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Pesquisa Vozes da Influência mostra um mercado mais profissional

A pesquisa Vozes da Influência revela os desafios da Creator Economy no Brasil — mas, mais do que crise, mostra um mercado em amadurecimento e profissionalização.

A pesquisa Vozes da Influência revela os desafios da Creator Economy no Brasil — mas, mais do que crise, mostra um mercado em amadurecimento e profissionalização.

A pesquisa “Vozes da Influência” mal saiu e já deu o que falar. A gente viu uma galera por aí falando de crise, desgaste, pressão, falta de transparência, relações problemáticas com marcas e plataformas. Quem tá por fora da Creator Economy, até acha que o mercado tá numa fase ruim e não é bem assim que a banda toca.

O mercado de influência cresceu muito rápido e agora tá lidando com o próprio tamanho. Hoje, o Brasil tem cerca de 500 mil creators com mais de 10 mil seguidores. Esse número já supera o total de médicos e engenheiros civis no país, consolidando a criação de conteúdo como uma categoria econômica de peso.

Além disso, é um mercado que movimenta mais de R$20 bilhões anualmente. E não para por aí: mais de 75% dos consumidores já compraram alguma coisa por recomendação de creators. Então, onde tá o problema?

A pesquisa reúne relatos de creators sobre insegurança financeira, pressão por performance, relação difícil com marcas, dependência de plataforma e impacto direto na saúde mental de quem trabalha com isso.
Nada de novo sob o sol. O que mudou foi a frequência e o peso que isso passou a ter na rotina de quem trabalha com isso. Como diria Tio Ben: com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.

Creator ou influenciador?

Uma das coisas que chamou nossa atenção na pesquisa é a forma como os próprios creators falam sobre o nome da profissão. Existe uma resistência ao termo “influenciador”, muito associado a consumo, superficialidade e publicidade sem critério. No lugar, entram outras formas de se definir — criador, comunicador, artista — numa tentativa de reposicionar o trabalho a partir do conteúdo que ele produz.

Isso não é crise de identidade, mas sim uma forma de tentar dar nome àquilo que faz. Como o crescimento do mercado, veio também a necessidade de se diferenciar dentro de um ambiente que ficou grande demais e passou a misturar perfis, formatos e níveis de responsabilidade muito diferentes.

Com as marcas, é mais do mesmo

Na relação com marcas, a pesquisa traz coisas que a gente já conhece de cor e salteado: prazos longos de pagamento, pouca transparência, interferência excessiva em conteúdo e desalinhamento entre briefing e audiência.

Mas ao invés de aceitar tudo porque precisa, agora o movimento do mercado tá um pouco diferente – o que mostra mais uma vez esse amadurecimento da profissão.

Tem mais gente recusando campanha, negociando formato, tentando manter coerência com o próprio conteúdo. Em muitos casos, isso encarece, alonga ou até inviabiliza projetos.

Com as plataformas, também

A relação com plataformas também aparece na pesquisa. Os relatos são de instabilidade, falta de previsibilidade e ausência de suporte em momentos críticos. Mudanças constantes algoritmo e dificuldade de entender critérios de alcance tornam o trabalho mais difícil de planejar. Ao mesmo tempo, é ali que tudo acontece.

Como a gente sempre fala por aqui: não construa seu prédio em terreno alugado. A gente sabe que, na prática, muita gente ainda concentra tudo em uma plataforma só. Mas no longo prazo isso cobra um preço.

O que você faria se a sua principal conta caísse hoje? Por isso, construir um IP pode te ajudar a não ficar tão dependente tando das plataformas quanto das publis.

Mais responsabilidade com o conteúdo

O estudo “Vozes da Influência” também mostra que o amadurecimento deixou os creators mais criteriosos com o que publicam. Entre as boas práticas que eles adotaram, estão:

  • Rigor e Checagem: uso de consultores técnicos pra validar informações e a busca por fontes verificáveis.
  • Transparência e Ética: recusa de propostas publicitárias de produtos nocivos ou que não se alinham aos valores do creator.
  • Responsabilidade Social: uso do alcance digital para promover educação e debates de interesse público.

Isso por si só, já é um grande avanço. Estamos assistindo um mercado inteiro amadurecer e se profissionalizar diante de nossos olhos. A gente que tá aqui desde que tudo era mato, tá até emocionado com esse movimento!

Inclusive, pras novas gerações, a criação de conteúdo virou um caminho real de ascensão, ocupando o lugar que antes pertencia ao sonho de ser jogador de futebol. É uma carreira que oferece autonomia, visibilidade e a chance de transformar paixões em negócios lucrativos a partir de qualquer lugar do país.

Nossos 5 centavos

No fim, essa pesquisa mostra que não é um mercado em crise, mas sim um mercado que cresceu. Tem mais gente vivendo disso, mais dinheiro circulando, mais impacto real. E, junto com tudo isso, mais responsabilidade, mais negociação e menos espaço pra fazer tudo no automático.

Os problemas que aparecem ali não são novidade, mas agora todo mundo tem a oportunidade de olhar pro que pode melhorar e fazer esse mercado amadurecer cada vez mais. A Creator Economy tá se organizando. E isso, por mais desconfortável que seja no processo, é exatamente o que faz o mercado evoluir.

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