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Oportunidade de marketing: Fifa anuncia pausa de 3 minutos por tempo para hidratação durante Copa do Mundo

Parada técnica, que normalmente é de 90 segundos, vai abrir espaço comercial extra durante as transmissões

Foto: REUTERS/Susana Vera

A Copa do Mundo que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, tá se mostrando o Mundial mais político do século. Desde questões com a imigração estadunidense até conflitos geopolíticos envolvendo países classificados, passando pelo preço abusivo dos ingressos, a impressão que dá é que vamos ter mais assunto fora do que dentro de campo. 

Impossível não destacar a escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já arrastou países vizinhos pra dentro da briga: além de os torcedores iranianos já terem sido banidos por Trump das arquibancadas durante a Copa, ainda há dúvidas se a seleção do Irã (que joga as 3 partidas da fase de grupos nos EUA) também será proibida de disputar o torneio, se os jogos devem ser realocados para os outros países-sede, ou se eles mesmos vão desistir da competição. 

Além de política, essa provavelmente será também a Copa do Mundo mais comercial de todos os tempos. Que o evento é um marco de inovações tecnológicas a gente já sabe: as primeiras transmissões a cores foram a partir da Copa de 1970, a primeira Copa em HD foi na em 2010, a primeira em 4k em 2014 e, aqui no Brasil, a tal TV 3.0 será lançada às vésperas do Mundial deste ano. Logo, por que não monetizar ao máximo o evento esportivo mais lucrativo do planeta?

Começamos pelo aumento no número de seleções participantes de 32 pra 48: só essa mudança já aumenta também o número de jogos, de fãs engajados pelo mundo e de transmissões. O jornalista Henry Bushnell, do portal The Athletic, lembrou que as pausas para hidratação, anunciadas no fim do ano passado pela Fifa, serão o novo alvo das inserções publicitárias durante as transmissões. 

Pra quem não é muito ligado no esporte, vale lembrar que a Copa de 1994, também disputada nos Estados Unidos, foi marcada pelo incômodo de muitos jogadores – principalmente europeus – que não estavam habituados com o calor excessivo. 32 anos e muitas mudanças climáticas depois, as temperaturas prometem castigar ainda mais. 

Na Copa do Mundo de Clubes, novo formato lançado pela Fifa em 2025 que copia o modelo do Mundial de seleções, a pausa para hidratação já tinha sido oficializada como forma de amenizar o desgaste dos jogadores durante as partidas. Mas o que era pra ser uma pausa de 90 segundos, sem necessariamente um corte na transmissão, agora pode representar uma janela de 2 minutos de comerciais. 

A oportunidade é ótima pra evitar situações constrangedoras, como a propaganda da Fiat no meio de um jogo na Libertadores de 2024, que interrompeu a narração de um gol do Botafogo. Com uma paralisação já determinada em cada tempo, as inserções no meio da partida devem ser realocadas pra não atrapalhar o andamento do jogo – e gerar um buzz negativo pra marca. 

Henry destaca que o povo estadunidense já é acostumado com esse bombardeio publicitário, visto que um jogo da NBA tem cerca de 40 minutos de comerciais, enquanto o Super Bowl pode chegar a 1 hora. E o resto da audiência, que passa dos bilhões de espectadores, como deve ser impactada?

Copa vai ser prato mais cheio do que nunca pra Creator Economy

Um levantamento estratégico da LOI Global, agência especializada em creator marketing, aponta que esse Mundial representa o “ápice de uma mudança cultural, onde o torcedor deixou de ser espectador pra se tornar creator”. Impulsionado por lives e conteúdos orgânicos, o engajamento digital da Copa de 2022 cresceu 621% em relação à edição de 2018, segundo o levantamento.

A Geração Z está redefinindo o modo de consumir esportes, transformando o jogo em conteúdo nativo, dinâmico e personalizado. O sucesso da CazéTV é o maior exemplo dessa mudança estrutural. Durante o Mundial de Clubes de 2025, a plataforma atingiu 5 bilhões de visualizações, mais que o dobro dos 2 bilhões registrados nos Jogos Olímpicos.

A matéria da Forbes que divulgou esse levantamento cita a Nielsen, parceira da YOUPIX, que apontou que “anúncios feitos com creators aumentam a intenção de compra em 9 pontos”, dado que vai de encontro com a estratégia das marcas de pertencer à conversa, ao invés de interrompê-la. A Copa do Mundo oferece um contexto perfeito para construção de marca a partir do esporte que é a maior paixão da vida de bilhões de torcedores, em um evento que vai puxar os holofotes do mundo inteiro.

O texto também aponta pra consolidação da “arquibancada digital”, que mostra como esses torcedores, que antes atuavam dentro do estádio ou acompanhando pela televisão, agora também impactam por meio das redes sociais. Poucos usuários das plataformas se dão conta, no dia a dia, de que a atenção que eles oferecem para os conteúdos no feed é, na real, dinheiro. Não à toa as transmissões ao vivo estabelecem metas de likes pra audiência – inclusive de alguns canais tradicionais de televisão, que embarcaram na lógica do digital.

Inserções comerciais como o exemplo da parada pra hidratação são uma pequena parte de toda a publicidade que envolve a Copa do Mundo, direta e indiretamente – até marcas que não se tornaram patrocinadoras oficiais podem surfar no hype do assunto “pelas beiradas”, a exemplo dessa #publi do BK com a irmã gêmea da Milena, participante do BBB 26.

A presença em massa de creators no Mundial, que começou na Copa aqui no Brasil (mas nas arquibancadas mesmo) e foi cavando cada vez mais espaço nos credenciamentos oficiais, também ajuda a humanizar as marcas com essas figuras de “embaixadores”. Ali em cima a gente fala sobre como cada Copa do Mundo representa um marco diferente: chegou a vez da Copa dos creators?

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