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O futuro inusitado da Creator Economy com IA

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O que o “pai” da Creator Economy tem a nos dizer sobre os rumos tecnológicos do nosso mercado

“Fazer lives e mostrar erros reais será uma forma de provar que você não é uma IA.”

Essa foi uma das frases marcantes, no SXSW do ano passado, do painel de Jim Louderback, o “pai” da Creator Economy nos Estados Unidos. Ele é criador e foi CEO da Vidcon, o maior evento do nosso mercado no mundo. Hoje ele é editor e CEO da Inside Creator Economy. 

Se ele já tinha sido aclamado no ano passado, dessa vez não foi diferente e ele abriu a conversa com uma pergunta bem direta: o que acontece com creators humanos num mundo onde a IA consegue produzir conteúdo infinito?

Em inglês, o nome do painel é “From Who, to What, to You”, no que ele apresenta como 3 fases da Creator Economy:

 What (O quê): O mundo do YouTube, onde você seguia pessoas específicas e os creators estavam no centro.

 Who (Quem): O mundo do TikTok, onde o algoritmo começou a priorizar interesses, ao invés de creators. 

 You (Você): Com IA, agora o conteúdo pode ser gerado especificamente pra cada pessoa. Na prática, isso significa que dois amigos podem abrir exatamente o mesmo app e viver versões completamente diferentes do que é a internet.

Que tem creator demais no mundo, a gente sabe. Até por isso, vale resgatar um conselho do Jim, em 2025, que a gente assina embaixo aqui na YPX: “Diversificar as fontes de renda e construir uma comunidade que vá além das redes sociais”, tudo com autenticidade. E, se parece que a IA vai dominar a criação de conteúdo, olhe de novo, porque os creators que dominaram a tecnologia é que tão nadando de braçada. 

Hoje, 91% dos creators usam IA em alguma etapa do processo de criação. Virou parte da rotina. Portanto, o que passa a diferenciar um creator de outro é gosto, curadoria e visão – um bom resumo do que compõe autenticidade, certo? Os conteúdos são infinitos, então a disputa por atenção gira em torno do que vale a pena ser visto.

Não dá pra competir com a Inteligência Artificial
Aqui o Jim entrou num campo meio Black Mirror, porque já existem creators 100% sintéticos, gerados por IA, de vendedores a artistas musicais. O diferencial deles? Não dormem, não ficam doentes, não têm bloqueio criativo ou tempo ruim. Inclusive, falamos no Portal YPX sobre o influenciador Khaby Lame, que vendeu sua “alma virtual” e agora tem um clone que vai estar vendendo coisas na internet 24 horas por dia. 

Se é impossível competir com IA em volume – e olha que ela ainda tem MUITO a desenvolver -, o lance é se agarrar à autenticidade. Ela ainda é o bem mais precioso no nosso mercado porque não pode ser copiada.

Pro Jim, creators vão começar a demonstrar cada vez mais imperfeições DE PROPÓSITO. “A IA pode te superar em produção, mas nunca em relevância”, afirma Jim. A solução? Ser um…

… criador soberano.
O Jim defende que, a partir de agora, o creator precisa estudar as ferramentas, tanto pra entender o que não presta, quanto pra dominar o que pode ajudar a ganhar mais horas criativas. A gente se alinha muito a esse pensamento: a IA pode ser seu braço direito e cuidar de toda a burocracia, enquanto você foca na estratégia. 

Além disso, o creator precisa de gosto, porque a IA produz, mas é ele quem decide o que é bom ou porcaria; curadoria, porque o creator escolhe, dentre infinitos conteúdos, o que deve ganhar valor; e visão, porque a IA não carrega um propósito. Pra onde esse creator quer levar sua audiência?

Papo importante: proteja sua Propriedade Intelectual
“Se você usa ferramentas abertas para tudo, está dando seu IP de graça”, explica Jim. 

Ele prevê que os tais criadores soberanos terão seus próprios servidores e modelos de IA locais, onde treinarão a IA com seu próprio estilo, rosto e voz, garantindo que ninguém mais possa replicar aquele “tempero” específico.

Pra fechar com um recado pra marcas e creators, vale dizer que as marcas ainda confiam bem mais em um creator humano do que num sintético. Logo, esse momento é perfeito para construir confiança e estabelecer vínculos a longo prazo. 

Diante de todo esse cenário, aqui vai um plano de ação:

Manual prático do Jim Louderback pra sobreviver ao “apocalipse de IA” na Creator Economy:

– Estude e domine as ferramentas de IA: vire um estudante das ferramentas e domine-as pra recuperar horas criativas. Além disso, deixa a IA fazer o trabalho duro, pra você focar na estratégia;

– Produção ≠ Valor: esqueça a ideia de que “postar muito” é o que te torna valioso. No mundo do conteúdo infinito, o volume é barato. O valor está na originalidade do insight;

– Torne-se “Fluido em Formatos”: Não seja apenas um “YouTuber” ou um “Podcaster”. Use a IA para transpor sua ideia para múltiplos formatos sem esforço extra;

– Proteja seu IP: o Criador Soberano não é quem faz tudo sozinho, mas quem detém o controle do sistema;

– Construa seu Micro Estúdio: com IA, um creator solo agora tem o poder de fogo que antes só a Disney ou a Netflix tinham. Agora você decide onde entra a sensibilidade humana e onde entra a eficiência da máquina.

“A IA vai construir a fábrica. Ela vai produzir mais conteúdo do que a humanidade já fez, tudo ‘adequado’ e perfeitamente esquecível. Mas você é o erro no sistema. Você é a emoção que o algoritmo não consegue prever.”

✨ Insight do Sebrae ✨

Quando falamos de inteligência artificial na creator economy, muitas vezes parece que estamos falando apenas de grandes produtores de conteúdo ou de empresas altamente tecnológicas. Mas, na realidade dos pequenos negócios, a IA pode ser algo muito mais simples e cotidiano. No Sebrae, observamos que muitos empreendedores estão tão imersos na operação do dia a dia, produzir, vender, atender clientes, pagar fornecedores, que acabam sem tempo de olhar para ferramentas que poderiam justamente aliviar essa rotina.

A inteligência artificial pode começar ajudando em tarefas muito básicas, como organizar uma agenda, estruturar ideias para um post, revisar o texto de um produto ou melhorar a descrição de um serviço. Ferramentas como o próprio ChatGPT podem funcionar quase como um assistente digital para o pequeno empreendedor.

O ponto central é perder o medo. Em vez de olhar para a IA com espanto ou distanciamento, vale adotar uma postura de curiosidade. Começar pelo simples, experimentar devagar e entender como essas ferramentas podem, pouco a pouco, gerar mais clareza, produtividade e tempo para aquilo que realmente importa, o negócio e as pessoas que ele atende.

O novo Co-CEO do Spotify sobre o passado, o presente e o futuro da criatividade no mundo

O novo Co-CEO do Spotify, Gustav Söderström, lotou a sala do seu painel. Se você conferir nos stories do @instayoupix, vai ver que a fila gigantesca parecia parque da Disney. Toda essa gente pra ficar por dentro da mudança de um streaming pra uma plataforma inteligente.

A ideia central do novo chefão do Spotify é de que o consumo de conteúdo tá caminhando pra interação entre usuário e plataforma, tipo “vou te dizer o que eu quero ouvir”. 

Além disso, Gustav também falou sobre o lançamento da função “Song DNA”, que traz mais transparência ao mostrar todas as pessoas que participaram da criação de uma faixa – movimento que rema na direção contrária à entrada de cada vez mais Inteligência Artificial no processo criativo. 

E o podcast, ninguém vai falar dele?

Claro que o Spotify, um dos principais “tocadores de podcast”, como muitos podcasters dizem, tem uma posição sobre um formato gigante dentro da plataforma. 

A discussão apontou que o podcast pode ocupar, hoje, um lugar parecido com o do blog: agora que é acessível para produzir e explodiu de ouvintes, ficou superlotado. Pra se diferenciar, as dicas da plataforma são: elabore a produção; pense em formatos narrativos mais criativos; e aposte nos videocasts, que naturalmente se diferencia pelo formato.

Do viral ao viável

Viralizar não deveria ser o objetivo de ninguém que cria conteúdo, afinal, a influência é consequência do trabalho, não causa. Então qualquer viral pode parecer uma vitória, mas lembre-se: em feeds infinitos, uma andorinha só não faz verão. 

“Viralizar é tipo um primeiro date. Construir identidade é o casamento.”

E aqui a gente viu uma discussão muito interessante sobre onde a audiência e a comunidade, que muitas vezes são usados como sinônimos, se diferenciam: é nas trocas (até por DM!) que a gente realmente escuta e acolhe o público. Isso sim é construir, gerir e oferecer retorno pra sua comunidade. 

Pegue o dinheiro dos primeiros publis e reinvista.

No Brasil a gente vê um caminho ao contrário. É importante lembrar que muitos creators vêm de um contexto vulnerável, mas é preciso tomar cuidado com o deslumbre. 

Os palestrantes bateram muito nessa tecla porque, no ecossistema de conteúdo, a obsolescência é rápida. Se você não reinveste pra profissionalizar a entrega, fica refém da sua própria capacidade física de produzir tudo sozinho.

O creator brasileiro médio – são tipo uns 20 milhões, então aprenda a se diferenciar – ainda trata seu projeto de conteúdo como um bico que deu certo. Ter estratégia é a diferença entre ser um operador de rede social e um dono de mídia.

Steven Spielberg no SXSW

Um dos maiores diretores de cinema, que certamente dirigiu alguma obra que marcou você e qualquer outra geração da sua família, apareceu no SXSW pra uma conversa com o jornalista Sean Finney. 

Spielberg contou que, desde criança, o cinema foi a sua escola. Muito antes de qualquer formação, ele aprendeu a fazer filmes simplesmente assistindo a muitos filmes.

Ele observava, absorvia e depois experimentava com a própria câmera, tentando entender como as histórias eram construídas. Esse processo intuitivo — de ver, imaginar e testar — moldou a seu olhar como contador de histórias.

Mesmo quando suas narrativas envolvem alienígenas ou guerras, o diretor sempre colocou a experiência humana no centro de tudo.

O coração de seus filmes não está no espetáculo, mas nas pessoas: seus medos, relações, perdas e esperanças. É essa dimensão emocional que conecta o público às histórias.

“Aprenda com seus heróis, mas também com os heróis deles”, diz Spielberg ao citar sua visão influenciada por diretores que vieram antes dele.

Por fim, sobre tecnologia, a visão do diretor tá alinhadíssima com a da YOUPIX: a criatividade continua sendo humana.

A tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui quem cria. 

Você tem $500.000 para uma produtora ou $50.000 para um criador. Qual você escolhe?

Grace Wells é uma creator que, logo nos fixados do seu TikTok, mostra o processo criativo de uma baita campanha que ela fez usando bons equipamentos, lógico, mas apostando principalmente no olhar criativo. E tudo feito em casa. 

Ela é cineasta e creator em Nova York e ficou famosa por sua série viral no TikTok, “Making Epic Commercials for Random Objects”, onde ela pega objetos comuns e os transforma em peças cinematográficas dignas de marcas de luxo, usando técnicas de baixo custo – exatamente um exemplo desse vídeo que falamos ali em cima. 

Grace se formou na faculdade no meio da pandemia e trabalhava como garçonete. Como ela gostava de fotografia, mas não tinha tempo, começou a fazer o que podia com os “modelos” que tinha na mão – tipo um garfo de ouro. Em cerca de 5 anos, ela fundou o PFStudio, um coletivo de creators comerciais e a Product Film School, onde ensina creators a profissionalizarem sua produção visual. A ideia é mostrar como a criatividade e a técnica superam orçamentos milionários. 

E isso é bem real. Claro que nem toda campanha vai ficar incrível se você não tiver o mínimo de qualidade nos equipamentos, mas ela produz vídeos na casa dela que, há pouco tempo, só seriam possíveis com muita grana do mercado publicitário. 

Pra fechar, ela conta que ao mostrar os bastidores dos vídeos, o público se sente parte do processo. E, pra resgatar o Jim mais uma vez, a “imperfeição planejada” gera mais confiança e atenção do que o brilho corporativo.

Quer um exemplo BR? Siga a Cr3ator 360 dos talentosíssimos Jonas e Vic Gaibar.


Esse foi o resumão do Dia #02 do SXSW. Quer ficar por dentro da cobertura YPX, em tempo real, direto de Austin? Corre pro @instayoupix!

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