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O mercado de influência no Brasil nunca esteve tão quente

E, ao mesmo tempo, tão exigente…

Os números falam por si: somos o segundo país do mundo com mais posts patrocinados e o primeiro em número absoluto de creators ativos no Instagram, representando 15,8% da base mundial (Fonte: Influencer Marketing Hub, 2025). Mas, enquanto a narrativa ainda gira em torno de ter milhões de seguidores e sempre embarcar nos vídeos virais, há um movimento mais silencioso (e decisivo) acontecendo nos bastidores: a profissionalização da Creator Economy. O Grupo Farol nos escreveu contando um pouco do que eles têm feito pra fazer o nosso setor caminhar como um todo e pra mostrar como registrou um crescimento de 80% no faturamento no primeiro semestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, e projeta faturar R$ 200 milhões até o fim do ano.

A nova leva de talentos anunciada pela empresa — Giovanna Ferrarezi, Cela, Aline Gotschalg, Ivan Moré, Paloma Tocci, Lucas Selfie e a cabeleireira mais seguida do mundo, Gue Oliveira — não é apenas uma expansão de portfólio, mas representa um recorte claro da diversidade que está moldando a nossa Creator Economy.

De acordo com a Ana Scavazza, Diretora de Talentos do Grupo Farol, “Mais do que um impacto em faturamento, a chegada desses nomes representa diversificação e amadurecimento dentro da Creator Economy. Estamos falando de um mercado que cresce e se profissionaliza a cada ano, com criadores cada vez mais especializados, consistentes e comprometidos com seus conteúdos.”

Temos falado bastante aqui na YPX sobre a importância de levar a diversidade em conta de verdade, não só como bandeira em datas comemorativas, porque o papo vai muito além da “lacração”: estamos falando de um país gigantesco, com dimensões continentais, que precisa olhar pra fora do sudeste se quiser crescer pra valer. Assim, a agência aposta na variedade real de perfis, profundidades e caminhos dentro do universo creator. A Farol enxerga esses movimentos como o novo padrão: creators que tratam a influência como carreira profissional, não mais como um hobby descolado.

Nesse sentido, a busca da empresa por creators diz muito sobre o momento do mercado. Não basta “performar” (palavra que tá na moda): é preciso ter propriedade narrativa, domínio de planejamento e estratégia, constância criativa e, sobretudo, propósito e autenticidade. Um exemplo direto é o de uma creator queridíssima, que já apareceu muito como exemplo nas nossas comunicações: a Giovanna Ferrarezi combina repertório em marketing, uma visão autoral e especialização em direção criativa. A Farol entende que o verdadeiro valor do creator não está só no alcance, mas na capacidade de transformar conteúdo em relevância. E isso exige estudo, estratégia e aprendizado contínuo, atributos que o nosso mercado, que também está amadurecendo, começa a cobrar cada vez mais.

Outro ponto que diferencia a empresa é a forma como ela trabalha a carreira dos talentos. Em vez de enxergar o creator como uma engrenagem de #publi, a Farol opera como ecossistema: conecta televisão, eventos, audiovisual, produtos, cursos, literatura e projetos especiais de acordo com o nicho de cada profissional. O creator, que muitas vezes atua de maneira solitária, ganha um agente aliado a um time que pensa estratégia, posicionamento e narrativa. Os resultados mostram alinhamento entre discurso e prática: mais de 200 talentos exclusivos e crescimentos expressivos em segmentos como páginas e comunidades (+68%), moda/beleza/luxo (+43%), gastronomia (+20%) e, especialmente, games e esportes (+285%).

“Essa chegada simboliza exatamente isso: variedade de perfis, temas, segmentos e formatos, além de um movimento de criadores que enxergam essa como uma carreira de fato, com propósito e consistência”, acrescenta Scavazza.

Análise YOUPIX: o que isso diz sobre o mercado como um todo

O anúncio desses nomes escancara uma tendência decisiva da Creator Economy brasileira: a fase do improviso acabou. O nosso mercado está entrando num ciclo de profissionalização, em que a profundidade do conteúdo começa a pesar mais que a viralização. E players como o Grupo Farol, que investem em estrutura, estratégia e construção de longo prazo, apontam os caminhos que o resto do mercado pode seguir.

Na intermediação entre marcas e creators, o agente não é visto como vendedor, mas sim como guardião de coerência. A Farol opera como uma espécie de “brand safety ampliado”: garante que o creator se associe às marcas com feat. no conteúdo, que a mensagem faça sentido pra comunidade e que a campanha evolua de forma estratégica. É um investimento no valor do creator, movimento que melhora o resultado para todos os lados no nosso mercado.

Num país com mais de 3,8 milhões de creators no rumo da profissionalização, crescer vai exigir mais do que criatividade pra viralizar: vai exigir planejamento e estratégia. A nossa Creator Economy (finalmente) está amadurecendo.

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