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Lu, do Magalu, aparece loira pela primeira vez em parceria com Koleston

A Lu do Magalu apareceu loira pela primeira vez em 23 anos. A mudança rolou numa collab com Koleston, marca líder no segmento premium de coloração no Brasil, e chama atenção por um motivo simples: a personagem virtual quase nunca muda de visual desse jeito e pegou todo mundo de surpresa

A ação apresenta a cor 101, louro claríssimo acinzentado, da linha Koleston Deluxe, nova coloração permanente sem amônia. Mudar o cabelo é um dos gestos mais comuns (e simbólicos) da categoria de beleza. Levar isso pra uma personagem criada por inteligência artificial aproxima o universo virtual de algo que todo mundo reconhece na hora.

Criada muito antes do boom recente de avatares e influenciadores artificiais, a Lu virou um dos poucos personagens digitais com trajetória contínua. São mais de 32 milhões de seguidores e uma presença constante nas redes do Magalu, atravessando mudanças de plataforma, formatos e comportamentos do consumidor. 

Com a collab, as marcas se complementam. Koleston entra com força de categoria e presença no ponto de venda; a Lu entra com engajamento, familiaridade e circulação dentro do ecossistema Magalu. Apostar na primeira grande mudança estética da personagem ajuda a tirar a ação do lugar comum da publi.

Pra Nathalie Honda, CMO da Wella Company, a parceria aponta pra novos caminhos da comunicação em beleza.

“Essa parceria vai além de uma ação, ela representa uma inovação sobre o futuro da comunicação no segmento de beleza. Ao unir a expertise de Koleston em transformação de cor com o alcance e a relevância da Lu, mostramos que a inovação tá no nosso DNA.”

Do lado do Magalu, a leitura segue a mesma linha. A mudança no visual da Lu conversa direto com a estratégia do Magalu Ads, que vem priorizando parcerias com marcas fortes e ações conectadas à vida real do consumidor.

“Temos confiança de que os novos cabelos da Lu vão provocar impacto e gerar valor de marca pro Magalu e pra Koleston, principalmente nas redes sociais”, afirma Celia Goldstein, diretora do Magalu Ads.

Análise YOUPIX

Essa ação mostra que a influência virtual tá alcançando novos patamares. A Lu foi pioneira (a primeira de seu nome, literalmente) e trouxe pro mercado uma nova forma de usar um personagem virtual pra construir uma comunidade engajada que vai além da divulgação da marca. E a collab deu certo porque a Lu tem público, gera conversa e faz parte do dia a dia de quem acompanha o Magalu. 

Também tem um ponto importante aqui sobre o direcionamento estratégico. Em vez de criar um novo avatar ou “forçar” um discurso sobre IA, Magalu e Koleston usam algo que já existe, já é reconhecido e já faz parte da cultura digital brasileira. Isso evita rejeição por ser “mais uma publi” e faz a ação circular com mais naturalidade.

O case reforça um aprendizado importante pra marcas e creators: usar IA, personagem virtual ou tecnologia nova sem estratégia dificilmente vai dar certo. No fim das contas, o que funciona desde sempre é ter um processo de construção de autoridade (e comunidade) muito bem estruturado a longo prazo. Quando existe público, contexto e histórico, uma mudança simples gera muito buzz. Ponto pras marcas que apostaram na criatividade. Não é por acaso que a Lu é o maior case do mundo de influenciadora virtual.

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