Projeto prepara a nova geração para a Creator Economy, oferecendo acesso à mesma plataforma utilizada pelo mercado corporativo para estratégias de dados e monitoramento

A Creator Economy está, de vez, entrando na sala de aula (ufa!). E não só no conceito bonito, mas trazendo prática de mercado. A parceria entre a FAAP e a Spark leva para dentro da Universidade uma das ferramentas mais usadas hoje no marketing de influência: a Sprout Social, plataforma global que conecta dados, estratégia e creators em campanhas de ponta a ponta.
Isso significa agregar a responsabilidade do mundo acadêmico ao universo do digital que, muitas vezes, cresce desgovernado em seus conteúdos.
Vale o contexto: a Spark é uma das maiores powerhouses de marketing de influência do país, com atuação direta na construção de estratégias influencer first para marcas gigantes. A FAAP entra como parceira porque entende que já não dá mais pra formar profissionais de comunicação sem domínio técnico, leitura de dados e entendimento real da Creator Economy. Essa união faz sentido justamente por cortar o caminho entre academia e mercado – uma ótima pedida pra todos os players, do creator ao executivo da marca.
Mas o que é a Sprout Social?
A plataforma atende mais de 30 mil clientes em mais de 100 países e já foi eleita duas vezes a melhor plataforma de marketing de influência do mundo. A partir de 2026, ela passa a fazer parte da formação dos alunos de Publicidade, Jornalismo e Relações Públicas da FAAP, dentro do programa Business Communication and Media — inclusive no TCC.
Na prática, os estudantes vão usar a mesma tecnologia que marcas e agências já usam no dia a dia.
Isso importa porque a Creator Economy amadureceu e tá, cada vez menos, aceitando improvisos. Hoje, decisões são tomadas com base em dados, análise de performance, impacto de marca e leitura estratégica de creators por nicho. Com a Sprout, os alunos aprendem a planejar campanhas, medir impacto e a transformar influência em resultado, que é exatamente o que o mercado cobra.
Mais do que ensinar “como funciona”, a iniciativa forma profissionais já prontos pra operar dentro da lógica atual da influência digital, onde criatividade e dados andam juntos. Essa parceria sinaliza algo importante: a influência deixa de ser improviso pra agregar visão de negócio desde a formação.
Análise YPX
Faz todo sentido a Creator economy invadir o ambiente acadêmico (e vice-versa) porque é ali que dá pra resolver uma contradição central do nosso mercado: a internet dita linguagem, ritmo e comportamento, mas ainda falta método, estratégia e, principalmente, responsabilidade.
Pensando nisso, em junho deste ano, a YOUPIX se juntou com a Sato Rahal e a ESPM para oferecer uma Pós-Graduação em Creator Economy!
Dividido em disciplinas que abordam Marketing, Estratégia e Gestão, Consumo e Experiência do Consumidor, Comunicação, Criatividade e Inovação em Negócios, além de Liderança, Marketing Digital e Data Science, a formação é indicada para profissionais que atuam na Creator Economy, gestores de projetos e parceiros do mercado, além de executivos de conteúdo e inovação.
Se a gente fala em transformação total do funil da publicidade, em crise de confiança no jornalismo, é porque a Creator Economy engoliu o mercado tradicional e, os profissionais que se formaram na última década, ainda não aprendem na formação acadêmica a lidar com essas transformações. Aprendendo na tentativa e erro, meio no escuro, acontece de a gente mais tropeçar do que acertar.
Pensando nisso, aproximar os creators da universidade não é cair no papo de “Faculdade da Influência”, mas organizar o caos que o nosso mercado se tornou – calma, tá tudo bem, faz parte do processo. Falta estimular o pensamento crítico, algo que se aprende no ambiente acadêmico, juntando com a estratégia que os players mais antenados do nosso mercado aprenderam, na prática, a desenvolver. Já parou pra pensar no alcance e impacto que essa fusão pode gerar?
Quando a academia se abre para essa linguagem, ela deixa de ver a internet como superficial e passa a formar profissionais capazes de criar conteúdo relevante sem abrir mão de ética, responsabilidade e visão de longo prazo.