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Instagram, YouTube e Snapchat: o que um creator precisa fazer nos primeiros 90 dias

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Saiba o que rolou no Dia 03, com destaque pra palestra que prometeu E ENTREGOU TUDO MESMO

Simplesmente executivas do Instagram, do Snapchat e do YouTube subiram juntas no palco pra dar dicas sobre o que um creator deve fazer nos primeiros 90 dias nessas plataformas. Anota as dicas:

📷Instagram: recorrendo ao bom e velho funil

Imagina cada formato dentro de um funil de conteúdo. O reels é o topo do funil, o principal formato pra alcançar pessoas que ainda não te seguem. O objetivo, nesses primeiros três meses, é testar formatos, ganchos, estilos de vídeo e temas diferentes.

Tanto os stories quando a DM representam o fundo do funil. É aqui que se constrói e aprofunda o relacionamento com a audiência. Por isso, é importante responder comentários e DMS, provocar com enquetes e perguntas nos stories e pedir a opinião da audiência.

Katie Sollenberger, da Meta, recomendou ao creator ser “obcecado pela sua comunidade”, porque são pessoas que depois viram clientes, assinantes ou fãs. Ela também falou sobre o creator que queima a largada, sai postando horrores nas primeiras semanas e depois some. O algoritmo gosta de previsibilidade…

Sendo objetivo, ela recomenda de 3 a 5 reels por semana e stories todos os dias. Mas ressalta que é melhor uma frequência baixa, mas duradoura, do que nenhuma. A ideia é adotar o ritmo que você consegue manter na pior semana, não na mais produtiva.

🤳Snapchat: aposte na proximidade

A rede social não é mais tão usada no Brasil depois que os stories surgiram no Instagram – mas foi uma febre absurda quando surgiu, porque deu pra juventude da época o gostinho de um close friends pela primeira vez.

E é sobre isso mesmo que é o Snap! Brooke Berry, que representou a plataforma no painel, falou sobre como os creators são “melhores amigos profissionais”, já que o público acompanha a rotina muito mais de perto.

📺YouTube: a biblioteca na internet

Cerca de 50% do watch time orgânico vem de vídeos com mais de 90 dias.

Ou seja, o conteúdo continua sendo descoberto meses ou anos depois. Por isso, nos primeiros meses, o foco deve ser construir catálogo com conteúdo evergreen. Você também não precisa postar todo dia lá, porque o mais importante é ser previsível (definir a sua frequência semanal e sempre postar nos mesmos dias e horários).

Os Shorts são uma ótima porta de entrada pra quem tá começando: são conteúdos fáceis, rápidos e o formato já é conhecido dos creators.

Já os vídeos longos servem pra aprofundar os temas. É aqui que se constrói autoridade e fideliza a audiência.

A Julia, que representou a plataforma, sugere começar com os Shorts pra ganhar tração e ir adicionando o formato longo conforme o tempo e estrutura disponíveis. Ah, sem esquecer que os Shorts funcionam como teasers dos vídeos longos!

E a gente nem precisa dizer que todo bom vídeo no YouTube começa com uma Thumb e um título bem pensados, né?

Sobre as métricas, foque na retenção da audiência, anotando o momento em que as pessoas param de assistir o vídeo; em quanto tempo elas ficam no vídeo; de onde a audiência é e de onde as views estão vindo.

Em resumo, somando o que há de comum nas três plataformas, é preciso constância em um ritmo sustentável; encontrar seu nicho, trazendo assuntos de um ângulo específico; e disciplina na hora de interagir com a comunidade e analisar as métricas. Essa é a diferença entre postar e construir carreira.


✨ Insight do Sebrae ✨

A lógica das relações de longo prazo não é novidade para quem empreende fora da Creator Economy. No comércio tradicional, confiança é ativo estratégico: bons fornecedores e bons clientes são construídos ao longo do tempo, com consistência, reputação e entrega. Na economia dos criadores, essa lógica se aplica da mesma forma. Quando marcas e creators deixam de operar apenas na lógica da campanha pontual e passam a construir relações continuadas, o conteúdo ganha profundidade, a narrativa se torna mais autêntica e a confiança da audiência se fortalece. No fim do dia, creator também é empreendedor. E todo empreendedor sabe que relações duradouras são aquelas que geram valor para os dois lados, ao longo do tempo, e não apenas em uma ação isolada.

Um bom exemplo dessa lógica aplicada à Creator Economy é o Empreender Conecta, iniciativa do Sebrae que estruturou uma base fixa de cerca de 200 influenciadores (que são micro empreendedores) que produzem conteúdo de forma contínua para a instituição. Esse modelo parte de uma premissa muito presente no empreendedorismo tradicional: relações duradouras geram mais valor do que interações pontuais.

Ao estabelecer parcerias de longo prazo, cria-se uma dinâmica de ganha-ganha. Para o creator, existe previsibilidade de receita e a possibilidade de construir uma narrativa mais consistente com a marca. Para o Sebrae, há previsibilidade e recorrência de conteúdos, além do fortalecimento de uma relação de confiança com quem comunica suas pautas. No fim das contas, o que o mercado de influência aprende com o empreendedorismo clássico é justamente isso: confiança, continuidade e construção de valor ao longo do tempo são ativos estratégicos para qualquer negócio.


O ápice da inovação: parcerias de longo prazo com creators

Já faz tempo que o creator se tornou uma das peças centrais da comunicação. É ele quem traduz a mensagem da marca pra uma comunidade específica.

E o Jim Louderback já cantou essa bola: a audiência sabe quando o creator tá forçado. A autenticidade é justamente o diferencial do creator pro conteúdo feito por inteligência artificial. Ninguém confia na perfeição.

A creator Jasmine Park destacou que, em um mundo saturado de IAs e filtros, o erro, o cansaço e a dúvida do criador tornaram-se seus maiores ativos de venda. A perfeição agora gera desconfiança (artificialness) e as marcas que exigem roteiros engessados estão, literalmente, sabotando o próprio investimento.

Os participantes do painel destacaram que o modelo de “uma marca gritando pra milhões” acabou. A influencer Jenny Penich argumentou que um creator é um curador de contexto. Ao contratá-lo, a marca não está comprando visualizações, mas a permissão pra ser ouvida.

“Na publicidade você paga para interromper a conversa, no marketing de influência você paga para fazer parte dela.”

O painel também destacou que, enquanto uma campanha isolada é um evento; uma parceria de um ano é um ecossistema. O creator gera descoberta, ganha confiança da audiência, valida a compra e mantém o cliente fiel por meio do uso real no seu conteúdo diário. O marketing vira um ciclo de retenção.

Agência: atrapalha a conversa direta?
Jasmine contou que sente falta de participar da criação das ideias, o que não acontece quando a agência entrega um briefing pronto, sem que o creator tenha contato com a marca. A creator destaca a importância de bater um papo para que o conteúdo nasça de um lugar real.

E, invocando mais uma vez o Jim, nosso pastor da Creator Economy, a internet tá muito barulhenta – seja pela necessidade de chamar atenção a qualquer custo nos primeiros 3 segundos, ou pela quantidade de vídeos gerados por IA que não marcam a audiência, só passam pelo feed.

Pros palestrantes do painel, campanhas únicas são a mesma coisa: barulho. Parceria de verdade é quando o creator tem um lugar à mesa na estratégia da marca.

“As marcas que estão vencendo hoje estão olhando para os criadores como mais do que posicionamentos de mídia. Elas os utilizam como colaboradores estratégicos. Estão construindo briefings ao lado deles”, explica Jenny.

Por fim: um insight sobre networking no SXSW 🎯
A Carmela Luzzi, do TripAdvisor, descreveu o ato do networking como uma via de mão dupla onde o criador dá o primeiro passo organicamente, e a marca retribui com o convite formal. A confiança começa antes do contrato ser assinado, observando como creators interagem com a marca no mundo real.


Newsletter: a porta de entrada de uma media company

Essa aqui ainda é do dia 02, mas vale explorarmos o painel que falou sobre como as newsletters, ainda que você não consuma (ei, ei, ei!) ou pense que são ultrapassadas, funcionam para construir uma base própria de leitores e pavimentar o caminho de expansão pra podcast, eventos, comunidade, produtos e novas formas de monetização. 

Um bom exemplo brasileiro é a Bits to Brands, que nasceu como uma newsletter e hoje é uma baita media company. 

Fuja da #plataformadependência
Quem é de casa sabe como, aqui na YPX, a gente fala muito sobre os riscos de esperar que toda a renda de um creator venha das #publis – daí surgiu o movimento pelo fim da #publidependência.

Mas, é como a gente também diz: construir toda a sua audiência em apenas uma plataforma é como erguer sua casa em um terreno alugado. Não parece um bom negócio. 

As News funcionam como uma alternativa a essa dependência, porque a audiência será totalmente sua. Não depende de algoritmo, ou sobre viralizar a todo custo. Quem tem o controle da audiência, também controla o negócio. 

Sobre monetização, ela pode vir de patrocínio, assinatura, produtos e até eventos. Tudo depende do quão fiel é a sua audiência que, quase sempre, também vai ser sua principal fonte de crescimento (famoso boca a boca, né).

Às vezes uma newsletter bem feita vale mais do que deixar a audiência espalhada em várias plataformas.


Influência em uma era de algoritmos saturados de IA

Boa parte da Creator Economy, hoje, roda no mesmo padrão: encontrar uma trend > criar um gancho pra segurar atenção > postar com consistência > repetir o processo. Essa é a receita pra agradar o algoritmo, mas e quando todo mundo aprende e o feed vira uma cópia infinita?

“Quando eu abro o Instagram ou Tik Tok, por que parece que tudo é a mesma coisa?”, questiona Fana Yohannes, Trends Forecaster e ex-Instagram.

Saia do automático
Em 2026, existe mais conteúdo do que tempo pra consumir – e a tendência é isso ficar cada vez pior, porque a IA nem precisa de creator humano pra produzir. 

Um exemplo prático disso é você se deparar com algum creator com milhões de seguidores, mas nem você, nem ninguém da sua bolha já ouviu falar. 

Relato pessoal do autor da News: eu não fazia IDEIA de quem era Boca Rosa quando ela entrou no BBB. E olha que ela já entrou com uns 15 milhões de seguidores. 

Se pergunte: você cria pra um algoritmo ou pras pessoas?

As métricas não podem ser o objetivo final. Quando se cria só pra retenção e cliques, isso é performance pro algoritmo, não pra audiência. 

Se a IA consegue copiar fórmula, roteiro, cria imagem, voz e posta conteúdo em escala industrial, o que resta pro creator humano é apostar todas as suas fichas na própria autenticidade. Ainda é difícil pra IA provocar emoção, algo que até sem querer, a gente é mestre em fazer. Aliás, principalmente quando é sem querer.


Você vai no evento aprender ou ver gente famosa?

A pergunta não é “quem vai atrair mais público?”, mas “quem tem algo relevante para dizer sobre esse assunto?”

Em mais um artigo pro Meio & Mensagem, a Rafa questionou a lógica que acontece em todos os festivais pelo mundo, não só no SXSW: vale mais dizer que “viu fulano de tal”, ou a relevância dos assuntos propostos?

“Porque em muitos eventos, especialmente no Brasil, a lógica às vezes é invertida. O line-up é montado a partir do nome que chama atenção. Quem tem muitos seguidores, quem é famoso, quem vai gerar manchete. E aí, muitas vezes, o conteúdo vira quase um detalhe.”

Quem acompanha as coberturas da YOUPIX já tá ligado que isso acontece sempre. No Cannes Festival do ano passado, por exemplo, a Rafa já tinha alertado pras premiações que são praticamente um afago no ego entre publicitários, ao invés de lançar cases de fato relevantes, inclusive os que estão surgindo.

Para ler o texto completo, clique aqui.


SXSW mostra força da creator economy e presença crescente de influenciadores

O pessoal da Times Brasil, licenciada do canal estadunidense CNBC, encontrou a Rafa pelos corredores do SXSW e bateu um papo rápido sobre como a Creator Economy é uma pauta transversal. 

A nossa CEO também destacou a presença dos creators brasileiros no festival, que sempre deixam suas marquinhas criativas por onde passam. Clica aqui pra ver a entrevista completa!


Ser estranho é uma estratégia?

Marcas pequenas sabem que não vão ganhar das gigantes em orçamento, distribuição ou mídia. Então qual é a saída? Fazer o oposto do que o mercado espera. 

Em vez de tentar parecer “corretas”, marcas como Liquid Death, Graza, Coconut Cult e Goodles apostam numa estética estranha e humor absurdo que nenhuma corporação tradicional aprovaria. 

O insight aqui é que a Gen Z não consome produtos, ela consome pontos de vista. Quando o CEO atua como Creator, ou a marca se comporta como um, ela ganha a “licença poética” para errar, brincar e arriscar, algo que o corporativismo mata.

Na consultoria da YOUPIX, muitas vezes enfrentamos marcas que têm medo de serem “estranhas”. O painel argumenta que, no ecossistema saturado de hoje, o único risco real é a irrelevância. A “liberdade do pequeno” é, na verdade, uma vantagem competitiva: por não terem orçamento para “comprar” a atenção, elas são obrigadas a “conquistar” a atenção através de uma estética disruptiva (o weird). O “não-profissionalismo” citado é a chave para a autenticidade orgânica.

O Zig-Zag como Vantagem Competitiva
O termo “Weird” é usado porque essas marcas decidiram fazer o exato oposto do que os manuais de marketing ensinam. Se todos estão indo pra clareza, segurança, racionalidade, elas vão pro mistério, risco e emoção. Ao serem estranhas, elas filtram quem não faz parte da tribo e geram uma conexão visceral com quem tá dentro.

Esse movimento permite a essas marcas agirem como creators:  elas têm opinião, senso de humor e uma estética própria que não pede permissão para existir. Como disse Andy, da Liquid Death: “Não é estranho, é apenas humano. Mas é estranho porque não é o que as empresas fazem.”


Se sente irrelevante? Saiba como mudar isso 👇

Esse painel foi um verdadeiro aulão sobre a obsessão de marcas por views, virais, dados e dashboards para nos lembrar de uma verdade humana: cultura não se persegue, cultura se pratica.

O palestrante é o Matt Klein, que atualmente é o Head of Global Foresight no Reddit e um dos estrategistas culturais mais respeitados da atualidade.

Diagnóstico
A Falácia das Trends: 90% dos relatórios de tendências vêm de apenas 10 cidades e repetem as mesmas palavras há anos (como “nostalgia”).

Marcas estão criando conteúdo para algoritmos, não para pessoas. Enquanto tentam parecer descoladas, soam artificiais e invasivas.

Marcas e Comunidades: Como se conectar sem ser o “penetra chato”
O Matt é enfático: comunidades não precisam de marcas. As marcas é que precisam de comunidades.

A maioria das marcas entra em comunidades gritando com um megafone: “Olhem como eu sou legal! Comprem meu produto!”, mas isso gera repulsa. Em vez de tentar ser o centro das atenções, como a marca pode realmente ajudar a comunidade?

Por exemplo a Decathlon redesenhando ícones de acessibilidade ou a Vaseline criando um banco de dados de doenças de pele para pessoas negras. Não está apenas “falando”, estão “fazendo” o futuro daquela comunidade.

O Creator é o tradutor oficial dessa dinâmica. Ele já é um membro nativo da comunidade. E não se trata do alcance da campanha, mas de quantas pessoas daquela comunidade aceitariam a marca de volta em um segundo encontro. 


Esse foi o resumão do Dia #03 do SXSW. Quer ficar por dentro da cobertura YPX direto de Austin? 
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