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Relevância pra além do hype: O que os dados dizem sobre influência e consumo

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O desconforto ao ouvir repetidas vezes, pelo menos no último ano, que “o mercado de influência está saturado” nos provocou a provar nossas constatações e teses através de dados. E, para a surpresa de alguns, eles dizem exatamente o contrário: a influência nunca esteve tão consolidada. Em parceria com a Nielsen, desenvolvemos uma pesquisa que explorou mais a fundo os hábitos e padrões de consumo daqueles que são impactados pela influência de criadores de conteúdo e influenciadores digitais. Os números falam por si: 80% dos consumidores já compraram algo por indicação de um influenciador. E mais do que isso: 45% afirmam que suas expectativas foram superadas após essas compras.

Esses dados não nos dão nenhum indício de saturação 👀. Talvez o problema não seja a influência em si, mas sim a forma como a indústria a tem utilizado.

De onde vem o poder da influência?

Influência é sobre identificação, confiança e conexão. O consumidor se sente mais próximo dos criadores que compartilham seus valores, estilos de vida e interesses. Tanto que 87% dos entrevistados dizem que é importante que um influenciador tenha opiniões e valores alinhados aos seus.

Isso reforça uma verdade inconveniente para quem ainda trabalha com influência de maneira superficial: número de seguidores não define influência. Não adianta contratar apenas os nomes mais “hypados”. O que move a decisão de compra são os especialistas de nicho para 52% dos entrevistados, que são aqueles que dominam um assunto e são percebidos como referência, enquanto celebridades só 1%.. Os dados comprovam: consumidores confiam mais em micro (10k-50k) e influenciadores médios (50k-100k) do que em grandes famosos.

Ou seja, as marcas precisam parar de apostar apenas na trend do momento e começar a focar na relevância dentro dos territórios e comunidades certas — algo que não se constrói apenas no Instagram. Afinal, o consumidor está cada vez mais fragmentado, dividindo sua atenção, intenção e tempo entre diversas plataformas. Criadores e marcas nem sempre acompanham esse movimento. O YouTube, por exemplo, é a rede que impacta todas as faixas etárias de consumidores, mas apenas 29% das marcas direcionam seus investimentos para #publi.

O erro não está na publicidade, mas na falta 
de estratégia

Se os consumidores já confiam e compram a partir de recomendações de influenciadores, por que ainda há reclamações sobre excesso de publicidade? A resposta está na forma como essa publicidade é feita.

27% dos entrevistados dizem se incomodar com o excesso de #publi, mas isso não significa rejeição à publicidade em si. O que incomoda é a publicidade sem criatividade, sem conexão e sem entrega de valor. A falta de autenticidade é o verdadeiro problema.

A pesquisa reforça que o que mais motiva uma compra não é simplesmente um post patrocinado, mas sim a forma como o produto é apresentado. Entre os principais fatores que impulsionam a compra, estão: 

Por outro lado, o que mais desestimula
a compra são:

Falas artificiais e pouco autênticas na #publi

O consumidor quer ser convencido, mas quer ser convencido com inteligência. Ele quer sentir que a recomendação do influenciador faz sentido dentro do contexto daquele conteúdo e daquela comunidade. Participar da conversa ao invés de interromper, saca?

#Publi não é problema. É solução

Transparência gera confiança. O consumidor entende que publicidade faz parte do jogo e não vê problema nisso, desde que seja feita com clareza. 39% preferem que influenciadores assumam abertamente suas parcerias porque sabem que isso é obrigatório por lei. E 26% confiam mais em recomendações quando sabem que há um contrato envolvido.

Ou seja, o desafio não é “disfarçar” a publicidade. O desafio é torná-la interessante, coerente e relevante. Bora sinalizar mais as publis?

Influência é jornada, não atalho

Outro erro comum das marcas é achar que influência serve apenas para conversão direta. Mas a pesquisa mostra que os influenciadores têm um papel essencial ao longo de toda a jornada de compra – do awareness até a decisão final.

  • 66% já compraram e testaram novas marcas por indicação de um influenciador;
  • 52% se sentem mais seguros em utilizar marcas usadas por criadores;
  • 43% afirmam que sempre sentem vontade de comprar ao ver um influenciador promovendo uma marca;
  • 62% já utilizaram um cupom ou link de desconto fornecido por um influenciador, mostrando que os criadores são um canal poderoso para facilitar a conversão.

Mas se a marca quer resultados reais, precisa investir além de um único post patrocinado.Influência funciona com consistência, recorrência e pensamento estratégico. Como bem a YOUPIX sempre pontua: “um post no feed e três stories não vão resolver.”Não há saturação, há falta de inovação

Não há saturação, há falta de inovação

O que os dados deixam claro é que o problema não é o excesso de publicidade ou a saturação do marketing de influência. O problema é o excesso de fórmulas iguais.

Os influenciadores continuam sendo peças-chave na construção de marcas e na decisão de compra dos consumidores. Mas, para funcionar, o mercado precisa sair do piloto automático. Chega de contratar pelo hype. Chega de briefings engessados. Chega de estratégias rasas.

Os consumidores já deram o papo. O ano está só começando, ainda dá tempo de repensar suas estratégias, rever sua curadoria de creators e redirecionar suas ações para caminhos mais efetivos.

Escrita: Bruna Hasclepildes

Pesquisa, tendências e insights na YOUPIX

E se você precisa de dados para comprovar o poder da influência?

Clique no link abaixo e acesse nossa pesquisa completa!

https://www.youpix.com.br/pesquisa-shopper-2025-download

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