisão aparece em terceiro lugar, com 38%. Ainda importante, mas não tão central quanto em outros países.

A informação no Brasil circula principalmente online. Mesmo quando o conteúdo nasce na TV, ele ganha escala de verdade quando vai parar nas redes, nos links, nos grupos de WhatsApp, nos vídeos recortados e, é claro, nos memes.

Esse cenário ajuda a explicar por que, no Brasil, creators, influenciadores, veículos digitais e perfis independentes disputam atenção não só como entretenimento, mas também como fonte de informação. 

Na média dos países analisados pelo Barômetro da Lusofonia, o Facebook aparece como a rede social mais usada pra acessar informação. Ele lidera com folga em países como São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor-Leste. 

No Brasil, o cenário é outro. Aqui, o Facebook aparece só em quarto lugar. O Instagram lidera com 66%, seguido por WhatsApp (30%) e YouTube (28%). TikTok e X vêm depois.

Essa diferença mostra como o consumo de informação muda de acordo com a cultura digital de cada país. A forma como as pessoas usam as plataformas, o tipo de conteúdo que circula e o papel que cada rede ocupa são muito diferentes. 

Comparar países ajuda a entender as diferenças culturais de consumo da informação

O Barômetro da Lusofonia também mostra como outros meios seguem sendo centrais em alguns contextos. A televisão ainda é a principal fonte de informação em países como Portugal, Cabo Verde e Angola. O rádio, muitas vezes esquecido no churrasco nas análises mais centradas no Brasil, tem um papel importante em países como Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Esses dados ajudam a lembrar que acesso à informação tem a ver também com infraestrutura, acesso à internet, dispositivos disponíveis e contexto social. Onde o rádio é forte, o consumo de meios digitais escritos costuma ser menor. Onde a internet é mais presente, o digital acaba predominando.

Fake news tem em todo lugar e o Barômetro da Lusofonia mostrou isso

Outro ponto que chama atenção no Barômetro da Lusofonia é o alto número de pessoas que dizem já ter recebido fake news. Portugal e Brasil lideram esse ranking. Isso pode indicar mais circulação de desinformação, mas também mais capacidade de reconhecer o problema em ambientes muito digitais.

Quando a informação circula rápido, em vários formatos e fontes, a exposição aumenta. E, com ela, cresce a responsabilidade de quem comunica. Marcas, creators, veículos e plataformas acabam fazendo parte, direta ou indiretamente, da construção de confiança.

O que esses dados dizem pro mercado brasileiro

O Barômetro da Lusofonia reforça algo que já sentimos no dia a dia: no Brasil, o digital é o principal meio de acesso à informação. É ali que conteúdos circulam, ganham contexto, são compartilhados e discutidos.

Pra quem trabalha com comunicação, os dados ajudam a entender por que não existe fórmula pronta. Cada plataforma funciona de um jeito em cada país, de acordo com hábitos, cultura e acesso. O que dá certo em um lugar pode simplesmente não funcionar em outro.

No Brasil, o cenário é bem claro. O digital virou o principal caminho pra acessar informação. É ali que as pessoas se informam, compartilham conteúdo e comentam o que tá acontecendo, seja nas redes sociais ou em portais digitais. Por fim, os dados do Barômetro da Lusofonia só confirmam o que a prática já mostra. Aqui, a conversa acontece no digital e quem quer fazer parte dela precisa começar por ali.

Quer conferir o Barômetro da Lusofonia na íntegra? Clique aqui e acesse.

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