Bombril aposta no marketing de influência no Carnaval 2026 com estratégia liderada por Sotaq e MOVIN, levando o regional para o centro da narrativa nacional.

O Carnaval é aquele momento do ano em que toda marca jura que ama o Brasil inteiro, mas quase sempre as ativações são no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Em 2026, a Bombril decidiu cutucar esse padrão ao apostar numa estratégia que coloca o Marketing de Influência no centro das campanhas de Carnaval, usando o regionalismo para ganhar escala. A marca confiou na Sotaq e na MOVIN para liderar esse movimento. Inclusive, a escolha veio depois de concorrência com diferentes players do mercado e marca um passo claro: a influência é uma parte central da campanha de Carnaval.
O brilho como estratégia de Marketing de Influência no Carnaval
Com o conceito “Bombril faz o seu Carnaval Brilhar”, a campanha parte de um território quase óbvio para a marca (o brilho) mas vai pra além do sentido literal da palavra. A estratégia desenvolvida pela Sotaq reforça um dos pilares da agência: transformar sotaques, culturas locais e vivências populares em narrativa nacional sem cair em estereótipos.
Em vez de concentrar a história em uma única praça, o plano começou no pré-carnaval com uma corrente digital envolvendo influenciadores de todas as regiões do país. Eles responderam a seguinte pergunta: “O que faz o Carnaval da sua cidade brilhar?”
Cada criador indicava novos nomes, criando um efeito em cadeia que espalhou o conceito por diferentes territórios e sotaques. Além do alcance, a ação ganhou escala mantendo as características de cada região – o que nem sempre acontece quando a campanha vira nacional.
A Sotaq desenhou a estratégia de Marketing de Influência no Carnaval e a MOVIN assumiu a operação de conteúdo com captação em diferentes regiões, personagens reais, cobertura em tempo real e material nativo para as redes da marca. Dessa forma, a campanha foi estruturada com um amplo plano de Marketing de Influência no Carnaval como eixo central da comunicação da marca. Além disso, integrou influência digital, nomeação de embaixador, experiência in loco com a linha Sapólio, a linha Mon Bijou e toda parte de cuidados com a casa como o Bombril, além do trade marketing e conteúdo proprietário.
Cada um acabou moldando o conteúdo à sua maneira, em vez de apenas receber um roteiro pronto. Em tempos de crise de atenção (sim, aquela mesma que a gente já discutiu no Vem Aí na Creator Economy em 2026), campanhas que chamam a atenção e trazem uma narrativa que conecta com a audiência, sempre se destacam.
Do digital para o presencial
O pontapé oficial veio com Fernanda Paes Leme, ativando a campanha na Avenida Paulista ao lado de foliões de cinco regiões do país. Mas o movimento mais interessante foi o quadro “Repórter Bombril”, comandado por Matheus Baldi. O criador percorreu blocos em Belo Horizonte, Recife, Salvador e São Paulo, entrevistando foliões e bastidores em tempo real, ampliando a conexão dessas histórias com o universo da marca.
A presença da marca também passou pelo Camarote Planeta Band, em Salvador, com squad de influenciadores. Além disso, também teve a Blitz Bombril no ponto de venda, levando o conceito para lojas físicas em várias regiões. A experiência contou novamente com o Repórter Bombril, que interagiu com consumidores em busca de boas histórias e transformou o PDV em mais um ponto de contato entre marca e público.
Para João Araújo, head de comunicação da Bombril, a campanha parte de um entendimento simples: o Brasil não é um bloco único. Por isso, olhar para essa diversidade fortalece o vínculo afetivo da marca com o consumidor. Vinícius Machado, CEO da Sotaq, reforça que o desafio foi dar escala ao regional sem perder a verdade de cada território. Já Liza Bezerra, diretora da MOVIN, destaca o papel do conteúdo digital nativo nessa tradução cultural.
Análise YOUPIX
O movimento da Bombril sinaliza uma mudança importante no jeito que grandes marcas estão trabalhando o Marketing de Influência no Carnaval. Durante anos, “campanha nacional” virou sinônimo de concentrar visibilidade nos mesmos lugares (o eixo RJ-SP). O regional entrava como cenário ou sotaque decorativo. Aqui, o ponto de partida foi outro: o território virou o destaque da narrativa.
Aliás, isso conversa diretamente com um amadurecimento da Creator Economy. Influência deixa de ser só métrica de vaidade e passa a operar como construção cultural. Num cenário de crise de atenção e saturação de fórmulas parecidas, repetir uma narrativa batida não funciona.
Outro ponto importante é a estrutura. Influência integrada a conteúdo, presença física e trade marketing indica planejamento mais coordenado. Não são ações soltas tentando surfar o momento; é uma operação pensada como um todo. No fim, a diferença está em estruturar a estratégia reconhecendo que o Brasil inteiro não é igual.