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Uma olhadinha rápida no primeiro dia de SXSW👀

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YOUPIX tá de volta no SXSW 🤩E o que será que devemos ter de mudanças nos macro temas do evento pra essa edição?

Do nosso lado, a principal novidade é que o Sebrae tá oferecendo essa cobertura pra você! Esse fechamento permitiu a gente levar reforços pra Austin, nada mais justo, tendo em vista que a trilha sobre Creator Economy finalmente CRESCEU!

Em 2025, quem acompanhou a nossa cobertura viu como o mercado avaliou o cenário da época como a melhor época para ser um creator – ou, no caso das marcas, pra agir como um. Uma das razões que ajuda a explicar esse momento da Creator Economy é o YouTube ocupar o lugar da televisão tradicional na vida de muita gente, tanto pelo formato de consumo ser o mesmo (TV na sala), como pela possibilidade de abocanhar parte da audiência. 

Outro lance é que quando as marcas se unem a creators, seja pra cocriar, ou “emprestar” a audiência deles, se humanizam e geram conexão direta com o público. Mas a real é que marcas e creators ainda não dançam em perfeita sincronia, por isso, estamos de olho no baile que o SXSW preparou pra nós – afinal, os players da Creator Economy precisam crescer juntos, né?

O poder criativo de deixar ir

Charlie Engelman é um creator e comunicador científico que passou sete anos tentando fazer carreira na internet, até que encontrou seu lance com o Odd Animal Specimens, um canal dedicado a analisar animais preservados (tipo em um fóssil) e contar a história daquele ser. 

O curioso do Charlie é que ele foi apresentador da série Weird But True! da National Geographic, então você pode se questionar como ele não “deu certo” antes, se tinha uma baita estrutura e um canal grande por trás. Acontece que nem um nem outro são garantias de sucesso. 

O segredo pra ele se encontrar foi dar um grande reset no seu conteúdo, literalmente. Ele decidiu começar do zero. Segundo o insight da nossa correspondente Ale Miranda, o grande passo de Charlie foi desapegar de ser um “apresentador de TV no YouTube” (mesmo que premiado pelo Emmy) para se tornar um “cientista de retenção”.

O tema que ele aborda é diferente, peculiar, mas até aí ele já fazia isso. Ou seja, o problema não era o conteúdo em si, mas talvez o formato. Ele criou uma identidade própria: fundo azul, luvas, um espécime real de animal preservado e uma história curiosa sobre aquele ser vivo.

Ainda, ele é calminho, acreditam? Um tapão na cara da turma que se desespera pra chamar atenção nos primeiros 3 segundos de vídeo. Não precisa de palhaçada ou de se colocar em perigo. Só precisa ser interessante de verdade. 

Hoje, o Charlie posta o mesmo conteúdo em todas as redes, e conta que essa estratégia funciona pra ele por ter um formato muito único – ou seja, não é regra, tá?

Um ótimo exemplo de como, na Creator Economy, muitas vezes o que escala não é o assunto, mas o formato.

Por fim, desistir nem sempre é falhar… pode ser uma baita decisão estratégica. 

Quem é dono da verdade?

Se você tem acompanhado as YPX News em 2026, já percebeu que uma das pautas que serão recorrentes por aqui é o lance do que é verdade. Ou pós-verdade. Ou fake News? Ou fake News culposa, quando não há intenção de espalhar desinformação, mas a gente caiu num vídeo de IA ou qualquer coisa assim. 

Nesse painel, a jornalista Tara Palmeri explica que o modelo antigo de grandes canais de comunicação pautando o que era notícia… ruiu. Acontece que, diferente do que pode parecer a lógica, o poder da informação não caiu no colo do creator, mas foi tomado pelo algoritmo. 

E, como a gente aponta por aqui, o jornalismo precisa pular no barco da Creator Economy se quiser retomar o poder sobre a informação – não um poder maléfico, mas o poder de informar com qualidade e responsa. Agora, jornalistas precisam construir suas comunidades diretas pra sobreviver. Talvez seja uma missão difícil transmitir as notícias em primeira mão trabalhando como um creator, mas cobrir a conversa que já tá rolando é perfeitamente possível. Seria então o caminho do jornalista, a partir de agora, ser independente? Tara afirma que não é bem assim:

“Não sou tão independente assim. Eu dependo do algoritmo para aparecer no Google, Substack, Instagram… se uma árvore cai na floresta e ninguém ouve, quem se importa?”

Imran Ahmed, CEO do Centro para o Combate ao Ódio Digital (CCDH) e parceiro de Tara no painel, também falou sobre o roteiro de pessoas mal intencionadas para hackear a atenção na internet: postar algo bizarro ou ofensivo; reação em massa de pessoas indignadas; o algoritmo recompensa o conteúdo porque não entende crítica, mas engajamento; e, com a repetição, a ideia deixa de parecer chocante e muda a percepção na realidade de milhões de pessoas. 

A questão com essa “matemática hacker” é que, na Creator Economy, o custo de produzir uma mentira é quase zero. O custo da verdade envolve a checagem de fatos do jornalista, o que é um processo caro e, muitas vezes, lento.

Capitalismo comunal: o que a Gen Z estadunidense explica sobre o sistema econômico

Andrew Yohanan, estrategista da Kantar, falou sobre a anáçose que mostra como a Gen Z está mudando a lógica do capitalismo individualista para o capitalismo da comunidade. 

O estudo partiu da premissa econômica de que a Gen Z foi “passada pra trás”: com salários estagnados e o custo de vida (principalmente de moradia) altíssimo, o “Sonho Americano” tradicional ficou inacessível. 

Se o sistema não funciona para o indivíduo, eles recorrem ao… coletivo. 

E é assim que a Gen Z está distribuindo seus custos de vida entre amigos, familiares e outros tipos de comunidade: dividir casa entre amigos, fazer compras de mercado em atacado com vizinhos e até compartilhar senha de streaming tá nesse bolo. 

A partir do estudo de comportamento, Andrew chama atenção para o que deve ser a nova estratégia das marcas. Ao invés do clássico “Compre agora!”, a marca ganha pontos dizendo “Sabemos que você está economizando, então aqui está como fazer nosso produto durar mais” ou “Aqui está como dividir esse custo com 3 amigos”.

No caso do creator, ele não pode ser o ostentados, mas o parceiro na prestação de contas, incluindo na hora de indicar o produto com o melhor custo benefício. 

Por fim, Andrew destaca que não existe um único perfil na Gen Z. Parece ser o fim do Marketing de Massa de uma vez por todas. 

✨ Insight do Sebrae ✨

A parceria entre o Sebrae e a YOUPIX parte de um ponto de convergência muito claro: o encontro entre economia criativa, empreendedorismo e influência digital. A YOUPIX é hoje uma das principais referências no Brasil quando se fala em cultura de creators e mercado de influência, dialogando diretamente com influenciadores, criadores de conteúdo e novos empreendedores da economia digital.

O SXSW, por sua vez, é um dos maiores eventos globais de inovação, criatividade e tecnologia, reunindo tendências que impactam diretamente a forma como pessoas criam, comunicam, empreendem e constroem negócios no ambiente digital.

Nesse contexto, a parceria permite que o Sebrae traduza os aprendizados e tendências do SXSW para o ecossistema brasileiro de pequenos negócios e criadores, ampliando o acesso a conteúdos estratégicos sobre inovação, novas economias e oportunidades de mercado. Ao mesmo tempo, fortalece a conexão entre influência, criatividade e empreendedorismo, temas cada vez mais centrais para quem cria, comunica e transforma ideias em negócios.

Em outras palavras, trata-se de uma colaboração que aproxima dois universos que hoje caminham juntos: o dos criadores de conteúdo e o dos empreendedores da nova economia.


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Ontem foi apenas o primeiro dia de SXSW e a gente ainda tem muuuuito pra ver e mostrar. A trilha sobre Creator Economy conquista mais espaço a cada ano e… vamo combinar que o nosso mercado permeia todas as outras trilhas, né?

Pra ficar por dentro das infos, acompanhe nosso Insta. Esse é um resuminho da News que enviamos diariamente por email durante o festival. Os perrengues chiques você encontra no Insta de Rafa, Ale, Gabi e Luiz 🙂

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