Pesquisa da Pilea Labs mostra que creators engajados geram 90% das vendas por influência e vendem até 8,5 vezes mais que perfis novos.

Uma pesquisa inédita da Pilea Labs, startup especializada em automatizar programas de creators e afiliados, mostra o que realmente move vendas no marketing de influência brasileiro. O estudo analisou mais de 160 marcas D2C, 4,4 milhões de pedidos e R$935 milhões em vendas entre julho de 2025 e junho de 2026, com atenção especial ao período de Black Friday. Você pode acessar o estudo completo clicando aqui.
O dado central mostra que não é o influenciador de milhões de seguidores que sustenta o canal, mas sim os creators engajados. Segundo o levantamento, 90% das vendas por influência vêm de criadores que já têm relacionamento contínuo com a marca. E esse grupo vende até 8,5 vezes mais pedidos que um perfil novo na base. Ticket médio segue a mesma lógica: creator engajado também vende um valor mais alto, em média 1,2 o ticket de um creator mediano.
A pesquisa também mede o efeito de ampliar a base de criadores, e não só de mantê-la. Marcas que cresceram a base em mais de 20% tiveram um salto de GMV de 4,19 vezes. Quem manteve a base parada, cresceu só 1,43 vez. Na Black Friday, esse efeito ficou ainda mais evidente. Marcas que recrutaram mais creators cresceram 98% em vendas totais, contra 40% das que reduziram esse investimento.
Segundo o estudo, uma base de creators engajados leva cerca de quatro meses pra amadurecer. E 85% dela se constrói até o sexto mês de trabalho. Sendo assim, agora em agosto é o timing perfeito pra quem quer chegar na Black Friday de 2026 com a comunidade pronta pra comprar.
“O mercado de influência do futuro é rentável, escalável e previsível, com dados. Faltava uma pesquisa que mostrasse as especificidades do mercado nacional. Temos agora um retrato coerente do mercado D2C brasileiro, mostrando o que há de comum nas marcas que mais crescem”, afirma Armando Nader, cofundador da Pilea Labs.
Análise YOUPIX
Os números da Pilea sobre creators engajados com a marca ganham ainda mais peso quando cruzados com o que a YOUPIX e a Nielsen encontraram no estudo O Efeito da Influência no Consumo 2026: 81% dos brasileiros já compraram algo recomendado por um influenciador. E 7 em cada 10 dizem que essa recomendação teve peso real na decisão de compra. Esse é um padrão de consumo consolidado, atravessando gênero, idade e classe social.
O ponto de conexão mais importante entre as duas pesquisas é justamente o que a Pilea traz: analisar só o clique final e uso de cupom é importante, mas é necessário prestar atenção na jornada. O estudo da YOUPIX mostra que 80% dos consumidores continuam decidindo fora do link, pesquisando o produto, salvando o post pra comprar depois, guardando o nome da marca pra quando o bolso permitir. O trabalho que o creator faz não aparece na hora, mas semanas depois, num canal diferente de onde a pessoa viu o conteúdo pela primeira vez.
É por isso que a base de creators engajados vale mais do que o influenciador bombado do momento. É ela quem constrói a confiança que sustenta a decisão de compra antes mesmo dela acontecer. As marcas que enxergam isso investem com mais assertividade.