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Como Criar Marcas Autênticas para Comunidades de Fãs: A Estratégia da Crunchyroll

A palestra explora como a Buck Design reimaginou a marca Crunchyroll através de um rebrand profundo que integra elementos da cultura anime e manga. O trabalho inclui sistema de glifos personalizados, identidade sonic, ilustrações manga comissionadas e um personagem principal (Himea) que transcende a função de mascote para se tornar embaixadora autêntica da marca. A estratégia enfatiza intenção criativa em cada detalhe para gerar conexão genuína com comunidades de fãs.

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O conteúdo a seguir é a recapitulação da palestra Brand Design para Entretenimento Baseado em Fãs: Storytelling, Motion Systems e Autenticidade Global, que aconteceu no SXSW 2026. O resumo foi gerado pelo Claude.


Palestrante:

Palestrantes da Buck Design Company – Estúdio de design especializado em inovação, storytelling e sistemas de marca para empresas de tecnologia e entretenimento


Tá sem tempo? Leia só isso:

A palestra explora como a Buck Design reimaginou a marca Crunchyroll através de um rebrand profundo que integra elementos da cultura anime e manga. O trabalho inclui sistema de glifos personalizados, identidade sonic, ilustrações manga comissionadas e um personagem principal (Himea) que transcende a função de mascote para se tornar embaixadora autêntica da marca. A estratégia enfatiza intenção criativa em cada detalhe para gerar conexão genuína com comunidades de fãs.


O que rolou:

O apresentador iniciou contextualizando o rebrand da Crunchyroll, começando com a desconstrução do logo e seu símbolo principal (um olho). Explicou como pesquisa profunda com o fundador original validou a intenção visual. Em seguida, detalhou a criação de um sistema de glifos inspirados em técnicas de manga e anime (efeitos de linha, screen tone, expressões hiperbólicas). Apresentou o sistema sonic desenvolvido com Buck, criando sons únicos para cada glifo. Introduziu Himea, um yokai de raposa de 112 anos que vive entre mundos anime e humano, transformada de mascote para personagem com backstory completo. Exibiu exemplos de execução em campanhas (Delta partnership, campanha ‘Ordinary’), seguidos por case studies de outras marcas (Brawl Stars, League of Legends, Sims 4, Spider-Verse, Genshin Impact) mostrando como aplicar motion systems, design systems expressivos e storytelling autêntico. Finalizou com Q&A abordando a diferença entre content e marketing, e como deslocar cultura globalmente sem homogeneização.


Bom insight:

Content é uma convite para participação na narrativa, não um cartaz de venda – quando você dá ativamente em vez de colocar sinais, está convidando pessoas a se juntarem à jornada e a se sentirem parte da descoberta.


Outros pontos importantes:

  • Sistema de Glifos Estilizados: Desenvolvimento de alfabeto visual baseado em técnicas manga (effect lines, screen tone, mochi characters) integrado em toda comunicação de marca, funcionando como elementos de design independentes
  • Sound Design Estratégico: Criação de identidade sonic única com sons para cada glifo, construindo camadas de áudio que refletem a jornada do fã através dos diferentes gêneros de conteúdo
  • Personagem como Extensão de Marca: Transformação de mascote em personagem multidimensional (Himea) com lore completo, amigos (Sudachi, Yuzu) e presença nas redes sociais contando histórias autênticas
  • Design Systems Vivos (Living Brands): Criação de toolkits e sistemas de expressão complexos que permitem comunicação em escala mantendo consistência, flexibilidade e relevância cultural em múltiplos mercados e plataformas
  • Easter Eggs e Fandom Engagement: Estratégia de ativar comunidades através de detalhes ocultos, conteúdo gerado por fãs e narrativas que recompensam observação atenta (caso Brawl Stars: 42 dias de conteúdo 24h com geração processual)
  • Content vs. Marketing: Toda execução (trailers, gráficos estáticos, experiências) deve comunicar algo mais profundo que venda – marketing como contribuição à narrativa, não interrupção publicitária

Pra fechar:

A autenticidade em design de marca para comunidades de fãs não vem de fórmulas, mas de intenção genuína em cada pixel, som e movimento – estude sua audiência profundamente, respeite a cultura que a circunda, e construa mundos, não anúncios.

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