Modelo de Hollywood busca profissionalizar de vez a relação entre marcas e creators
Flávio Santos e Ricardo Silvestre (Foto: Jordan Vilas)
Se você faz parte do ecossistema da Creator Economy, sabe que um dos maiores obstáculos dos creators é a #publidependência. Hoje, o creator é uma empresa e, conforme o mercado amadurece, a estrutura de gestão de carreira precisa dar o mesmo salto.
Pensando nisso, Ricardo Silvestre (da Black Influence) e os sócios da MField — Flávio Santos, Gabriel Lima e Victor Godoy — anunciaram o lançamento da ERA. A nova operação foca em um modelo já super consolidado nas grandes agências de Hollywood, mas inédito no Brasil: o de talent company.
A proposta deles é trabalhar como uma boutique (olhando para curadoria e relevância cultural, não volume de casting) para gerir carreiras, marcas pessoais e, principalmente, estruturar novas fontes de receita além do ecossistema tradicional de publicidade – como licenciamentos, propriedade intelectual e branded entertainment.
“Enquanto o mercado se inunda de agências de casting, percebemos que faltava uma estrutura que realmente transforme a audiência de talentos em patrimônio duradouro. Chega de improviso”, aponta Ricardo Silvestre, que assume como CEO da ERA. As agências Black Influence e MField continuam operando de forma 100% independente; a ERA chega como um terceiro negócio dos empreendedores.
Para as marcas, o modelo propõe uma troca justa de lógica: sair da contratação de posts isolados para construir presença cultural em parcerias de longo prazo. Em vez de comprar uma inserção padrão no meio da timeline, as marcas passam a co-cocriar projetos onde o creator atua de forma estratégica, desde a criação da campanha ou até de um produto atrelado à sua imagem.
Análise YPX
Depender do orçamento de marketing das marcas é um risco gigante pros creators. O lançamento da ERA chama atenção porque ataca exatamente essa dor – compartilhada por muitos que precisaram até voltar pro CLT, né?
Quando o nosso ecossistema passa a olhar pra audiência não apenas como métrica, mas como base pra construir marca, todo o mercado ganha maturidade e novas possibilidades de negócios.
Pro lado das marcas, essa movimentação é um alívio: o mercado tá saturado e, comprar inserção avulsa nas redes entrega cada vez menos eficiência. Ter uma estrutura profissionalizando contratos de longo prazo e segurança jurídica facilita investimentos maiores, transformando creators em parceiros estratégicos de negócios de verdade.
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