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Criar histórias para áudio é criar histórias emotivas

Criar histórias para áudio é criar histórias emotivas

Por Mariana Rolier — publishing manager da Storytel Brasil

Criar histórias para áudio é criar histórias emotivas

Por Mariana Rolier — publishing manager da Storytel Brasil

Mariana Rolier — publishing manager Storytel

Como gerente editorial da Storytel, minhas principais funções são escolher o que entra no catálogo e criar conteúdos inéditos e originais para nossos assinantes. Não é tarefa fácil e nunca foi. Em meus vinte anos como editora de livros físicos, nunca consegui responder de forma simples quando me perguntam o que deve ser publicado e o que o público realmente quer.

A maneira como o editor escolhe o que entra em um catálogo de livros ou audiolivros, à la carte ou streaming, em cartaz em um teatro ou em uma sala de cinema, se baseia no que o público daquela determinada plataforma pede: não se publica para si, esta é a máxima sobre escolher uma história.

Nos meus primeiros passos com o áudio, li tudo o que eu podia sobre o formato, principalmente o que era feito e publicado no Brasil. Parecia haver um consenso que o conteúdo de não ficção era o mais consumido em áudio e que uma narrativa estável, flat, mecânica, era a indicada especialmente para audiolivros. Mas todas as vezes que eu começava a ouvir estas produções entrava em um estado de enfado e sono, e nunca fui capaz de terminá-las. Já outros formatos em áudio que estavam em crescimento, como os podcasts, palestras e meditações, apostavam na empatia da voz, nas experiências pessoais, no embargo da narrativa ou em numa boa risada para atrair um público que, com o tempo, entendi que criava um certo laço de amizade e simpatia com os locutores.

Começamos a acessar histórias em áudio de outros países, a trocar informações com o nosso time de produção (Antônio Hermida, que também vem do mercado editorial e é um grande leitor, e Fernando Schaer, engenheiro de som que tinha uma vasta experiência no ramo de dublagem e gravação musical, portanto, ambos com bastante sensibilidade) e ao gravar os audiolivros aplicamos esta experiência vinda dos podcasts e dos rádios: empatia, caracterização e pausa. Em pouco tempo nós mesmos estávamos nos reunindo em volta de um computador que reprouzia nossas produções da mesma forma que antigamente as pessoas se reuniam em volta do fogo para trocar histórias: estava acontecendo. Estávamos nos tornando fãs dos audiolivros.

Com o tempo, passamos a reproduzir algumas regras em todos os nossos conteúdos, independente de formato, categoria ou faixa etária. Regras que definem que criar conteúdo para áudio é criar envolvimento emotivo com a sua audiência. Não me surpreende que agora, pouco mais de um mês do lançamento da plataforma, já temos fãs de determinados narradores aguardando um próximo lançamento ou nos escrevendo com elogios ou ansiosos por uma próxima narração. Não me surpreende também a audiência ser maior nos livros de ficção, ao contrário do que se dizia. Um livro de ficção jamais pode ser plenamente aproveitado com uma voz mecânica.

Criar histórias em áudio é criar uma conexão emotiva.

Quando escolho uma história para áudio penso que se o assinante não se sentir transformado ao final de uma narrativa, esta não é uma boa história ou não está plenamente narrada. Talvez, agora, exista um desafio duplo: encontrar boas histórias e encaixá-las nas melhores vozes. Vozes que precisam criar conexão com a audiência como um fio condutor de energia. E esta energia é a voz clara, fluente, emocional, paciente e íntima.

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